segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Primeiro discurso de Adolf Hitler 1933


Pois, só não encontramos paralelismos assustadores com Trump se metermos a cabeça na areia. A classe política tradicional como responsável pelo caos e a necessidade de fazer renascer a Alemanha ou fazer a América grande outra vez, estão lá. Passaram oitenta e tal anos, muita coisa se alterou, naturalmente, mas a base do guião é a mesma. E o pior não é o que se vai passar nos EUA, onde há alguns mecanismos de controle, o pior é o exemplo para o mundo, para países onde esses mecanismos não existem. Assunto muito sério. Poucas vezes desejei tanto estar enganado.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O primeiro dia do resto das nossas vidas

Hoje, 20 de Janeiro de 2017, quase 21, será sempre, sem surpresa, o primeiro dia do resto das nossas vidas. O que se deseja, muito, é que este dia não venha a ficar célebre por ser o primeiro dia da «nova era» como alguém que hoje tomou posse como presidente de uma República importante deste mundo, alcunhou os tempos ameaçadores (para mim) que aí vêm. Que esta sexta-feira seja apenas mais uma sexta-feira, que o presidente que hoje tomou posse, seja apenas mais um presidente que tomou posse; que o presidente que hoje tomou posse não fique na história pelas piores razões, como imagino que tem condições naturais e poder para ficar. Todos pensámos que o seu discurso habitual era apenas para ganhar eleições e que se ganhasse, tudo mudaria, tudo entraria nos eixos da normalidade legal. Acontece que as eleições aconteceram em Novembro, o teor dos discursos manteve-se, só hoje tomou posse e o discurso que proferiu foi similar ao que fazia em campanha, se não mais populista ainda, o que é estranho e preocupante. Tudo soa a estranho naquele homem. Homem sinistro, aquele. Faz lembrar assustadoramente outros homens de outras eras, que ficaram na história pelas piores razões. Não gostei nada, mesmo nada, do discurso que proferiu na tomada de posse. Pela primeira vez estou verdadeiramente preocupado com um presidente dos EUA no próprio dia em que tomou posse do cargo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Verdade sobre a Descolonização em 8 mil caracteres

A propósito da morte de Mário Soares e das barbaridades que foram escritas por aí, particularmente sobre as suas alegadas responsabilidades na descolonização, aqui está um artigo despretensioso, apesar do título, que procura chamar os bois pelos nomes. Desculpem a ruralidade, sem ofensa aos rurais, que eu também sou do campo, do Campo Grande. Mas isso agora não interessa nada...

Bom, trata-se do meu mais recente artigo para o jornal online Tornado e para o Lusitano de Zurique.


É só clicar, desfrutar, aprender ou recordar se for o caso.
A Verdade sobre a Descolonização

Bruce Springsteen - You Never Can Tell



Assim compensa o aperto e a multidão inerentes a um concerto desta magnítude.
Coisa magnífica.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mais organização e menos horas de trabalho, sff


Ok, os dados são de 2015, bem sei, ou seja, num ano em que os trabalhadores portugueses tinham menos quatro feriados (cinco, se contarmos e devemos contar, com o Carnaval) e os funcionários públicos tinham que trabalhar mais uma hora por dia, mas descontando tudo isso que a oleada Geringonça fez terminar, estamos mesmo assim ao nível da média dos países da OCDE. Reparem agora onde se encontram os países mais desenvolvidos da Europa... Pois é, são aqueles onde menos horas se trabalho se fazem, com a exigente Alemanha num verdadeiramente honroso último lugar.

Meus senhores, o que faz falta é essencialmente organização no trabalho e não mais horas de trabalho. Não vão pelo que os países ricos dizem, vão pelo que eles fazem. Veja-se o caso da Auto Europa, é apenas a fábrica mais rentável da Volkswagen, que tem fábricas em todo o mundo. Falamos da fábrica de Palmela, que é em Portugal, com trabalhadores portugueses e mesmo assim é a mais rentável do grupo, sendo operada com gente preguiçosa, como é isso possível? Pois, a diferença reside na organização. 


Palavra de ordem: organizem-se, pá e parem de lixar o Zé.  

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Pois que viva Espinosa!

Do Facebook do professor José Adelino Maltez, surripiei alguns pensamentos do grande e quase português Espinosa. 

"Facilmente veremos em que se diferencia o homem que se conduz apenas pelo afeto, ou pela opinião, do homem que se conduz pela razão. Com efeito, o primeiro, queira ou não, faz coisas que ignora inteiramente, enquanto o segundo não obedece a ninguém mais que a si próprio e só faz aquelas coisas que sabe serem importantes na vida e que, por isso, deseja ao máximo. Chamo, pois, ao primeiro, servo, e ao segundo, homem livre. " (Espinosa, Ética IV, prop 66, esc)

"A virtude com a qual o homem livre evita os perigos revela-se tão grande quanto a virtude com a qual ele os enfrenta” (Espinosa, Ética IV, prop 69)

"O homem livre jamais age com dolo, mas sempre de boa fé” (Espinosa, Ética IV, prop 72)

"Só os homens livres são muito gratos uns para com os outros” (Espinosa, Ética IV, prop 71)

Era só isto. Obrigado!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Antigamente é que era bom

A propósito da morte de Mário Soares e das enormidades que se têm lido por aí, aqui deixo uma fotografia de duas crianças, captada em 1972 às portas de Lisboa, na Damaia.

Portugal também era isto na capital do país, pouco tempo antes do 25 de Abril. A memória curta ou a ignorância leva-nos a dizer disparates. 

sábado, 7 de janeiro de 2017

Mário Soares (1924-2017)

Até compreendo que os militantes e simpatizantes comunistas não gostassem de Mário Soares. Juntamente com os principais militares de Abril (é preciso dizê-lo), ele dificultou a vida ao PC, quando este partido parecia dominar o país. Compreendo que os fascistas ou saudosistas da ditadura caída a 25 de abril de 1974, não gostem de Mário Soares (mas não mintam, o seu a seu dono). Na verdade, ele lutou abertamente e com muitos custos pessoais, contra a ditadura. Agora quem ama a liberdade, quem abomina a ditadura, tenha ela o nome que tiver, mesmo que a figura não fosse muito simpática, jamais o pode esquecer. Por isso este dia ficará para a história - morreu uma das figuras essenciais dos últimos 50 anos da sociedade portuguesa.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Autores que caem em domínio público em 2017

Saiba quais autores caem em domínio público em 2017: García Lorca, H. G. Wells, Gertrude Stein e G. K. Chesterton são alguns dos escritores que têm direitos de reprodução liberados a partir deste ano

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Prendas de Natal

Uma das minhas prendas de Natal: quatro azulejos para fixar à entrada da porta de casa. Um par de meias era muito pior, confessem.