quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dia Internacional da Memória do Holocausto

Com um dia de atraso, mas sempre a tempo de contribuir para preservar a memória. 
Completaram-se ontem, 27 de Janeiro, 58 anos sobre a libertação do Campo de Concentração de Auschwitz.



Estes olhares, além de nos envergonharem enquanto homens, interrogam-nos: «Porquê?»



A profunda tristeza destes rostos devia ser uma lição para a Humanidade. Não sei se é... 





Primo Levi escreveu

Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem
Quem trabalha na lama
Quem não conhece a paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelo e sem nome
Sem mais força para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço
Como uma rã no Inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa, andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
Ou que desmorone a vossa casa,
Que a doença vos entrave,
Que os vossos filhos vos virem a cara.



domingo, 27 de janeiro de 2013

A obra quase toda

É este o fundo do meu computador de secretária. 
Como é cada vez mais difícil encontrar estas capas nas livrarias, vingo-me aqui. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Perguntaram a Vítor Alves em 2004 - «Como sonhava o Portugal há 30 anos?»


Como sonhava Portugal há 30 anos?
Democrático, mas a nossa ideia de democracia era mais participada, onde os cidadãos a vivessem e construíssem. Não era este Portugal abúlico.

A que atribui o divórcio entre os cidadãos e a política? 
Os Governos que fomos tendo fizeram com que isso acontecesse. Antes do 25 de Abril é que dizíamos, "eles", mas o Estado somos nós e temos de fabricar o país que queremos. Nestes 30 anos, o País ganhou umas coisas e perdeu outras, como no social. Há neste momento um ataque ao Serviço Nacional de Saúde, que é impensável. Os portugueses não podem perdê-lo ou então concordam com a extinção...



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Visita ao Centro Helen Keller

Centro Helen Keller


Na próxima 2ª feira, dia 28 de Janeiro, pelas 14h30, estarei bem acompanhado pelos alunos do Centro Helen Keller de Lisboa, para falarmos das viagens que só os livros nos proporcionam. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O dia em que Portugal regressa aos mercados

                                                                       Há dias felizes!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Vasco Gonçalves - Um general na Revolução

Nunca me foi uma figura muito simpática, confesso, a minha esquerda não vai tão longe. É verdade que era miúdo quando ele passou pelo governo e não tenho memórias credíveis desse tempo. A ideia que então construi é a de um tipo meio louco, que fazia o que o Álvaro Cunhal mandava e que a dada altura, o PS e o Grupo dos Nove puseram a andar. No fundo, a ideia foi aquela que a comunicação social criou e, estou certo, o mesmo se passou com milhões de portugueses. Acho agora que a História lhe deve fazer a justiça que estas quase quatro décadas não fizeram. 
Devido a um trabalho académico em que me envolvi, tenho falado com algumas pessoas que foram protagonistas do 25 de Abril e no pós-25 de Abril, e lido algumas obras que abordam esses tempos e a minha ideia acerca do general Vasco Gonçalves mudou, ou está em mudança. Acabei hoje a leitura desta longa entrevista que ele deu a Maria Manuela Cruzeiro, do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e conjugando o que aqui li com o que fui ouvindo e lendo nos últimos tempos, tenho para mim que Vasco Gonçalves era um genuíno patriota, honesto, de uma seriedade a toda a prova, o militar brioso que não lhe permitia cedências a interesses que fossem contra os interesses do país e do seu povo. É dele uma frase que retive e que usou várias vezes, particularmente num famoso discurso em Almada, quando estava já na sua fase de decadência na política portuguesa: «a ética e a política têm de caminhar a par» cito de cor, mas a ideia é essa. E quantas vezes essa frase emerge quando atentamos no que se passa nos nossos dias? Na sequência do 25 de Novembro, por decisão do Conselho da Revolução, passou à reforma compulsivamente, algo que ele achava ser uma injustiça e por isso recorreu, mas a decisão estava tomada. A verdade é que muitos anos depois, um dos seus adversários de então, membro do chamado Grupo dos Nove, Vasco Lourenço, vem reconhecer essa mesma injustiça, ao referir-se à decisão como um erro do Conselho da Revolução, a que pertencia. Na entrevista que deu ao CD25 de Abril, Vítor Alves referiu-se-lhe, dizendo que Vasco Gonçalves foi mal tratado pela comunicação social, daí a imagem negativa com que grande parte do povo português dele ficou. Sobre as suas inclinações ideológicas, Vítor Alves situou-o na esfera do MDP, sem dependências, e relativamente ao seu alegado papel de «marionete» na mão do PCP, disse o antigo major que tal é falso, dizendo que algumas vezes assistiu a discussões acesas entre Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal, por estarem em total desacordo sobre determinados aspectos, para logo o militar de Abril concluir: «se existisse essa subalternização, estas discussões nunca teriam lugar.» Concordou que ele, a partir de determina altura, estava alterado emocionalmente. Como outros, Vasco Gonçalves era um dos «homens sem sono.» Na verdade, e segundo Vítor Alves, que dele foi ministro duas vezes, para se manter desperto tomava «Guronsan» e, porque tinha de dormir duas ou três horas, tomava soporíferos. Esta mistura associada ao tempo efervescente que viveu, gerou, naturalmente, algum desgaste que foi em crescendo e se ia manifestando, aproveitando-se a comunicação social detratora para elaborar as suas caricaturas, que colaram. 
Começa a ser tempo de se fazer a história desse tempo. Alguma já se fez, mas muito está por fazer e talvez haja mitos que devam cair e injustiças por reparar. Vasco Gonçalves é uma dessas figuras, particularmente quando comparamos a sua entrega, a sua honradez, a sua postura face ao país e ao povo com os políticos que nos têm governado nos últimos anos.  

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

18 de Janeiro de 1934

Quando Salazar punha fim aos sindicatos livres e criava os sindicatos lambe-botas, os movimentos operários revoltaram-se e aquilo que seria uma greve geral, virou revolta séria, a primeira só de civis contra a ditadura. Faz hoje 79 anos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Chalet das Cotovias


Com a intensidade com que até há pucos anos se falava dos casos «Maddie» ou «Casa Pia», na primeira metade do ano de 1936, o crime que enchia os jornais era o que ficou conhecido como «O Novo Mistério da Estrada de Sintra» ou apenas «Crime de Sintra.»
Um empregado bancário, na casa dos trinta, desapareceu subitamente e o seu cadáver só seria encontrado cerca de dois meses depois, num matagal contíguo à estrada de Sintra. Acontece que o homem tinha uma irmã com fama de lésbica que frequentava um clube feminino sediado em Sintra, no Chalet das Cotovias. Mais não foi preciso para que as conversas de café andassem à volta do móbil que levou à morte, havendo quem defendesse que o homem fora morto quando foi ao chalet buscar a irmã, e que o caso não era resolvido porque as associadas do clube tinham ligações a altas figuras do Estado Novo, que dava os primeiros passos, tese que ganhou muitos adeptos. A verdade é que o processo acabou arquivado sem que a Polícia de Investigação Criminal de Lisboa conseguisse apurar responsabilidades.
Acho que temos aqui um belo enredo para um novo romance.    

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O chalet em construção


Informo que o chalet está de pé - quase que rima e é verdade. Faltam os acabamentos. Prevê-se a inauguração para Abril. Claro que haverá festa e os amigos estão sempre convidados.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Hitler - discurso à juventude - Legendado em Português



Assim se faz um povo de fanáticos, capaz de aceitar, praticar 
e banalizar as coisas mais horríveis em nome de um eventual 
fogacho de triunfo de uma nação. Alguns povos deviam ver 
este vídeo regularmente, como quem toma um xarope profilático.