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Passos Coelho e o Estado de Direito

Mais uma vez o PS não tem razão – foi tiro ao lado. Passos não está a pressionar o Tribunal Constitucional. Mal seria que o TC se deixasse pressionar com discursos partidários em festas caducas. O que Passos Coelho ontem tentou fazer foi uma vergonhosa passagem do ónus pernicioso das suas políticas para o TC, apenas para português ver. Ou seja, quem sistematicamente não cumpre a lei basilar deste país veste agora a pele de cordeiro fazendo crer ao povo que o lobo mau é o organismo que existe apenas com um objetivo: zelar pelo cumprimento da Constituição da República, que o atual Governo já desrespeitou várias vezes e mais uma vez insiste em desrespeitar com este novo pacote de leis.      

Forma positiva de ver as coisas

O que nos vale é que só faltam 15 meses para 2014.

Os gauleses devem estar loucos...

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Lei deverá ficar concluída no final do Verão e junta-se à diminuição da idade da reforma para dar cumprimento a algumas promessas eleitorais França vai encarecer despedimentos para combater o desemprego de 10% François Hollande D.R. 07/06/2012 | 15:41 | Dinheiro Vivo O novo governo socialista francês está a planear uma nova lei de trabalho que aumente o custo dos despedimentos. A medida estará pronta dentro de meses, segundo anunciou hoje o ministro do Trabalho, após a notícia do aumento da taxa de desemprego para 10%. A França tinha anunciado recentemente a redução da idade da reforma para os 60 anos no caso de trabalhadores com carreiras contributivas mais longas, dando assim cumprimento à promessa eleitoral e desafiando os problemas económicos e a advertência da União Europeia sobre a sobrecarga da Segurança Social. O presidente François Hollande assumiu o cargo no mês passado com a promessa de combater o desemprego, que atingiu agora o nível mais elevado dos último...

O Conselho de Estado a montanha e os ratos

O comunicado que foi lido por um senhor bem posto, já passava da uma, é a prova provada de que a montanha não tem o exclusivo, o Conselho de Estado também pare ratos - só que demora muito tempo.

Pensamentos com fim-de-semana à vista

PP sobre PPD dá CCC (e uma grande confusão)

Dia límpido e claro

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O dia de luta e de caminhada começou aqui  (voltámos aos copos de vidro - vitória!) A concentração fazia-se na Praça José Fontana - um  lutador de outros tempos Os objectivos eram claros Preparava-se a «partida» - a mensagem era assertiva Deixando para trás o Saldanha Paragem obrigatória - edifício da Troika.  Não cheguei a perceber o que reivindicava a senhora da frente As cores nacionais predominavam - bem uma bandeira partidária. Sem comentários, mas bem simbólico.  Acho que ninguém pode duvidar, até os ladrões,  se os visados forem outros, claro. Esperemos nunca chegar lá. Ao entrarmos na Av. de Berna, a Av. da República  estava pejada até onde a vista alcançava. A princesa da Av. de Berna. A  panela ressentiu-se. Bordalo e o «Zé Povinho» não podiam faltar  numa manifestação tão popular. A Praça de Espanha serviu de mar ao imenso rio de gente  que ali d...

O 15 de Setembro e os possíveis actos de violência

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Tenho grandes expectativas para a jornada de protesto contra a austeridade levada ao extremo praticada pelo Governo, que tem ido muito além do que a Troika exige. Já se ouviu falar em possíveis actos de violência no decurso das manifestações, que serão inúmeras, em, pelo menos, duas dezenas de cidades portuguesas, mas também, imagine-se, em Fortaleza, no Brasil e, soube agora, em Bruxelas, na Bélgica. Penso que as ameaças não passam disso mesmo e visam, claramente, a desmobilização, porque as centenas de milhares de pessoas que se calcula estejam amanhã nas ruas, não têm sede de violência, mas de justiça. Pode, no entanto, haver pequenos grupos de radicais que se misturem na massa humana e provoquem desacatos. Não seria a primeira vez. Quem vai para a rua amanhã, pacatos cidadãos que apenas querem usar o seu direito à indignação pela forma como têm vindo a ser tratados pelo poder, mas também os agentes da polícia que estarão a fazer o seu trabalho de segurança pública, devem estar...

Gente da cultura na mobilização para o 15 de Setembro

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É verdade que alguns já o fizeram, mas, francamente, gostava de ver mais homens e mulheres das artes, das letras, da intervenção social, manifestarem-se contra esta «depressão que nos anima». A gente da cultura sempre teve um papel muito activo na mobilização, e muitos pagaram caro, com a própria vida até. Enquanto isto, outros ficaram-se pelo lamber das botas cardadas do poder, ou a fingir que nada do que se passava lhes dizia respeito, talvez com receio de perder isto ou aquilo ou apenas por medo. Estamos a viver tempos de mudança, tempos em que o desaforo de quem manda, usa a crise económica para impor um programa político e ideológico que jamais poderia atrever-se a impor noutra conjuntura. É tempo de dizer basta. E este basta terá outra força e será mais mobilizador, se homens e mulheres das artes e das letras, gente da cultura, porque tem mais visibilidade, der a cara, um passo em frente, se apresentar disponível para pagar a despesa que lhe caiba, no fundo ar...

Não há almoços grátis... mas paga o mesmo

2012: ponto de situação – aumento geral dos impostos, redução dos salários dos funcionários públicos, que vinha de 2011, além do corte dos dois subsídios, o de férias e o de Natal. Resultado: Vendo a capacidade aquisitiva altamente posta em causa, os portugueses retraem-se (que remédio) e as empresas morrem como se contraíssem um vírus fatal, levando a que a taxa de desemprego atinja valores impensáveis. Com menos empresas, menos gente a trabalhar, o PIB ressente-se, aumentam as despesas do Estado com a assistência social aos desempregados, baixa o número dos impostos pagos, reduzindo a receita do Estado. Agrava-se o défice que se pretendia combater. Em que parte das contas nos enganámos? Não. Há um propósito ideológico, mas também materialista em tudo isto, porque a receita continua a mesma para 2013, agravada ainda com o corte de um dos subsídios, agora aos privados. Que vai acontecer em 2013? Logicamente, o agravamento geral da situação.  A política é suicidária, pod...

Uma imagem positiva de Portugal

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Já não é novidade, mas vale bem a pena rever. Cliquem no quadradinho... WE_ARE_NOT_IN_THE_MOODY'S.wmv 6908K    Transferência   

Parque temático de 120 hectares vai nascer em Alenquer e Azambuja - Sociedade - Sol

Também temos direito a boas notícias. Assim elas se cumpram e não suceda com este projecto o que tem sucedido com outros, que também eram considerados «projectos estratégicos» e, de súbito, viraram nados mortos. Parque temático de 120 hectares vai nascer em Alenquer e Azambuja - Sociedade - Sol

O mistério dos documentos desaparecidos do Ministério

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  Segundo notícia do Jornal de Notícias de hoje, terão desaparecido Ministério da Defesa documentos importantes para o esclarecimento dos factos relacionados com a compra dos submarinos. É grave, todos concordamos. Mas fazendo um esforço de memória, muitos de nós se recordarão que certo ministro e os seus mais directos colaboradores, antes de deixarem o ministério, passaram muitas horas a tirar fotocópias de documentos - falava-se na altura em milhares de documentos. Certamente que se o Ministério Público pedir  os bons ofícios do Dr. Paulo Portas no sentido de procurar nos seus arquivos cópias dos documentos em falta, ele não dirá que não. Se disser, a lei processual tem solução para isso. Apliquem-na.  

La Marseillaise Casablanca

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Parece-me oportuno recordar. Nem que nos fechem o café... nada pode terminar no poder absoluto das fardas ou do dinheiro que as compra.

A dívida do Estado, os funcionários públicos e Paulo Portas

A dívida é do Estado, devem ser os funcionários públicos a pagá-la e não os privados. Foi mais ou menos isto que o Dr. Paulo Porta disse. Esta intervenção suscita-me duas questões, um conselho, uma especulação e uma conclusão: 1ª questão : - O Estado português pertence apenas aos funcionários públicos? 2ª questão : - Foram os funcionários públicos os causadores da dívida? (não têm de responder) Um conselho : - Se o líder do PP quer responsabilizar os verdadeiros culpados, que leve alguns dos seus colegas de classe a tribunal - ainda que agora exerçam funções na administração de grandes empresas; A especulação: Se calhar, alguém teria de o levar a ele também - na hipótese muito provável de não se apresentar voluntariamente; A conclusão: Mesmo tendo em conta o estado da justiça, o que levaria a processos longuíssimos e a resultados pouco expressivos em termos de pena, se lá chegássemos, valia bem a pena maçá-los, serem falados, desmascarados - um a um.   ...

Os de baixo e os de cima

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Hoje, na RTP1, o jornal da uma deu conta de três feitos científicos levados a cabo por esta nossa «geração rasca», a saber:  - Universidade de Coimbra - seringa sem agulha (revolucionário);  - IP de Leiria - cadeira de rodas comandada pela voz;  - Universidade (penso que) de Aveiro - desenvolvimento de um software que permite conferir mais credibilidade ao polígrafo.  Não sei se ao longo da História de Portugal pudemos contar com tanta gente e tão boa gente a trabalhar a ciência, acho que não. Mas sei que, para mal dos nossos pecados, muita desta massa cinzenta está a ser empurrada para o lado de fora da fronteira - não podem perder a «oportunidade» que lhe dão. Ainda que não ignore que estes brilhantes resultados são fruto de uma aposta na ciência ao longo, principalmente, dos últimos 15 anos – agora interrompida -, os verdadeiros problemas deste país nunca chegaram dos de baixo, mas dos de cima. 

Duas rapidinhas

Primeira: O Relvinhas tinha um problema para resolver e, batendo à porta do gabinete do reitor da universidade onde fizera a sua 15ª matrícula, perguntou: - O senhor doutor dá-me licença? A resposta surgiu rápida e imperativa: - Está licenciado! Sem entrar, o Relvinhas agradeceu e despediu-se. Segunda: - É inconstitucional? - É! - Mas pode ser aplicado? - Pode!

Santa Barbara bendita - Nuberu - em homenagem aos mineiros asturianos

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Talvez porque eu seja originário de uma aldeia mineira; por saber que alguns dos meus familiares morreram do «mal das minas» devido às condições miseráveis em que trabalhavam; por conhecer a luta e o sofrimento dos mineiros asturianos durante a guerra civil espanhola e nos anos do franquismo; por reconhecer que a atual luta dos mineiros asturianos é, talvez, o último reduto de luta a sério, onde tudo se arrisca, contra este capitalismo selvagem que a todos vai devorando, este hino toca-me fundo, arrepia-me.

O Euro, a Alemanha e os outros

Hoje: Portugal jogou com a República Checa - e ganhou, todos o sabemos. Amanhã: a Alemanha vai jogar contra o Resto da Europa - e ou muito me engano ou a Alemanha vai ganhar.

Os condenados, os não condenados e os inocentes (ou talvez não) que tudo pagam

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Na Alemanha, houve condenações judiciais por corrupção em negócios que envolveram a venda de vários submarinos à Grécia e a Portugal. Na Grécia, o ministro dos submarinos foi também condenado, não pelos ditos, mas por não ter conseguido provar a riqueza que ostentava. Em Portugal, o que aconteceu na Grécia é impossível: Assim, está um dia agradável de meia estação, onde as nuvens se mostram em força, enquanto os portugueses preparam o petisco para logo estarem em frente da televisão a ver o jogo e, até lá, vão lançando umas «bocas» no Face... Viva Portugal!

«Em Pé» contra qualquer tipo de opressão

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Um vibrante hino galego contra a opressão castelhana, mas que eu gostaria de estender, com a permissão do povo irmão galego, contra estes mercados que nos sufocam, contra a Organização Mundial do Comércio e as multinacionais que nela mandam, os verdadeiros vírus malignos que infetaram a Europa, para já com particular ênfase para as regiões mais pobres, mas que a todas tocará se o antídoto não for aplicado a curto prazo.