terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ainda o Natal

Na noite de Natal, a dada altura, alguém me perguntou alguma coisa e eu não respondi de imediato. A minha mãe, que bem me conhece, respondeu: tem a boca cheia de sonhos. Era verdade.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal 2010

O sobrinho vem da Suíça, uma das filhas de Faro, a outra de Beja, os sogros de Évora, a mãe do Cacém, uma das irmãs da Castanheira, a outra vem de perto, é vizinha, e todos se vão encontrar aqui, em Alenquer. O pretexto óbvio é o Natal, claro, e se para outra coisa não serve a quadra, só por isto vale bem a pena: VIVA O NATAL!

Sei que assim não será, pelo menos com a abrangência que eu pretendia, mas resta-me o desejo sincero que aqui deixo expresso: FELIZ NATAL!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Claque de Autores - Pequena Entrevista

Claque de Autores é uma página do Facebook que pretende dar a conhecer o que vai acontecendo no campo das artes e letras em Portugal. A pedido de uma das responsáveis, a Maria João Freire de Andrade, dei-lhes uma pequena entrevista que agora transponho para aqui.

- Pode falar-nos um pouco do seu próximo, ou mais recente, trabalho?

R. - Prefiro falar do último. Chama-se "Primavera Adiada" e aborda o tempo do marcelismo até ao 25 de Abril. A trama vai desenrolar-se através das vivências, dos amores e desamores, de uma jovem alentejana que vem para Lisboa estudar em 1968. Atravessa todo aquele tempo e vai lidar com pessoas que de uma forma ou de outra estão ligadas ao que de mais importante, pela negativa ou pela positiva, se passou neste país.

- Quando irá sair, ou quando saiu?
R. - Saiu em Janeiro deste ano (2010).

- O que é ser-se autor em Portugal?
R. - É essencialmente paixão, porque sem ela não se era autor.
- Qual a sua opinião de um grupo como a Claque dos Autores que se dedica, exclusiva e diariamente, a todas as áreas da Cultura Portuguesa, através do Facebook?
R. - Tudo o que se faça para divulgar as artes, os artistas, a criação e os criadores nunca é de mais. Por isso estão de parabéns pela iniciativa e, tendo em consideração o deserto que aí abunda neste sector, diria que trabalho não lhes vai faltar. Há muito campo para lavrar.
Diga a primeira coisa que lhe vier à cabeça:
- Monumento português
R. - Toda a vila de Sintra e a sua envolvência natural formam um monumento inigualável.

- Figura histórica portuguesa
R. - D. João II

- Portugal no Mundo
R. - Miscigenação

- Autor/obra portuguesa que mais o marcou (livro, quadro, música, etc.)
R. - Só um é difícil. A Peregrinação na literatura; os Painéis de S. Vicente, na pintura; a Custódia de Belém na ourivesaria; a porta Sul, o claustro e a cúpula dos Jerónimos, na arquitectura.

- Prato português
R. - Perceves para abrir as hostilidades, seguindo-se uma dourada do mar grelhada. O Bucelas frio faz uma quente companhia a tudo isto.

- Pode fazer-nos uma mini-biografia: quando e onde nasceu, as suas obras publicadas, alguma mensagem que nos queira deixar. O que nos quiser contar.
R. - Nasci em 1960 em Vinhais, Bragança. Entre 2005 e 2010 publiquei cinco livros todos sob a chancela da Oficina do Livro, com os seguintes títulos: "O Caso da Rua Direita"; "O Homem da Carbonária"; "Estranha Forma de Vida"; "Memórias de um Assassino Romântico" e "Primavera Adiada". Participo habitualmente como escritor convidado em cursos de escrita criativa. Juntamente com um realizador estamos a trabalhar na adaptação cinematográfica de Estranha Forma de Vida.
Resta-me agradecer a entrevista e desejar-lhes muitas felicidades para esta tarefa que tomaram em mãos, a de divulgar e promover o que vai acontecendo no campo da criatividade em Portugal.
Um beijo às autoras. 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Policial à Mesa

Antes a morte que tal sorte

Notícia da última 6ª feira: cadeira vazia na entrega do Nobel da Paz deste ano porque o premiado está preso na China por ter tido a coragem de dizer o que pensa.
Notícia de Sábado passado: Teixeira dos Santos, o nosso ministro das Finanças, foi à China tentar vender parte da dívida pública.
Talvez fosse melhor irmos à falência.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Vou fundar um jornal para promover os meus livros...

Sabemos que a vida custa a todos e as coisas não estão fáceis, mas um jornal como o Expresso, talvez a maior referência na imprensa portuguesa, não se pode dar ao luxo de agir desta forma. Na edição desta semana, reservou uma página do seu destacável cultural  – que esta semana é dedicado a sugestões para prendas de Natal – para promover a «Prata da Casa», como chamaram à iniciativa. Desde a equipa directiva ao mais alto nível, a alguns dos seus mais reputados colaboradores, ali estão apostos oito livros com o respectivo texto promocional, onde não falta o preço. Não discuto a qualidade das obras, que não conheço, mas o critério de auto oferecimento, pedinchão. Como leitor, não me parece bem, choca-me, mesmo. O dever de isenção de uma quase instituição manda falar mais alto.    

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meninos do Tarrafal


 

 



Depois das magníficas poses dos seus amigos, eis a princesa do Tarrafal, Joana Inês, sem nunca largar a mão do pai, o segurança do antigo campo de concentração 

sábado, 4 de dezembro de 2010

1974 - o trágico e o cómico no D. Maria II

A Sala Garrett do D. Maria II estava a menos de 10%, num fim-de-semana, de 6ª para sábado. E é lamentável. Sei que as noites vão frias, mas se há eventos que justificam uma saída do conforto caseiro, este é um deles. O grupo Meridional desceu a Lisboa para mostrar um magnífico trabalho. Texto mínimo e até as poucas palavras que usa são praticamente dispensáveis, e isso é assumido e plenamente justificado. Tudo o resto, e não falta nada, é movimento, esgares, cenário e música - uma bela e bem expressiva banda sonora da autoria de José Mário Branco. A nossa história colectiva dos últimos 40 anos passa por ali: o trágico que foi o Estado Novo; a explosão de alegria que foi o 25 de Abril, onde todos os sonhos eram possíveis e, finalmente, o trágico-cómico a que se pode reduzir os últimos anos, com a desilusão a assentar arraiais, a caricatura das elites que nos governam, a depressão económico-financeira e, acima de tudo, mental dos portugueses. Está em cena até 19 de Dezembro e é verdadeiramente a não perder.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Coisa belas de se verem



Stº António de Polana

Na Feira de Artesanato o negócio ía fraco

A imaginação ao Poder

Um sereia mulatinha com candeeiro de iluminação pública a estragar

A miscigenação gastronómica. A pasta verde é matapa, uma especialidade

Adiversidade cromática e o belo sempre presentes