sábado, 29 de abril de 2017

A última entrevista de Nuno Brederode dos Santos

Agora que a morte cumpriu o seu desiderato em Nuno Brederode dos Santos, deixo uma muito interessante entrevista, penso que a última, que Anabela Mota Ribeiro lhe fez, bem como à sua irmã, Maria Emília Brederode dos Santos, no último Verão.


http://anabelamotaribeiro.pt/maria-emilia-e-nuno-brederode-santos-119043

O cabo que fez a diferença nas operações militares do 25 de Abril

Houve um cabo que fez toda a diferença nas operações militares desencadeadas para derrubar o Estado Novo, o cabo de comunicações instalado nas últimas horas no posto de comando do Regimento da Pontinha. Eis um documentário muito interessante e pormenorizado sobre o tema.  

http://www.rtp.pt/play/p3438/a-voz-e-os-ouvidos-do-mfa

quarta-feira, 26 de abril de 2017

No Limite da Dor em Santarém e Alenquer

Hoje será em Santarém, no Estúdio Mário Viegas; no sábado (a que se refere o cartaz) é a vez de Alenquer, na sua Bibioteca Municipal. O périplo pelo país, começado há três anos, continua. O pretexto é o livro, mas o objectivo é mesmo falar um pouco do aparelho repressivo do Estado Novo e do mal que causou. Calar nunca! - deve ser e é a máxima.  



sábado, 22 de abril de 2017

Benfica-Sporting, o desporto e a estupidez


Sporting e Benfica jogaram mais uma vez, desta feita em Alvalade. O jogo acabou empatado a um golo, permitindo que o Benfica continuasse em primeiro lugar, a quatro jornadas do fim. A derrota poria em perigo o lugar cimeiro na classificação e, dado faltar tão pouco para que o campeonato termine, a eventual conquista do tetra por parte do clube da águia, o primeiro da sua história. 
Mas nada disto pode ter qualquer interesse quando um adepto morre por questões de disputa entre claques. Na madrugada que antecedeu o jogo, por força da pressão que é exercida pelas direcções dos clubes e altamente fomentada pela comunicação social, um adepto de um clube foi atropelado mortalmente por, alegadamente, gente do outro clube. 
Nesta noite, a que se seguiu ao jogo, toda a gente fala dos 90 minutos em campo, dos jogadores, dos golos e principalmente do árbitro e dos seus eventuais erros. Não ouço ninguém a condenar não só a morte de um homem, mas principalmente as condições que a geraram. Tudo se poderá repetir e provavelmente ainda com mais gravidade. 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Um novo romance

É sempre diferente o dia em que um escritor entrega ao seu editor um novo livro. Foi hoje. Particularmente quando há 4 anos que não publico um romance e quando a obra que entreguei me levou dois anos da minha vida, vividos muito intensamente. Estou cansado. Se o escritor se sentisse devidamente compensado, mandava o trabalho às malvas e ia por aí, só mesmo para dormir, ver filmes e ler romances, que é coisa que não tenho feito nos últimos tempos. 
Hoje, 18 de Abril de 2017, entreguei o original de um novo romance que me deixou muito feliz de o ter construído. A ele voltarei brevemente.

Entretanto, fiquei tão estasiado que não podia regressar a casa como se de um dia normal se tratasse, porque não era.
Fui ao Monumental ver um documentário sobre as gravações do Apocalypse Now e bebi umas cervejas sozinho, que é coisa que normalmente não aprecio, mas que fiz e desta vez gostei.  

No Limite da Dor e Mulheres da Clandestinidade em Beja


É já na 6ª à noite, na Biblioteca José Saramago em Beja. Estarei muito bem acompanhado com a minha caríssima co-autora Ana Aranha e com Vanessa Almeida, autora do Mulheres da Clandestinidade, além, claro, do editor das duas obras, Marcelo Teixeira. Os livros são apenas pretextos para uma boa conversa sobre temas que não podem morrer. Apareçam. 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Lisboa estava “de joelhos”. Hoje bate Berlim, Barcelona e Londres



Que raio se passa com a nossa capital?



Lisboa estava “de joelhos”. Hoje bate Berlim, Barcelona e Londres: Domingo foi a vez do emThe Guardian/em tecer loas à capital portuguesa. O que é que, segundo o diário britânico, faz de Lisboa a

domingo, 16 de abril de 2017

Banda do Casaco - Geringonça



Aqui vos deixo aquela que poderia ser uma bela banda sonora para um projecto político inovador, mas que está a resultar, para azia de muitos. A saudosa Banda do Casaco, com a belíssima Gabriela Schaaf. Do album «Hoje há conquilhas amanhã não sabemos», de 1977.

Machadada na Democracia

Na Turquia o Sim às alterações constitucionais venceu (à justa mas venceu).

É talvez a derrota da democracia mais marcante nesta parte do mundo. 
É mesmo uma verdadeira machadada na democracia da Europa. 
Entre os migrantes turcos na Europa o SIM chegou quase aos 60%, enquanto na Turquia não passou dos 51,3%. Como entender isto? 

Resta-nos ver o copo meio cheio: que isto corra tão mal que sirva de vacina aos outros povos europeus - e mundiais, já agora. A democracia e a liberdade é uma construção que nunca deve ser dada por concluida. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

No Limite da Dor na Biblioteca José Saramago, em Loures


Na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures, na 6ª feira passada, dia 7. Com sala cheia, o livro No Limite da Dor como pretexto para mais uma conversa sobre a ditadura Salazarista/Caetanista e o seu aparelho repressivo, com uma das muitas vítimas directas, José Pedro Soares, a usar da palavra, e as vítimas indirectas Ana Aranha e o Marcelo Teixeira, das Edições Parsifal, além deste Vosso amigo. Não há muitas sessões deste tipo que se iniciem pouco depois das 21h00 e terminem perto da meia-noite – sem intervalo.

domingo, 9 de abril de 2017

Guterres designa Malala Yousafzai mensageira da Paz

Guterres designa Malala Yousafzai mensageira da Paz: O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, designou a Prémio Nobel da Paz Malala Yousafzai para Mensageira da Paz da ONU, a maior honra concedida por um líder da organização a um cidadão do mundo.

domingo, 2 de abril de 2017

25 de Abril - Roteiro da Revolução

É um dos mais recentes livros da Parsifal e para mim, é já o livro sobre Abril deste 2017. São depoimentos de variadíssimas pessoas que têm em comum (quase todas) o facto de terem protagonizado ou vivido, de forma mais ou menos intensa, o 25 de Abril.
Pelos seus aspectos particulares, valorizo mais os testemunhos dos civis do que os dos militares, ainda que o texto de Carlos Matos Gomes tenha a grande virtude de nos falar do 25 de Abril vivido na Guiné, não tão conhecido assim, e nos lembrar Carlos Fabião, mais do que um grande militar, um dos grandes homens daqueles tempos e que hoje está praticamente esquecido. 
Não se pode passar indiferente a testemunhos com os de Júlia Matos Silva, que sendo conhecedora do que se preparava naquela madrugada, ficou a aguardar ansiosamente as músicas que serviram de senhas - e a alegria chegou quando soaram. Depois foi calcorrear as ruas de Lisboa em busca das casas dos amigos a fim de lhes dar conta do que estava em marcha e porque não sabia o que lhe poderia suceder e tinha uma filha com 11 meses, o pedido aos pais: «cuidem bem dela».
Também o depoimento de Helena Pato é emocionante. Aborda as muitas horas que muitos entusiastas da liberdade passaram nas imediações da prisão de Caxias, aguardando, também com muita ansiedade, a libertação dos presos políticos. Reinava o pavor de que os pides ali de serviço se quisessem vingar e o fizessem nos homens e mulheres que ali estavam retidos e indefesos. E o pior surgiu quando na noite foi ouvido um tiro e depois um segundo. O horror. Felizmente não se confirmariam as piores suspeitas e a longa espera acabaria por ser compensada. Já se consumia a primeira hora do dia 27 quando as portas se abrirem. A alegria e a emoção transbordaram, tocando cada centímetro quadrado de pele, quando os presos começaram a sair.
Um livro a não perder para quem gosta deste tema. Ainda bem que há quem nos continue a surpreender e ainda bem que há quem vá teimando em divulgar a História através de livros como este.