quarta-feira, 25 de maio de 2016

A besta a ganhar força

Saiu na Visão de hoje e deve fazer atentar os homens de bem. Todos sabemos dos tempos em que senhores que assim pensavam mandavam, e das feridas profundas que isso causou, que ainda hoje deviam estar bem vivas na cabeça dos europeus. Mas parece que não. Todos os traumas então causados expiraram o prazo de validade e eles aí estão, certamente disponíveis para varrer o mundo de todos os supranumerários. Ficam apenas os louros com olhos azuis e pele clara - claro, se não forem judeus, comunistas, árabes, sírios, pretos albinos, ciganos...etc. Uns serão varridos do campo dos vivos, os outros, transformados em mão-de-obra escrava para os senhores que tudo podem. Exagero? Talvez não. 
Não constam aqui as últimas sondagens para as eleições presidenciais nos EUA, que dão um, até há bem pouco tempo impensável, empate técnico entre o despenteado mental milionário e a Hillary Clinton.
Isto está bonito...  


A 86ª Feira do Livro e a edição em Portugal


sábado, 21 de maio de 2016

A voz aos leitores - Maria José Carvalho, da Covilhã

Fui encontrar este texto na minha página do Facebook. Gostei, claro. Obrigado Maria José Carvalho. Anexo igualmente a fotografia que a leitora juntou às amáveis palavras.


«Ler Carlos Ademar é entrar num mundo único no qual somos parte do elenco. Nós somos a descrição. Nós os leitores, passamos a personagens que se deleitam com o tempo que é marcado pela história como, o "Chalet das Cotovias" ou o "Homem da Carbonária". Somos marcados pelos excessos da época, pelos conflitos sociopolíticos, que se não fossem os nomes e outras referências,pensaríamos que estávamos naactualidade e não nos anos vintes do século passado. Nada mas nada mudou. "Memórias de um Assassino Romântico" que foi o primeiro que li marcou-me pela pujança da Justiça Natural. Quem não quer? "O caso da rua direita", uma trama muito bem urdida. Magistral. Percebemos ao longo destes livros porque é que a justiça não é célere, porque é que por vezes se arquivam casos e finalmente como nem tudo é límpido.
A contrastar, este escritor escreve muito, mas muito bem. Um português escorreito, claro e sucinto. As descrições não são enfadonhas e aliás, somos nós que acabamos por as fantasiar.
Para terminar, o roteiro gastronómico deixa-nos a salivar. Os carapaus de escabeche, os mexilhões cozidos ao natural, carapaus alimados, o pão saloio, o sargo a assar, entre outros, espraiam-se nos nossos sentidos, e o que mais nos apetece é ir a todos aqueles lugares: às tascas da velha mas sempre nova Lisboa, Praia Grande e Sintra, vivenciarmos tudo e claro, sempre bem regado.
Os nomes dos personagens são outro factor que rima sempre bem com as histórias. Um polícia Manuel Rosário fica sempre bem. Não imagino um polícia Teixeira Vasconcelos por exemplo.
Leiam Carlos Ademar

sexta-feira, 6 de maio de 2016

No Limite da Dor em Estremoz

Na próxima 2ª feira estaremos na biblioteca da Escola Secundária Rainha Santa Isabel em Estremoz, para mais uma conversa com os alunos sobre outros tempos, tempo doridos que eles felizmente não conheceram, mas que convém que saibam da sua existência. É o nosso modesto contributo para a formação da cidadania. Que todos cumpram a sua parte.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dias Convencionados

Ontem, dia convencionalmente dedicado às mães, um homem na casa dos 40 e uma mulher com mais de 70, estavam sentados à mesa do restaurante onde fui. Já comiam quando entrei e só comiam e olhavam para os lados, não falavam. Nem falaram quando terminaram a refeição ou enquanto esperavam o café, que ela não tomou. Cheguei a pensar que a senhora sofria de algum problema de saúde que lhe limitava a comunicação e tudo se explicava, mas não. No fim, quando o homem abriu a carteira para pagar a conta, percebeu que o dinheiro não chegava e pediu 10 euros à «mãe» e esta passou-lhe uma nota de 20, dizendo-lhe para guardar o resto.