terça-feira, 29 de abril de 2014

Apresentação de No Limite da Dor na Fortaleza de Peniche

Após a apresentação de No Limite da Dor, na Fortaleza de Peniche, foi descerrada uma lápide comemorativa dos 40 anos, que naquele dia 27 de Abril se cumpriam, sobre a libertação dos presos políticos. A foto, de Maria Clara do Céu, capta o momento em que, com razoável afinação, foi entoada a Grândola. Reconhecem-se, da esquerda para a direita, Justino Pinto de Andrade (que viajou expressamente de Angola), Edmundo Pedro, José Pedro Soares (que 40 anos antes, saía por aquele portão como homem livre), Georgina Azevedo, Aurora Rodrigues, Luís Moita (que 40 anos antes fora libertado de Caxias), e Conceição Matos. Uma particularidade: juntaram-se dois velhos amigos, um que inaugurou o Campo do Tarrafal em 1936, Edmundo Pedro, e Justino Pinto de Andrade que o encerrou, no dia 1 de Maio de 1974. Foi, de longe, a mais emotiva apresentação de um livro em que participei. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

No Limite da Dor - À Volta dos Livros

À Volta dos Livros

Com Ana Daniela Soares, na Antena 1

Lançamento de No Limite da Dor

foto de Leonor Lourenço
(Marcelo Teixeira Ana Aranha e António José Correia presidente da CM de Peniche )

Foi bonita a festa, pá. Espaço e data bem simbólicos para todos os democratas deste País (Fortaleza de Peniche, dia 27 de Abril). Estiveram quase todos os entrevistados, sendo que pudemos contar com a grata surpresa da presença do Prof. Justino Pinto de Andrade, que veio expressamente de Angola. Além do mais, não faltaram amigos (conhecidos e desconhecidos), que facilmente encheram (literalmente) a capela de Stª Bárbara.
Vou tentar postar outras fotografias.   

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O meu «capitão de Abril»

Vítor Alves - O meu «capitão de Abril» que, por sinal, até era major. O político, o diplomata, o agregador, o conciliador, o estratega, o militar de Abril que via mais além. Um homem verdadeiramente fundamental antes, na organização do MFA e do Programa, e depois do golpe militar, em que foi a verdadeira âncora da democracia pluralista, por que sempre lutou. E tão esquecido está...

No Limite da Dor no Público e no Expresso

Crónica de Teixeira da Mota publicado no Público de 19.4.2014


Crónica de Valdemar Cruz no Expresso de 25 de Abril de 2014

domingo, 20 de abril de 2014

Grandes obras de História

Grandes obras de História à disposição de todos.


Conheça a Biblioteca do História Lecionada: Centenas de livros de História em PDF
historialecionada.com

quarta-feira, 16 de abril de 2014

segunda-feira, 14 de abril de 2014

O Chalet das Cotovias por terras de Montemor

Uma jovem leitora do Alentejo, Ana Mota, familiar do também leitor e já amigo Florindo Farinha, lavrou esta bela crítica sobre a leitura que fez de O Chalet das Cotovias, que saiu publicada no jornal da sua terra Folha de Montemor, na sua edição do corrente mês de Abril. Obrigado a Ana Mota com votos de que continue a ler e a escrever, pois, pela amostra, temos por aí uma futura mulher de letras. Um beijo.

 Aqui fica o texto legível:
«Certa manhã de Agosto de 1936, Luís Lencastre, um Advogado de Lisboa, saiu apressado do Café Gelo, no Rossio, para tomar o comboio com destino a Sintra. Momentos antes, soubera que Rosinha a sua irmã mais nova, era uma das convidadas para o evento que ia decorrer no famoso Chalet das Cotovias, localizado naquela vila. Não voltou a ser visto com vida.”
Carlos Ademar partiu assim de um crime real, ocorrido nos inícios dos anos 30 em plena consolidação e afirmação do Estado Novo e das suas instituições, e deu forma à trama deste seu livro.
É-nos dada a conhecer a jovem Ju Trigueiros, a qual além do amor pelas artes, herdou também de seu pai a fortuna e o Chalet, decidindo reactivar as iniciativas culturais “de que tão arredado andava nos últimos anos.” Ao Chalet acorriam, “às escondidas” várias “figuras femininas da alta sociedade lisboeta,” algumas delas filhas ou mulheres de homens de negócios ou políticos conotados com o regime. Mais do que exposições de pintura ou concertos musicais que o clube promovia, o misterioso palacete onde “pecado e prazer caminhavam lado a lado pondo em causa os ditames de Salazar “Deus, Pátria e Família”, promovia o que se diziam ser encontros de sexo lésbico. Aos olhos de uma sociedade atrasada e preconceituosa, que aos poucos ia sentindo a forte repressão de Salazar sufocar a liberdade de costumes adquirida durante a 1ª República, estes encontros causavam grande escândalo e reprovação. Estas mulheres, “filhas do século XX” com a sua atitude irreverente recusavam-se “a viver como as suas mães e avós”. Através de pequenas histórias que nos ajudam a compreender a realidade e o ambiente da época, somos convidados a revisitar um Portugal obscuro onde tudo era proibido, condenável e reprimido. O autor leva-nos assim numa visita guiada à Lisboa dos anos 30 com os seus típicos bairros populares, as tascas com os seus cheiros característicos. Cativa-nos e envolve-nos com descrições do quotidiano, maneiras de vestir e até a azáfama dos eléctricos que por ali iam passando. Muitos foram os momentos em que senti fazer parte daquela realidade que me convidava a assistir ao desenrolar da trama.
Quem também tem presença fixa em toda a história são a PIC (Polícia de Investigação Criminal-actual PJ), e a PVDE. A tensão que existia entre ambas está bem patente ao longo da acção, divergiam em muitos aspectos e apenas tinham uma para com a outra nada mais que cortesia profissional. A acção da PVDE ia-se fazendo sentir através da forte repressão que aplicavam para punir os desvios à ordem estabelecida e para fazer cumprir as ordens de Salazar. 
Recomendo a leitura D’O Chalet Das Cotovias! Foi um dos melhores e mais interessantes livros que li nos últimos tempos. Quem gosta de romances históricos com um bom enquadramento histórico pode e deve lê-lo. 
Para finalizar apenas referir a frase de Emily Dickinson com que o autor abre o livro: “Não há melhor fragata que um livro para nos levar a terras distantes.” De facto, por meio desta “fragata” foi assim que me senti, a navegar pela realidade histórica de um Portugal distante. Apesar de os acontecimentos terem tido lugar no nosso país para mim constitui uma realidade distante com a qual não contactei devido ao espaço temporal em que esteve vigente o Estado Novo.
Por vezes determinadas realidades de um país podem ser para quem não as vivenciou “terras distantes”». 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Livro no Limite da Dor nos 40 anos do 25 de abril na RTP



Vídeo promocional das iniciativas do grupo RTP para os 40 anos do 25 de Abril. Rui Pego, director da Antena 1 
exibe o livro No Limite da Dor, e dá conta do seu lançamento no dia 27 de Abril, no Forte de Peniche.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

No Limite da Dor no Forte de Peniche

No âmbito das comemorações oficiais dos 40 anos do 25 de Abril da Câmara Municipal de Peniche, no dia 27 de Abril terá lugar no Forte de Peniche a apresentação formal do livro No Limite da Dor, de que sou autor em parceria com Ana Aranha. Recorda-se que deste Forte e neste dia de há 40 anos, foram libertados os presos políticos que ali se encontravam encerrados. Destes, José Pedro Soares, que estava detido desde \1971, é um dos entrevistados na obra e vai estar presente. Será um momento muito simbólico e carregado de emoção, estamos certos. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Blade Runner continua a questionar-nos: «Que anda a Humanidade a fazer?»


Nexus 6, o chefe, salva a vida a Blade Runner e depois diz-lhe:

«Vi certas coisas que a tua gente não ia acreditar. Vi naves de ataque ardendo ao largo de Orion; vi raios C cintilando na escuridão junto ao Portão de Tannhauseer. Todos estes momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. É hora de morrer.» 
E morre porque decide morrer. 


Blade Runner, o filme, 32 anos depois, continua a questionar-nos: «Que anda a Humanidade a fazer?»

domingo, 6 de abril de 2014

Susana Sousa Dias sobre "48"



Uma entrevista concedida em Espanha por Susana Sousa Dias a propósito do seu belíssimo «48».

sábado, 5 de abril de 2014

A bela capa completa de No Limite da Dor


Enquanto as máquinas da gráfica continuam a labutar para dar corpo a No Limite da Dor, a fim de estar à venda, como previsto, a partir do dia 16, deixo aqui a capa completa, a que nem faltam as badanas. Clicando, aumenta e até se consegue ler.
Saiu hoje no destacável de cultura do Diário de Notícias um extenso trabalho de João Céu e Silva sobre livros recentes, cuja temática é o 25 de Abril. Nele está contida uma referência a No Limite da Dor, onde consta uma entrevista aos autores.  

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Padre António Vieira e os ladrões


O velho mas sempre novo António Vieira e os ladrões deste, daquele... de todos os tempos.

«Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas.

Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.

Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.

Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam.»
"O Sermão do Bom Ladrão" foi escrito em 1655 pelo Padre António Vieira.