Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Esquisitices

Maravilhas da tecnologia

Um objecto verdadeiramente revolucionário - acreditem

Quase bloguista

Bastaram dois míseros mesitos, com várias horas diárias de prática, e já consegui colocar as capas dos livros e a fotografia do autor exactamente onde desejava. Isto vai... devagar, mas vai. Mais do que uma promessa do bloguismo nacional, sinto-me já uma quase certeza. Fiquemos pelo quase. P.S.: Os direitos de autor são, obviamente, para respeitar. A minha fotografia é da autoria de um fotojornalista do 24 Horas, cujo nome de momento me falha e as tentativas efectuadas para o conseguir saíram frustradas. A justiça será reposta o mais rapidamente possível. Entretanto, a ele e a todos os criadores esquecidos e usurpados desta vida, os meus mais solidários e respeitosos cumprimentos.

O cozido de grão combate a nostalgia

É quarta-feira, dia 2 de Dezembro. Às duas da manhã do próximo sábado, espero estar no avião que me vai levar a casa. Estou na Guiné-Bissau há cinco semanas e meia. Ontem vi na RTP Internacional a transmissão do evento que celebrou a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. Gostei de ver a Torre, a Ponte, o Cristo Rei, o CCB, os Jerónimos, o estuário, a Praça do Império... Se algo não foi mostrado, pensei-o. Veio-me à memória o cheiro dos pastéis de Belém com a nuvem de canela a cobri-los, e cheguei a sentir o sabor da ginjinha quando, afinal, bebia uma estereotipada cerveja. Ouvi o Rodrigo Leão e pensei: «A banda sonora ideal para esta noite, naquele local, com esta alma.» Gostava de estar lá, não dentro da tenda transparente - muito boa ideia, aliás - mas fora, a cirandar por ali, a respirar aquele ar húmido envolto em noite e maresia. Passaram-se cinco semanas e meia... só cinco semanas e meia. Às 8 horas de sábado estarei em Lisboa. No domingo, tenho encontro marcado com a famí...

Garfo, esse instrumento colectivo

Do que conheço, Bissau tem pouco mais de uma dezena de restaurantes, sendo que destes, apenas num ou noutro, não sentimos uma certa comichão num recanto qualquer do corpo, quando pegamos no garfo ou no copo que temos à frente e pensamos que, mais tarde ou mais cedo, os vamos levar à boca. E se quase sempre dispenso o copo, porque aqui a bebida oficial é a cerveja, que pode ser bebida a partir da garrafa, quanto ao garfo… Pensemos: o garfo para cumprir a sua função tem de penetrar na boca de qualquer um. Repugnante. É um instrumento com quatro dentinhos compridos e, mais problemático, três intervalos do tamanho dos dentes e estreitinhos. E, claro, são estes que mais me preocupam. Aqui se pode esconder muita coisa difícil de detectar e limpar. Na verdade, a peça que as boas maneiras francesas impuseram ao mundo, foi, desde sempre, a que mais ralações me causou nesta matéria da alimentação. Cada cidadão devia ter um garfo só para si. Pode haver coisa tão íntima, mas mais do q...