terça-feira, 31 de maio de 2011

As eleições são um fim em si

Ou é impressão minha ou eles estão todos roucos. Devem estar desejosos que cheguem as férias. Felizmente, o dia 6 está perto.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Amor a Portugal II

Uma das coisas que mais me dói nos dias que vivemos é a saída para o estrangeiro de jovens portugueses, a maioria dos quais qualificados, em busca de oportunidades de vida que não conseguiram no país em que nasceram. Dói-me e muito.
É preciso que se diga que sou um dos muitos portugueses que vibrou com a vitória eleitoral do engenheiro Guterres em 1995. Era um tempo de esperança depois de uma dezena de anos em que vivemos enclausurados num cavaquismo tristonho, cara de pau, algo anacrónico até. Na sequência da vitória eleitoral o optimismo reinava. Em termos culturais o professor Carrilho fez coisas como não haviam sido feitas em Portugal na minha geração, e eu acreditei; em termos científicos, o professor Gago abriu as portas a muitos cientistas portugueses de nomeada que no estrangeiro faziam carreira. E cada regresso a Portugal de massa cinzenta portuguesa para ajudar a construir o futuro do país era por mim celebrado. Estava em causa a esperança, acreditava-se no futuro. Eu acreditei, confesso.
O que vemos hoje é o oposto de tudo isto e se aquele tempo era tempo de crença, de esperança, este é o tempo da descrença, da depressão. A mim dói-me muito.
Vem isto a propósito de uma óptima mas dolorosa reportagem que a RTP fez e passou esta noite, sobre os jovens portugueses de hoje que vão para o estrangeiro trabalhar, como faziam os jovens portugueses dos anos sessenta. Seremos um país condenado à emigração dos seus mais activos? Dói muito responder a esta pergunta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O meu jacarandá



O meu jacarandá após três anos de tratamento VIP e, certamente, constrangido por não recompensar os esforços de que quem tão bem o trata - ou pelo menos por isso faz - este ano deu as primeiras flores. 


São poucas, reconheço, mas é a demonstração de uma vontade, ainda que vegetal. E são lindas, convenhamos. 

domingo, 22 de maio de 2011

A ver passar os barcos...







Expo'98 Abertura

A propósito de amor a Portugal, vejam que vale bem a pena. Os momentos maus do presente podem ser ultrapassados indo buscar motivação e inspiração aos momentos bons que passaram.

http://www.youtube.com/watch?v=_GDPEYTtTEw&feature=share

Amor a Portugal

Oficialmente começa hoje a campanha eleitoral. Estou preocupado porque conscientemente não tenho em quem votar e nunca antes me aconteceu. Em termos da postura da classe política, nunca achei que a situação fosse tão comparável aos tempos que antecederam o 28 de Maio como estes dias que vivemos, tendo em conta a luta incessante pelos interesses individuais ou do partido a que pertencem os principais políticos, esquecendo-se do essencial: Portugal, todos nós enquanto nação. O que se passa nada tem a ver com as regras da Democracia, porque estas não podem pôr em causa os interesses do país e os sinais que nos chegam levam-nos a questionar muito seriamente o futuro.
Ontem à noite na RTP, Herman José perguntava a Alcione, uma das suas convidadas, se achava que fazia falta a Portugal um Lula da Silva. A cantora brasileira, parecendo conhecer profundamente a nossa realidade - e até parece que conhece - respondeu de forma simples, afirmando que faz falta alguém que verdadeiramente ame esta terra e este povo. Mais simples não podia ser e assertiva também não.

sábado, 21 de maio de 2011

Primavera Adiada em Tavira

Em dia de tempestade, a velha ponte romana de Tavira continuou a dar prova de resistência, deixando bem clara a mensagem de que podem vir mais dois mil anos e outros tantos. O rio ia cheio - havia transbordado naquela manhã do dia 18 - e a água barrenta como nunca a vira. O leito ficou um pouco mais cavado nas encostas das serras algarvias e a Ria Formosa um pouco mais assoreada.
 
Enquanto em Dublin o F.C. do Porto e o Sporting de Braga disputavam a final da Liga Europa, no Clube de Tavira, prestigiada colectividade de cultura e recreio daquela cidade, juntavam-se algumas dezenas de pessoas para assistirem ao lançamento algarvio de Primavera Adiada.
Na mesa, da esquerda para a direita, o presidente da Assembleia Municipal, em representação da edilidade local, depois este vosso amigo, ao centro Rui Machado, presidente do Cube Rotary de Tavira, a Dra. Ana Matias, coordenadora da Biblioteca da Escola Secundária e convidada para fazer a apresentação da obra e, finalmente, o grande responsável por tudo isto, Abílio Lopes, secretário do mesmo clube.
A Dra. Ana Matias, que fez uma excelente apresentação, demonstrando ter feito o trabalho de casa com muita competência, o que poucas vezes acontece, diga-se, na parte final da sua prestação leu um excerto da obra por si seleccionado, para deleite do autor. 
Como habitualmente, o evento terminou com uma sessão de autógrafos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tavira, as férias e os livros

Amanhã rumo a Sul, em busca do mar. Uma mísera semana, mas é o que se pode arranjar nesta altura do ano. Na 4ª feira, dia 18, guino à esquerda, para Leste, em direcção a Tavira, onde está prevista a apresentação de Primavera Adiada, o meu mais recente romance. Segue-se um jantar organizado pelo Rotary Clube local, onde falarei um pouco sobre um tema pouco abordado: a tendência crescente do insucesso na investigação de homicídios em Portugal - quês e porquês.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não sei quantos curso de escrita criativa do El Corte Inglés

Já perdi a conta ao número, mas é mais um sem ser mais um, curso de escrita criativa do El Corte Inglés de Lisboa. São cursos orientados por José Couto Nogueira, um homem dos jornais, dos livros e um amigo. Quanto a este vosso amigo, vai lá estar amanhã às 19h00 para nova apresentação. Sempre igual, sempre diferente.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Ratolândia

A fábula da Mouseland (em português: "Ratolândia") foi popularizada por Thomas C. Douglas (1904 – 1986), líder político canadiano. A fábula expressava a sua visão de que o sistema político oferecia um falso dilema: a escolha entre dois partidos, dos quais nenhum representava os interesses do povo.
Muito interessante! Não se discute a existência de partidos, claro, discute-se a partidocracia. É isso que está em causa neste magnífico e bem disposto exemplo.  


http://www.youtube.com/watch?v=UtTW72F8xo0