sábado, 30 de abril de 2011

Bichos, Bichinhos e Bicharocos ou a sabedoria de Mestre Pomar

Decorreu esta tarde no Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, a apresentação da reedição de um livro mítico do Neo-Realismo, Bichos, Bichinhos e Bicharocos. É um livro dito para crianças (será?) cuja 1ª edição saiu em 1949, com poemas de Sidónio Muralha, pinturas de Júlio Pomar e pautas musicais (também as tem) de Francine Benoit.
Assisti a uma bela sessão com a presença de mestre Pomar, Vítor de Sousa e Maria Barroso, que disseram alguns dos poemas insertos no livro. Registo aqui uma tirada digna do verdadeiro sábio que é o pintor. Vítor de Sousa foi dizendo que, ainda no átrio do Museu, Júlio Pomar não conseguiu explicar a uma senhora porque razão o sapo (um dos desenhos que decoram o livro) não era verde. Quando o actor ia dar continuidade à sessão, mestre Pomar interrompeu-o para dizer e cito de cor, que uma das grandes virtudes do Homem é não ter resposta para tudo, acrescentando que aqueles que as têm ou dizem ter, ou são tolos ou não são homens.

RTP - TARRAFAL - MEMÓRIAS DO CAMPO DA MORTE LENTA

RTP - TARRAFAL - MEMÓRIAS DO CAMPO DA MORTE LENTA

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Feira do Livro 2011

Pois, é mais uma. No fundo não passa de comércio, bem sei, ainda assim é um comércio diferente. O que se troca por euros é sonho, viagem, História, romance, poesia.... o Livro.
Desta vez vou estar na Praça Leya no dia 7 de Maio, pelas 16h00, para ver alguns amigos.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dia da Liberdade

«Só há Liberdade a sério quando houver a paz, o pão, a habitação, saúde, educação...» todos concordamos, mas foi com o 25 de Abril que ao longo da sua já longa História, o povo português atingiu os mais altos níveis de qualidade de vida.

Quanto mais sei sobre o 25 de Abril mais admiro os militares que ousaram remar contra aquela maré de repressão e medo. E foram um exemplo que nunca devia ser esquecido, devido ao desapego pelo poder que quase sempre manifestaram. Os anos passam, mas a dívida do povo português aos militares de Abril deve manter-se sempre viva.

sábado, 23 de abril de 2011

O Dia Mundia do Livro, a crise e Eça

A propósito do Dia Mundial do Livro que hoje se comemora e da crise que atravessamos, recordo aqui talvez o maior romancista da língua portuguesa a pronunciar-se sobre uma outra crise, a que Portugal então vivia. Palavras sábias, porque 120 anos depois nada mudou. Podemos ser fraquinhos a governar-nos, mas sempre coerentes.

"Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura."
Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)'

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro

Deixo aqui um belo texto que me fizeram chegar para festejar o Dia Mundial do Livro - do melhor

«Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.
Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café com leite.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.
Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.
Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.
Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.
Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»

(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O 1º de Maio já não é o que era

Este ano de 2011 fica marcado, definitivamente, como um ano diferente por todas as razões que favorecem o neoliberalismo (ou capitalismo selvagem, como gosto de lhe chamar) e mais esta: pela primeira vez desde o 25 de Abril de 1974, as grandes superfícies comerciais vão estar abertas no 1º de Maio. Deve ter uma leitura e todo este silêncio incomoda-me.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quando as aparências iludem

Aqui está uma boa razão para termos cuidado com as aparências, não nos ficarmos pela primeira impressão e não apontarmos de imediato os faróis para os suspeitos do costume.

 http://www.youtube.com/watch_popup?v=4meeZifCVro

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A nossa base de dados de vistígios biológicos não serve

desviado de
«direitos outros»

«O ADN do preço

Já há cerca de cento e poucos perfis de ADN em armazém respeitantes a arguidos condenados e cuja inserção foi judicialmente determinada. Quando as previsões apontavam para uns bons milhares nesta altura do campeonato, não deixa de ser insólito que se venha dizer que o preço do desenho dos perfis tem sido um obstáculo ao sucesso da lei. Então não se sabe/sabia que em situação de monopólo os preços são sempre exagerados?

Publicada por A.R. »
 
 
Ora deixa ver... daqui a 20 anos teremos 2000, daqui a 40 anos 4000, mas entretanto muitos dos primeiros 2000 já morrerram... Apetece-me gritar: Vão-se catar mais a base de dados que fizeram. Assumam que não a querem, tenham coragem. Quantos criminosos não ficaram por condenar por isso? Quantos ficarão no futuro?

domingo, 17 de abril de 2011

Filme promocional do Metropolitano de LIsboa - 1959

Filme promocional do Metropolitanode Lisboa no ano da sua inauguração, 1959, portagonizado, entre outros, por  Artur Agostinho.
Histórico e a não perder.

http://videos.sapo.pt/OJCgcyuSWqtN5TTyjQGt

quinta-feira, 14 de abril de 2011

E assim vamos cantando e rindo

Ouvi hoje uma boa definição para a situação em que vivemos - Portugal é como um navio que se está a afundar e, no entanto, os oficiais da tripulação continuam a lutar entre si para ver quem consegue chegar ao leme.
Eis um bom exemplo de quando os interesses individuais e dos grupos a que pertencem se sobrepõem aos do país, que é de todos nós - exactamente por isso morreu a Primeira República.
Van Zeller, antigo presidente da CIP, disse em entrevista que se Sócrates e Passos Coelho fossem fechados à chave por 3 ou 4 meses, os respectivos partidos resolveriam o problema português, que passa muito pelo entendimento mútuo.
Porque não acredito que os «oficiais» deixem de lutar pelo leme, ainda que façam glu-glu-glu, e também não acredito na hipótese posta pelo engenheiro Zeller, como forma de protesto pela leveza com que a classe política olha para Portugal e por todos nós, estou na iminência de, pela primeira vez, votar em branco. Não encontro outra solução e é com enorme desalento que o digo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Praga - a História sempre presente


Os cristãos em suplício infligido pelos otomanos, numa das muitas belas
esculturas que se podem admirar na Ponte Carlos - a mais famosa ponte de Praga

terça-feira, 5 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011