sábado, 30 de junho de 2012

Festival ao Largo - 2012

Nestes tempos de crise, este festival, que se realiza pelo 4º ano, parece milagre. Mas ele aí está cheio de belas sonoridades e, espera-se, magníficas noites de verão. Até finais de Julho, no largo do teatro São Carlos, em Lisboa.

Santa Barbara bendita - Nuberu - em homenagem aos mineiros asturianos


Talvez porque eu seja originário de uma aldeia mineira; por saber que alguns dos meus familiares morreram do «mal das minas» devido às condições miseráveis em que trabalhavam; por conhecer a luta e o sofrimento dos mineiros asturianos durante a guerra civil espanhola e nos anos do franquismo; por reconhecer que a atual luta dos mineiros asturianos é, talvez, o último reduto de luta a sério, onde tudo se arrisca, contra este capitalismo selvagem que a todos vai devorando, este hino toca-me fundo, arrepia-me.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A selecção e as «bruxas»

No princípio eram 16 selecções e algumas «bruxas» ou profetas da desgraça.
Agora, restam 4 e quanto às «bruxas», sumiram. Foi um ar que lhes deu. Aconteça o que acontecer na 4ª feira, estes senhores já perderam toda a credibilidade. Mais o 2º que o 1º, mas é válido para os dois.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Uma família inglesa.... em Albufeira


Portugal acabara de eliminar do Euro a República Checa e o povo pôs-se nos carros, com as bandeiras e cachecóis, e foi para rua apitar e gritar por Portugal. Nada de novo. Ao cimo da Rua do Oura, perto da Rotunda das Minhocas, num bar frequentado por muitos súbditos de Sua Alteza Real Isabel II, uma família inglesa (pai, mãe, dois rapazes e uma rapariga) por ali estava. Permaneci sentado na mesa do lado deles cerca de meia hora e ao longo de todo esse tempo, não os vi trocar uma palavra. Os rapazes concentrados nos telemóveis, a mãe na televisão (falavam do jogo que terminara), o pai a ver passar o cortejo - até sorriu a umas algarvias vistosas pintadas e vestidas com as cores da bandeira nacional - enquanto a rapariga apenas estava com os seus pensamentos. De férias e aparentemente tão infelizes. Quem me manda dar atenção a estas coisas. Não sei porquê veio-me à memória o início do Anna Karenina, de que gosto muito e que cito de cor: «As famílias felizes são todas iguais; mas cada família infeliz é infeliz à sua maneira»Talvez não seja bem assim e, com certeza, no original estará mais bonito, mas a ideia é esta e foi ela que em mim prevaleceu.       

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Euro, a Alemanha e os outros

Hoje: Portugal jogou com a República Checa - e ganhou, todos o sabemos.
Amanhã: a Alemanha vai jogar contra o Resto da Europa - e ou muito me engano ou a Alemanha vai ganhar.

domingo, 17 de junho de 2012

Os condenados, os não condenados e os inocentes (ou talvez não) que tudo pagam

Na Alemanha, houve condenações judiciais por corrupção em negócios que envolveram a venda de vários submarinos à Grécia e a Portugal. Na Grécia, o ministro dos submarinos foi também condenado, não pelos ditos, mas por não ter conseguido provar a riqueza que ostentava. Em Portugal, o que aconteceu na Grécia é impossível: Assim, está um dia agradável de meia estação, onde as nuvens se mostram em força, enquanto os portugueses preparam o petisco para logo estarem em frente da televisão a ver o jogo e, até lá, vão lançando umas «bocas» no Face... Viva Portugal!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Lançamento do Nº3 da «Investigação Criminal»

Na 1ª mesa, com a doutora Susana Costa e o professor Pedro Hespanha

 A 2ª mesa: Drs. Paulo Morais, Egídio Cardoso, Nuno Almeida, Adriana Monteiro e Marinho Falcão 
Mais tarde chegou a professora Conceição Gomes, do CES

A sala 1 do CES estava cheia. A promoção da revista deu-se q.b. e as intervenções dos especialistas sobre as várias matizes do crime económico foram muito interessantes, proporcionando um debate salutar e esclarecedor. A revista encontra-se à venda. Se não a encontrarem por aí, procurem na Coimbra Editora ou na Wook. Vale muito a pena, juro. 

terça-feira, 12 de junho de 2012

«Em Pé» contra qualquer tipo de opressão



Um vibrante hino galego contra a opressão castelhana, mas que eu gostaria de estender, com a permissão do povo irmão galego, contra estes mercados que nos sufocam, contra a Organização Mundial do Comércio e as multinacionais que nela mandam, os verdadeiros vírus malignos que infetaram a Europa, para já com particular ênfase para as regiões mais pobres, mas que a todas tocará se o antídoto não for aplicado a curto prazo.  

 

domingo, 10 de junho de 2012

Maria Keil - a obra é a imortalidade do artista



O que torna os artistas diferentes dos homens comuns é a obra, que os torna imortais. Os azulejos de cima fazem parte de uma colecção que a CGD editou há uns anos. Obras concebidas propositadamente para a iniciativa, da autoria de artistas portugueses contemporâneos. No painel faltam alguns que ofereci às minhas filhas e um outro da autoria de Paula Rego que, pelo formato, era impossível encaixá-lo de forma harmónica. Ao centro e em destaque na primeira fotografia, o peixe de Maria Keil, que hoje nos deixou.
Estive com ela há pouco mais de uma semana (a 3ª fotografia) aquando da entrega dos prémios anuais do Projecto SOS Azulejo, em que a Maria Keil foi galardoada com o prémio «Carreira». O artista parte, a obra imortaliza-o.  


A História repete-se?

Perdemos Olivença e tudo quanto os franceses daqui roubaram (e não foi pouco) porque não reclamámos os nossos direitos na Convenção de Viena de 1814; não tivemos direito a indemnização pela Primeira Grande Guerra porque não reclamámos os nossos direitos em Versalhes; hoje, o povo português vai continuar a sofrer mais do que seria necessário, porque não reclamamos os nossos direitos. Podíamos, pelo menos, aprender com os erros cometidos no passado. A História serve para isso. É o mínimo que se deve exigir a quem nos governa, que conheça um pouco da História do País.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mr Bean's Holiday the end_La mer Charles Trénet


Mr Bean no MI7, ao som da mais bela canção francesa de todos os tempos
( pelo menos hoje) a pensar no nosso SIS - se ao menos tivessem piada...

domingo, 3 de junho de 2012

Os seis órgãos de Mafra na perfeição


Foi na manhã do último sábado e acabou por saber a pouco. Os seis órgãos provaram que a jogar em equipa são imbatíveis na arte de provocar emoções. Não faltou um competente coro, e até alguns tenores em grande forma marcaram presença, mas, insisto, soube a pouco. Quero com isto significar que foram verdadeiramente arrebatadores os poucos minutos que passei no interior da basílica, e esse foi o principal problema: um impressionante espetáculo, mas de curtíssima duração. Menos de 30 minutos de música e 10 de discursos.


Como esta fotografia bem documenta, o povo saiu à rua na manhã de sábado, e bem cedo, para chegar a horas e encher o recinto onde, verdadeiramente se louvou a Deus com artes bens humanas. Louvado assim, bem que Ele podia fazer algo por nós, para aqui pobres e abandonados. Mais para a noite, na Luz, foi o que foi. Vamos aguardar.


Era segredo, mas todos os que lá estavam sabiam: estaria presente o Cristiano Ronaldo do belo canto (ele não se importa com a comparação, é do Real) Plácido Domingo. Se isto é verdade, também o é que ninguém esperava ouvi-lo discursar durante tanto tempo - talvez cantasse um pouco, a esperança reinava. Mas ele gosta de discursar, fiquei com essa impressão, mais do que de cantar, porque a bela voz de tenor mostrou-se apenas no papel de competente senhor do palanque. Agora resta-me louvar a organização que, em tempos de crise nunca vista, em que tudo se paga, conseguiu montar uma estrutura não tão barata assim e, pasme-se, os brindados foram os espectadores, porque o deslumbre foi à borla. Repitam, estarei atento. Ah, o Plácido prometeu regressar a Mafra para cantar. Bom, bom, bom… não nos vai tocar, fica a suspeita.

Jacarandás floridos


É tempo de as árvores vestirem os seus fatos de gala

E os jacarandás não se fazem rogados: coisa mai linda... 
Lisboa está mais bonita