quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Adeus 2015; olá 2016

Adeus 2015, de má memória. Venha lá o ano novo, e que faça esquecer este rapidamente.
Alguém escreveu que 2015 foi um ano péssimo com algumas coisas más. Não tenho razões para discordar, bem pelo contrário, só posso concordar. Dentro desta perspectiva, com a real noção das dificuldades, ficaria feliz se 2016 fosse um ano mau, com algumas coisas boas. Seria um avanço.

No que respeita à escrita, 2015 não foi um ano mau. Consegui concluir e pôr à venda, em Setembro, o que representou para mim a maior empresa em que me envolvi em termos literários: a biografia de Vítor Alves. Foi um grande investimento em termos da recolha da informação bibliográfica, jornalística e testemunhal, mas, francamente e sem modéstia, acho que consegui atingir o objectivo de qualidade, que era a minha principal exigência à partida. As críticas que têm saído na imprensa e as que tenho recebido têm sido muito entusiasmantes. Saiu-me da pele, mas estou feliz.

O ano que está quase a começar representará o regresso ao romance histórico. Mais uma vez abordarei o tempo do Estado Novo, destacando as décadas de 30, 40 e 50, particularmente no que concerne à dura vida clandestina de quem lutava contra a ditadura e o assassínio de um membro do Comité Central do PCP. Lá mais para a frente darei mais pormenores.

Um bom 2016 e um abraço que a todos abrace.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Quando Um Homem Quiser - Paulo de Carvalho



Dedicada a todos os amigos que entendem neste tema o verdadeiro espírito natalício. A caridade substituida pela solidariedade e isto, parecendo pouco, é tudo. Nos últimos anos a primeira levou franca vantagem em relação à segunda - a regressão social ganhou. Os meus votos para os próximos tempos vão no sentido de que esta relação se inverta e ganhe a solidariedade e a sociedade portuguesa no seu todo. Desejar não custa.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

slade - merry christmas everybody



A canção de Natal dos meus 13, 14 anos. Era assim...
Seja qual for a banda sonora que escolham, Boas Festas para todos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Edmundo Pedro uma testemunha da História

Quando precisamos de nos aproximar de certos factos históricos que não vêm nos livros, falamos com quem vem desses tempos, e por vezes dá resultado. Foi o que fiz há dias, a propósito de uma história com que ando às voltas. O velho tarrafalista,.o último dos tarrafalistas vivo, recebeu-me em sua casa e contou-me algumas coisas. Poucos dias passavam de ter completado 97 anos e é uma alegria, um espanto mesmo, ouvir um homem com esta idade a fazer desfilar nomes de outras eras sem hesitar uma vez que fosse.