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A mostrar mensagens de Julho, 2010

Homossexuais no Estado Novo

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Terminei hoje a leitura de Homossexuais no Estado Novo, da autoria da jornalista São José Almeida. Se devo registar a falta de novidade dos casos tratados – talvez não haja mais - apreciei algum  aprofundamento e acima de tudo as histórias mais pitorescas que o integram. Gostei da referência, ainda que sumária, ao Chalet das Cotovias, matéria em que ando a trabalhar. A autora dá ênfase à dupla penalização das mulheres, primeiro pelo seu género, depois pela sua homossexualidade. Visão dupla do problema parecia ter o regime, em função da condição social das pessoas em questão. A obra dá também realce a gestos corajosos de alguns homossexuais, ao assumirem a sua condição, abrindo portas a que outros o fizessem igualmente forçando a mudança. Quanto às mulheres de alguns destes, que conviviam com a situação bissexual pública dos maridos, que ostentavam, já é matéria que entra no campo do romance, mas muito interessante.

Escritor Fantasma

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Fui ver Escritor Fantasma e... desiludido. E a culpa nem é do filme, que se vê bem, mas das expectativas que tanta promoção causou, quiça pelas peripécias que envolveram o realizador. Bom, de escritor, ainda que fantasma, tem pouco, vale pela trama que fala dos meandros mais obscuros da política - política recente: guerras que não deviam acontecer, voos que visam a tortura dos passageiros forçados e um primeiro-ministro inglês em bolandas.

Geni e o zepelim

Uma grande interpretação de um tema magnífico, da autoria desse mago da música brasileira chamado Chico Buarque de Holanda. Atentem bem nesta letra e vejam se ela não está perfeita para definir certas especificidades mais primárias do ser humano. Ao ouvir pela enésima vez esta história cantada, não sei porquê, ou talvez saiba, veio-me à memória Lars Von Trier e Dancing in the Dark e Dogville, filmes que contém o mesmo sabor amargo.

29 mulheres assassinadas pelos companheiros em 2009 - Portugal - DN

Só a energia nuclear representa o progresso

Viva o avanço civilizacional. Uma mulher iraniana de 43 anos viu comutada a pena por lapidação pelo crime de adultério, que parece ter cometido. A pena capital terá lugar, sim, mas por método muito mais humanista: o enforcamento. VIVA!...

Sinal Fechado

Em homenagem a quem, ao longo dos tempos, subverteu os sinais de interdição.