sábado, 27 de setembro de 2014

Carta de despedida de um dos últimos sentenciados à morte na Espanha franquista

Dá uma óptima lição de história.


CARTA DE DESPEDIDA DE JOSÉ HUMBERTO BAENA ( uno de los 5 antifascistas fusilados por Franco el 27 de Septiembre de 1975) A SUS PADRES: 

Papá, mamá:
Me ejecutarán mañana de mañana.
Quiero daros ánimos. Pensad que yo muero pero que la vida sigue.

 Recuerdo que en tu última visita, papá, me habías dicho que fuese valiente, como un buen gallego. Lo he sido, te lo aseguro. Cuando me fusilen mañana ped…iré que no me tapen los ojos, para ver la muerte de frente.
 
Siento tener que dejaros. Lo siento por vosotros que sois viejos y sé que me queréis mucho, como yo os quiero. No por mí. Pero tenéis que consolaros pensando que tenéis muchos hijos, que todo el pueblo es vuestro hijo, al menos yo así os lo pido.

¿Recordáis lo que dije en el juicio? Que mi muerte sea la última que dicte un tribunal militar. Ese era mi deseo. Pero tengo la seguridad de que habrá muchos más. ¡Mala suerte!
 
¡Cuánto siento morir sin poder daros ni siquiera mi último abrazo! Pero no os preocupéis, cada vez que abracéis a Fernando, el niño de Mary, o a Manolo haceros a la idea de que yo continúo en ellos.
 
Además, yo estaré siempre con vosotros, os lo aseguro.
 
Una semana más y cumpliría 25 años. Muero joven pero estoy contento y convencido.

 Haced todo lo posible para llevarme a Vigo.
 Como los nichos de la familia están ocupados, enterradme, si podéis, en el cementerio civil, al lado de la tumba de Ricardo Mella. Nada más. Un abrazo muy fuerte, el último.
Adiós papá, adiós mamá.
Vuestro hijo:
José Humberto
CARTA DE DESPEDIDA DE JOSÉ HUMBERTO BAENA (uno de los 5 antifascistas fusilados por Franco el 27 de Septiembre de 1975) A SUS PADRES:

Papá, mamá:
Me ejecutarán mañana de mañana.
Quiero daros ánimos. Pensad que yo muero pero que la vida sigue.
Recuerdo que en tu última visita, papá, me habías dicho que fuese valiente, como un buen gallego. Lo he sido, te lo aseguro. Cuando me fusilen mañana pediré que no me tapen los ojos, para ver la muerte de frente.
Siento tener que dejaros. Lo siento por vosotros que sois viejos y sé que me queréis mucho, como yo os quiero. No por mí. Pero tenéis que consolaros pensando que tenéis muchos hijos, que todo el pueblo es vuestro hijo, al menos yo así os lo pido.
¿Recordáis lo que dije en el juicio? Que mi muerte sea la última que dicte un tribunal militar. Ese era mi deseo. Pero tengo la seguridad de que habrá muchos más. ¡Mala suerte!
¡Cuánto siento morir sin poder daros ni siquiera mi último abrazo! Pero no os preocupéis, cada vez que abracéis a Fernando, el niño de Mary, o a Manolo haceros a la idea de que yo continúo en ellos.
Además, yo estaré siempre con vosotros, os lo aseguro.
Una semana más y cumpliría 25 años. Muero joven pero estoy contento y convencido.
Haced todo lo posible para llevarme a Vigo.
Como los nichos de la familia están ocupados, enterradme, si podéis, en el cementerio civil, al lado de la tumba de Ricardo Mella. Nada más. Un abrazo muy fuerte, el último.
Adiós papá, adiós mamá.
Vuestro hijo:


José Humberto

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Exclusividade, mas pouco

Era uma vez um homem que era deputado em exclusividade de funções - ou talvez não estivesse em exclusividade de funções, mas deputado acho que era. Parece que havia uma empresa que lhe pagava 5000 euros mensais, o que, a confirmar-se a exclusividade, não podia acontecer. Pediram à Assembleia da República que se pronunciasse. Nada melhor, já que o homem em causa não tinha memória sobre tal situação. Há casos destes, não muitos, mas há. A AR esclareceu e... salve-se a honra: o homem não estava em exclusividade de funções, logo, não tinha mal algum receber os 5000 todos os meses. 
Acontece que deve ter havido algum equívoco, só pode, porque quando o homem deixou de ser deputado, assinou uma declaração assumindo o seu estatuto de deputado em exclusividade de funções para receber os cerca de 60 mil previstos para uma coisa que se chama «reintegração» - seja lá o que isso for. A chatice é que parece que encontraram o tal papelito com o pedido do homem e por ele assinado, com o despacho favorável do então presidente da AR. Chatice… estava tudo a correr tão bem.

Feitas as contas, o homem, apesar de não se lembrar, parece ter abichado os 5000 por mês, como se não estivesse em exclusividade de funções, e voltou a abichar, desta feita 60 mil, por ter estado em exclusividade de funções. Baralhados? Não há razão para isso, pode ser apenas uma nova figura estatutária do deputado da Nação, a «exclusividade, mas pouco», ou então é mais um artista português e, com este talento, ainda um dia chega a primeiro-ministro. O único problema que antevejo é a falta de memória, para estes cargos parece-me coisa importante… e daí, talvez nem seja.

sábado, 20 de setembro de 2014

Fábrica das Palavras - a nova Biblioteca de Vila Franca de Xira

Foi inaugurada hoje a nova biblioteca de Vila Franca de Xira, a que deram o simbólico nome de Fábrica das Palavras. Independentemente dos discursos, interessantes, mas extensos num contexto como aquele, com algumas centenas de pessoas em pé, a maioria com uma idade já considerável, o novo equipamento dedicado aos livros é magnífico. Um desenho belíssimo, muito bem enquadrado no espaço, permitindo um aproveitamento total da bela paisagem que o Tejo ali proporciona, uma vez que se situa entre a linha dos caminhos-de-ferro e o rio. Fiquei deveras impressionado com o edifício e quase tanto com a afluência que a cerimónia de inauguração mereceu por parte da população da cidade com nome de vila, que a partir de hoje passa a contar com um verdadeiro monumento à palavra escrita. Espero que os vilafranquenses, e não só, o saibam merecer, usufruindo-o, nas diversas valências que apresenta. Espero igualmente que quem o fica a dirigir, possa imprimir uma programação dinâmica com a qualidade que o espaço possibilita e merece.     

domingo, 14 de setembro de 2014

Uma questão de ego

Se um autor anda com o ego em baixo (e parece que vai acontecendo, mesmo aos mais famosos, sobretudo aos mais famosos) o que há a fazer é arranjar leitores com bom gosto, como é o caso do...



«Pronto, aí está outra moda... O João Nogueira Reis lançou-me um desafio e eu adoro desafios, especialmente este, que consiste em:

"Coloca no teu perfil uma lista de dez livros que, de alguma forma, ficaram contigo. Demora apenas alguns minutos e não penses demasiado. Não têm de ser os livros "certos" ou grandes obras literárias, apenas aqueles que te tocaram de algum modo. Em seguida nomeia 10 amigos a quem pretendes lançar o desafio."

1- O Caso da Rua Direita, Carlos Ademar
2- O Homem da Carbonária, Carlos Ademar
3- Estranha Forma de Vida, Carlos Ademar
4- Memórias de Um Assassino Romântico, Carlos Ademar
5- Primavera Adiada, Carlos Ademar
6- O Bairro, Carlos Ademar
7- O Chalet das Cotovias, Carlos Ademar
8- O Bairro da Estrela Polar, Francisco Moita Flores
9- O Alquimista, Paulo Coelho
10- 11 Minutos, Paulo Coelho

Pois, eu sei, sou viciado em livros do Carlos Ademar, mas o que posso fazer??? O tipo é mesmo bom!!!

Os nomeados para este «desafio» são:

Carlos AdemarJosé Manuel AnesPaulo Caldas (DSP/PSP), Rita Marrafa de Carvalho (RTP), Antonio Baldo IIIRicardo Moreira (Mano), Maria Do Céu GarciaVictor Manuel Varela MartinsJosé Lucas Cardoso e, por último, mas não o "último"... Paula Fialho (M80)»


(surripiado do Facebook)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dois 11 de Setembro


Com o máximo de respeito por todas as vítimas de um e do outro 11 de Setembro, não posso deixar de lembrar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

«À mesa com Carlos Ademar» - Sociedade da Língua Portuguesa

Um convite irrecusável

«A Sociedade da Língua Portuguesa leva a efeito no próximo dia 30, terça-feira, pelas 20 horas, no Hotel Açores Lisboa, Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 3 (junto à Praça de Espanha), em Lisboa, um jantar temático "À Mesa com Carlos Ademar", licenciado em História e Mestre em História Contemporânea, pela Universidade Nova de Lisboa. É professor na Escola de Polícia Judiciária, tendo exercido nesta organização a atividade de investigador criminal. Autor de vários romances e coautor, com Ana Aranha, da obra "No Limite da Dor", publicado pela Parsifal, onde são relatadas as experiências de lutadores antifascistas torturados nas prisões do Estado Novo. O nosso convidado proferirá uma conferência subordinada ao tema "uns safanões dados a tempo num país de brandos costumes".

A sua obra será apresentada pelo escritor e crítico literário Miguel Real. 

O preço do jantar completo é de 22 euros.

Marcações prévias, indicando nome e contacto telefónico, parajantarestematicosslp@hotmail.com, ou para o telefone968099698

Com os meus cumprimentos

Benjamim Monteiro


PS: o estacionamento é gratuito e a entrada é por detrás do edifício»


É marcar, é marcar...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A redução dos custos de produção

O grande cavalo de batalha deste capitalismo cada vez mais selvagem que nos rege, baseia-se essencialmente na redução dos custos de produção. É difícil pôr em palavras o que espelha este magnífico desenho, cuja autoria desconheço - foi recolhido no Facebook: a redução crescente dos que produzem; o aumento continuo dos que mandam; o aumento das dificuldades de comunicação entre uns e outros e, por fim, o barco vai navegando cada vez mais devagar, até que um dia...