quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

TIMOR - TROVANTE



Eu estive lá. Foi em 1999, no Pavilhão Atlântico, que já se chamou Utopia e agora se chama outra coisa qualquer. Mas isso não interessa nada. Interessa, mas pouco, que eu acompanhei com muito interesse toda a carreira dos Trovante e este foi o primeiro espectáculo que deram após o fim oficial do grupo, no final dos anos 80. Foi um concerto que aconteceu muito por vontade do então presidente da República, Dr. Jorge Sampaio. Interessa também que o pavilhão estava cheio como eu nunca o vi, e estive lá muitas vezes. Interessa que nesse ano de 1999, Timor estava na corda bamba, com o referendo sobre a independência marcado, e a ferro e fogo por acção dos grupos pró Indonésia, que tudo faziam para que a antiga província portuguesa continuasse a ser parte integrante daquele imenso país, então dirigido por uma feroz ditadura. Interessa que comecei ontem a dar formação a um novo curso de jovens timorenses, na faixa etária dos 25 aos 35 anos. Para terminar, interessa também que no fim da aula de hoje, antes de sairmos, procurei este vídeo e depois de uma breve introdução à forma como os portugueses viveram o drama do povo timorense, passei-o. Foi bonito vê-los a cantar ou trautear uma canção que muitos conheciam, ainda que desconhecessem a solidariedade de então dos portugueses e ficaram felizes por saberem que existiu. Agradeceram o momento e comoveram-se até às lágrimas. Eu, depois de tanta emoção à volta desta canção durante tanto tempo, não sabia que passados todos estes anos, ainda me poderia emocionar ao ver a forma como foi entoada naquela noite pelos cerca de 20 mil portugueses, que eram uma boa representação dos sentimentos de solidariedade dos 10 milhões de portugueses. Eu estava lá. Estes 5 minutos foram mágicos. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Salvador Sobral - Amar Pelos Dois - Esqueçam lá o estigma do Festival da Canção



Esqueçam lá o estigma do Festival da Canção. Não sei quem é o autor ou compositor, não conheço o cantor, mas sem preconceitos, aqui está uma magnífica canção, magnificamente interpretada. Tenho muito orgulho em que haja gente a fazer música e a cantar assim no meu país, e por isso partilho com muito, muito gosto, com votos de muitas felicidades aos responsáveis por estes belos três minutos, e que não cedam, nunca. Continuem assim, porque assim fazem a diferença pela positiva. Serão sempre pobres... deixem, que lixe, mas têm este meu post, a minha admiração e a de muitos toscos como eu, como nós. Um grande bem-haja. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ainda os SMS`s de Centeno

Soube agora, o António Domingues está disponível para apresentar os SMS`s à nova comissão parlamentar, se esta lhos exigir. Que giros são estes gajos. Todos ficamos a saber agora porque nasceu esta nova comissão parlamentar (ainda a 1ª não está encerrada - nunca visto). O Domingues falou com o seu amigo Lobo Xavier que, mais uma vez, soprou aos seus amigos esta magnífica manifestação de vontade. Já agora, que a maioria de esquerda se continue a fazer sentir e mande estes meninos às ortigas. Aprendam a respeitar os reais interesses do país, esquecendo-se dos seus e dos seus apaniguados. Todo este processo, que envolve a CGD, é uma VERGONHA para todos nós e devia envergonhar também toda a classe política, levando-a a reflectir nas razões que têm levado a que os fascismos estejam a florescer.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Última Hora: novo SMS de Centeno a Domingues

ULTIMA HORA: Centeno acabou de enviar um SMS a Domingues a comunicar-lhe que o défice de 2016 ficou nos 2,1%, além de que é o mais baixo das últimas décadas. Aproveitou para o informar que o desemprego continua em queda e que o crescimento económico ficou acima da média europeia. Mas acho que é segredo, cuidado, não digam nada ao Lobo Xavier, não se pode confiar no gajo.

(Recado aos OCS que só falam de SMS e não das notícias que os portugueses gostariam e precisam de conhecer)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Museu do Aljube com No Limite da Dor

 Obrigado ao Carlos Neves pela foto (que surripiei sem pudor à Irene Pimentel), aos meus colegas de mesa, Ana Aranha, Irene Pimentel e Marcelo Teixeira, ao Museu do Aljube pela recepção e à assistência, porque sem ela, isto não tinha qualquer piada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

No Limite da Dor no Aljube


Se há um lugar para apresentar este livro, é este. Se puderem, não deixem de aparecer. O Aljube é um local que merece uma, duas, muitas visitas. Aquelas paredes são brancas da tinta fresca, mas negras da dor e morte de que foram testemunhas ao longo de décadas.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Primeiro discurso de Adolf Hitler 1933


Pois, só não encontramos paralelismos assustadores com Trump se metermos a cabeça na areia. A classe política tradicional como responsável pelo caos e a necessidade de fazer renascer a Alemanha ou fazer a América grande outra vez, estão lá. Passaram oitenta e tal anos, muita coisa se alterou, naturalmente, mas a base do guião é a mesma. E o pior não é o que se vai passar nos EUA, onde há alguns mecanismos de controle, o pior é o exemplo para o mundo, para países onde esses mecanismos não existem. Assunto muito sério. Poucas vezes desejei tanto estar enganado.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O primeiro dia do resto das nossas vidas

Hoje, 20 de Janeiro de 2017, quase 21, será sempre, sem surpresa, o primeiro dia do resto das nossas vidas. O que se deseja, muito, é que este dia não venha a ficar célebre por ser o primeiro dia da «nova era» como alguém que hoje tomou posse como presidente de uma República importante deste mundo, alcunhou os tempos ameaçadores (para mim) que aí vêm. Que esta sexta-feira seja apenas mais uma sexta-feira, que o presidente que hoje tomou posse, seja apenas mais um presidente que tomou posse; que o presidente que hoje tomou posse não fique na história pelas piores razões, como imagino que tem condições naturais e poder para ficar. Todos pensámos que o seu discurso habitual era apenas para ganhar eleições e que se ganhasse, tudo mudaria, tudo entraria nos eixos da normalidade legal. Acontece que as eleições aconteceram em Novembro, o teor dos discursos manteve-se, só hoje tomou posse e o discurso que proferiu foi similar ao que fazia em campanha, se não mais populista ainda, o que é estranho e preocupante. Tudo soa a estranho naquele homem. Homem sinistro, aquele. Faz lembrar assustadoramente outros homens de outras eras, que ficaram na história pelas piores razões. Não gostei nada, mesmo nada, do discurso que proferiu na tomada de posse. Pela primeira vez estou verdadeiramente preocupado com um presidente dos EUA no próprio dia em que tomou posse do cargo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Verdade sobre a Descolonização em 8 mil caracteres

A propósito da morte de Mário Soares e das barbaridades que foram escritas por aí, particularmente sobre as suas alegadas responsabilidades na descolonização, aqui está um artigo despretensioso, apesar do título, que procura chamar os bois pelos nomes. Desculpem a ruralidade, sem ofensa aos rurais, que eu também sou do campo, do Campo Grande. Mas isso agora não interessa nada...

Bom, trata-se do meu mais recente artigo para o jornal online Tornado e para o Lusitano de Zurique.


É só clicar, desfrutar, aprender ou recordar se for o caso.
A Verdade sobre a Descolonização

Bruce Springsteen - You Never Can Tell



Assim compensa o aperto e a multidão inerentes a um concerto desta magnítude.
Coisa magnífica.