quinta-feira, 31 de março de 2011

Praga - vamos ver

Durante três dias vou deixar de ouvir falar em crise, mercados, dívida externa, etc., etc., etc., até porque não percebo a língua que lá se fala. Vou para a R. Checa, o grande concorrente de Portugal há 10 anos atrás. Ainda me lembro. Entretanto os checos andaram para a frente, os portugueses para trás e hoje a diferença é abissal. Vou ver para poder contar.

domingo, 27 de março de 2011

Ah Portugal, Portugal... ou o problema de Alice

Ah Portugal, Portugal...

«Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?

Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato.»
Lewis Carroll

sábado, 26 de março de 2011

A vitória com sabor a derrota

PS - A vitória de Sócrates é a derrota do PS e de Portugal, porque inviabiliza a maioria alargada de que o país precisa. Sintoma de inteligência é conhecer a hora de sair.

sexta-feira, 25 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Nota Biográfica de Fernando Pessoa no Dia da Poesia

Ser um grande poeta pode não chegar. Ser cidadão, independentemente da área onde se actue, é fundamental. Esta pequena nota biográfica, elaborada por F. Pessoa uns meses antes de falecer, prova que, sendo o enorme poeta universal que hoje ninguém questiona, nunca abdicou da qualidade de cidadão e humanista.

«NOTA BIOGRÁFICA ESCRITA POR FERNANDO PESSOA
Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa
Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de São Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.
Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e que foi director-geral do Ministério do Reino e de D. Madalena Xavier Pinheiro.
Ascendência geral - misto de fidalgos e de judeus.
Estado: Solteiro.
Profissão: A designação mais própria será «tradutor». A mais exacta, a de «correspondente estrangeiro em casas comerciais». O ser poeta e escritor não constitui profissão mas vocação.
Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1.º Dt.º, Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).
Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.
Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto por várias revistas e publicações ocasionais. O que, de livros e ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: «35 Sonnets» (em inglês), 1918; «English Poems I-II» e «English Poems III», (em inglês também), 1922 e o livro «Mensagem», 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria «Poemas». O folheto «O Interregno», publicado em 1928 e constituindo uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.
Educação: Em virtude de, falecido o seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
Ideologia política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservadorismo, e absolutamente anti-reaccionário.
Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo á Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais diante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da maçonaria.
Posição iniciática: Iniciado, por comunicação directa de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da (aparentemente extinta) Ordem Templária de Portugal.
Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo mítico, de onde seja abolida toda a infiltração católica-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: «Tudo pela Humanidade, nada contra a Nação».
Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.
Resumo destas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, grão-mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.

Lisboa, 30 de Março de 1935.»

domingo, 20 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Liberdade a sério

Nos últimos tempos, não fazem ideia quantas vezes me surge aquela velha canção do Sérgio que diz assim: «Só há liberdade a sério quando houver... a paz, o pão, a habitação, saúúúúde, educação...». Haverá quem duvide?
Ah pois!... a História pode não se repetir, mas os fenómenos sociais, esses, mais coisa menos coisa, estão aí ciclicamente.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Construção da Ponte Salazar

Para quem gosta de pontes e de História, apresento um filme bem interessante sobre a construção da então Ponte Salazar, hoje 25 de Abril. É só clicar.
                                    
                             http://vimeo.com/18885639

segunda-feira, 7 de março de 2011

E os bancos, pá?

Disseram-me hoje que uma mãe solteira portuguesa, empregada de um hipermercado vencendo pouco mais de 500 euros e a viver com a mãe por não dispor de meios para casa própria, viu cortado o abono de família por força da aplicação das medidas de combate ao défice. Justificação: não apresenta despesas, designadamente com habitação. Será possível? Usando o direito à indignação sem ponta de demagogia, mas com sincera tristeza.

sábado, 5 de março de 2011

Mais um dos Coen - «Indomável»

  
Agora que os Óscares já passaram e «Indomável» não ganhou nenhum dos 10 para que estava nomeado - foi mesmo o derrotado da noite -, digo que para mim foi uma agradável surpresa. Gosto dos manos Coen, sempre gostei. Porém, sendo muito bom o que fazem, dentro do universo cinéfilo, há que reconhecer que têm vindo a perder força nos últimos filmes. E aqui incluo «Este País não é para Velhos», que ganhou Óscares importantes. Não se pode fazer um «Fargo» quando se quer e eu compreendo. Por tudo isto, não fui ao El Corte Inglés com grande entusiasmo. Era mais um dos Coen, ok!... Quando o filme terminou, porém, saí consolado e com um sorriso espetado nos lábios. Acabara de ver um western do mais clássico que eu conheço. Regressara por hora e meia ao cinema paraíso da minha infância e adolescência, onde me deliciei com tantos e tantos filmes sobre o velho oeste. Este «Indomável» além do mais, tem essa capacidade de misturar a violência com sentido - típica dos Coen -, com o humor que também os caracteriza, transformando o seu visionamento num misto de emoção e suspense, mas com intermitências de muito boa disposição. Um belo filme.  

quinta-feira, 3 de março de 2011

John Miles - Music was my first love 2008


Ora aqui está uma bela versão de uma das músicas da minha adolescência.
Na página do Youtube diz-se que 588 pessoas gostam e 4 não.
Relativamente às 4, ou não gostam das luzinhas ou, por acidente, accionaram
a tecla errada.

A PJ como modelo de sucesso?

O tipo sabe disto. Até parece que fez lá estágio.

: http://www.sic.pt/online/video/programas/mais-mulher/2011/3/ensinamentos-da-pj-parte-ii02-03-2011-12824.htm