domingo, 27 de junho de 2010

Moçambique no Festival ao Largo

Não sei se a organização teve a efeméride em conta, o que é certo é que o Festival ao Largo abriu com uma magnífica embaixada de Moçambique, país que a 25 do corrente mês celebrou mais um aniversário da sua independência. A Companhia Nacional de Canto e Dança animou as muitas centenas de pessoas que ocuparam o Largo ontem à noite. Trouxe-nos uma hora e meia de cores quentes, movimento frenético, coros envolventes e batuques que não permitem a quietude dos corpos, mas acima de tudo, muita felicidade, que desceu do palco e contagiou todos quantos puderam assistir. Uma magnífica paleta do riquíssimo folclore moçambicano, tratado com mil cuidados por quem o ama, como sem dúvida é o caso dos executantes que estiveram no palco. O espectáculo repete hoje e amanhã.

sábado, 26 de junho de 2010

A Festa do Baile Popular


Um mergulho no gosto mais popular. A reportagem do lançamento do novo
projecto de João Gil, Baile Popular, na Fábrica de Braço de Prata, no passado
dia 23 do corrente.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Festival ao Largo - 2010

Para quem estiver em Lisboa ou por perto, ou venha até cá no próximo mês, atenção, muita atenção, abre amanhã e prolonga-se até 29 de Julho, o Festival ao Largo, em frente ao S. Carlos. Ópera, música sinfónica, étnica, bailado clássico e contemporâneo, etc. O preço é uma agradável surpresa: grátis. O ano passado pude assistir a alguns eventos e recomendo vivamente. Mas não apareçam todos, que o espaço é reduzido.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Rosa à janela | Baile Popular


Dou conta do novo projecto de João Gil, Baile Popular, que, depois de Rio Grande, voltou a guinar a Sul e traz-nos aragens frescas e alegres do Alentejo. João Monge, o inspirado poeta do quotidiano, é o autor das 11 letras das canções, enquanto as músicas ficaram a cargo de João Gil. O disco foi lançado ontem, com festa de arromba, na Fábrica de Braço de Prata. Vai dar que falar. Espero. Deixo-vos com um dos temas: Rosa à Janela.

Luiz Pacheco e o Libertino



Em Coisas da Escrita dos Outros, trago hoje O LIBERTINO PASSEIA POR BRAGA, A IDOLÁTRICA, O SEU ESPLENDOR, de Luiz Pacheco. Faço-o porque se trata de um pequeno grande livro, da autoria de um grande, grande escritor que, por opção pessoal, passou ao lado de uma brilhante carreira nas letras. Escrito na primeira pessoa, a trama anda à volta das vivências de um libertino, inspirado, naturalmente, nas experiências do próprio autor. Mas não foi a história que me fez trazer aqui esta proposta, mas a escrita, que é de uma clareza e simultaneamente de uma riqueza, que não tenho qualquer dúvida em a recomendar. A julgar por este livro, se estivesse para aí virado e nunca esteve, Luiz Pacheco podia ter sido um dos grandes escritores de língua portuguesa do século XX.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ainda a morte de Saramago

Nós, os portugueses, sempre acusámos o país, o Estado, a sociedade… os portugueses, de se esquecerem dos seus grandes, dos homens e mulheres que com a sua obra, projectaram o país, enriqueceram a nossa cultura. Quantas figuras não desapareceram completamente ignorados por todos, desprezados, por vezes vivendo os últimos dias de forma miserável. Nomes, infelizmente, não faltam, Camões, Bocage, Pessoa e tantos, tantos outros de menos nomeada, e permito-me recordar aqui pelos seus contornos, o caso de António Boto, até porque, no contexto histórico, não está tão afastado assim dos nossos dias. Um caso de miséria extrema, como muitos outros, mas também de humilhação. Fomos nós, os portugueses, os responsáveis.

A esta hora, as cinzas de Saramago já esfriaram há muito, mas os admiradores do escritor, do presente e do futuro, jamais se poderão queixar do tal esquecimento, a que a Pátria votou outros.

Considero-me insuspeito para abordar este tema pelas razões que de seguida elenco: não nutria grandes simpatias pela pessoa José Saramago - ele também não fazia por as merecer; não partilho, nem nunca partilhei, as suas opções ideológicas; embirrava com algumas opiniões mais desabridas, e a forma até provocatória com que as expressava; abomino algumas histórias que se ouvem, que o têm como protagonista, vindas do tempo do PREC; e, apesar de lhe reconhecer mérito de artista, não sou um entusiasta da sua escrita, nunca fui. Por tudo isto, sinto-me de espírito livre para dizer que neste tempo que nos foi destinado para viver, José Saramago foi o português que mais projectou a nossa cultura. Apenas dois exemplos do seu contributo: deu ânimo a todos os milhões de lusófonos espalhados pelo mundo, que, naturalmente, passaram a ter mais um motivo de orgulho na língua que falam, pela atribuição do primeiro Nobel - e quanto precisamos de algum orgulho...; segundo, a repercussão que a sua obra teve, e tem em todo o mundo, despertou curiosidade pelo que neste canto da Europa se vai fazendo em termos culturais, abrindo portas a muitos outros - à cultura portuguesa. A este nível, precisamos de mais exemplos como o que ele foi capaz de nos dar.

Pode até a história vir a esquecê-lo, o que duvido, mas estes feitos estão consumados e ele foi o único responsável. Por isso todas as homenagens não foram de mais, como muitos apontaram ou sugeriram. Temos razões para nos arrependermos, enquanto povo, das homenagens que não fizemos; é a vergonha com que temos de viver. Aprendamos com os erros, porque as asneiras não podem servir de exemplo.





     

domingo, 13 de junho de 2010

Uma tarde de sol junto ao mar

Ericeira, hoje à tarde. Sol, vento, mar batido, mas agradável. Quanto ao resto, disponibilidade para amar, inveja, voyeurismo, ou apenas a captação de um belo momento bem enquadrado?
Não sei...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O País e a situação Insustentável

Valsinha das Medalhas

Já chegou o dez de Junho
O dia da minha raça
Tocam cornetas na rua
Brilham medalhas na praça
Rolam já as merendas
Na toalha da parada
Para depois das comendas
E ordens de torre-e-espada
Na tribuna do galarim
Entre veludo e cetim
Toca a banda da marinha
E o povo canta a valsinha
Encosta o teu peito ao meu
Sente comoção e chora
Ergue um olhar para o céu
Que a gente não se vai embora
Povo: Quem és tu donde vens
Conta-nos lá os teus feitos
Que eu nunca vi pátria assim
Pequena e com tantos peitos
Já chegou o dez de Junho
Há cerimónia na praça
Há colchas nos varandins
É a guarda que passa
Desfilam entre grinaldas
Velhos heróis de alfinete
Trazem debaixo das fraldas
Mais índias de gabinete
Na tribuna do galarim
Entre veludo e cetim
Toca a banda da marinha
E o povo canta e valsinha

Carlos Tê

domingo, 6 de junho de 2010

Para que não digam que não falei de flores... são papoilas, senhores

Para que não digam que não falei de flores... são papoilas, senhores. Estas vieram de Évora, no último feriado. Vêm aí os calores de verão, o seu tempo está a chegar ao fim, mas estas já não morrem.