quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Tom Waits - este homem canta com o corpo todo



É preciso ter vivido muito este mundo para dele falar desta forma, tão franca e assertiva. Ele sabe.
Depois, este tipo canta com o corpo todo, e também lá mete a alma. É impressionante.

Continuação de Boas Festas.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Presépio de Lata | Video de Boas Festas do Rui Veloso



Rui Veloso, em conluio com Carlos Ademar, deseja a todos um Natal cheio de 
coisas menos más do que as habituais.

E outra... sem música, mas com muito amor

NATAL É (MESMO) QUANDO UM HOMEM QUISER 

 Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
...És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 15 de dezembro de 2013

Woolies and Soweto Gospel Choir: Madiba Tribute



Assinala-se aqui o funeral daquele que hoje foi a enterrar e deixa um legado, além
de uma lacuna, nesta comunidade a que, para simplificar, se chama Humanidade.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

1975 - Duarte Mendes - O capitão de Abril cantor



Estamos em 1975. Um ano antes, dera-se o 25 de Abril e a canção vencedora do festival servira de senha para início das manobras militares. Um ano depois, um capitão de Abril, Duarte Mendes, venceu o Festival, com uma canção bem bonita, de resto. Não podiam faltar os cravos vermelhos na lapela - vão faltando nas cabeças de quem nos tem governado - do cantor, do maestro, o saudoso Pedro Osório, e na de muitos espectadores. Eram as ondas do entusiasmo pela esperança que se abria. Lembro-me, muito vagamente, confesso, que se chegou a discutir se Duarte Mendes, sendo um capitão de Abril, devia ou não ir à Eurovisão uniformizado.   

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

53 anos sobre a morte de Las Mariposas

Passam 53 anos sobre o assassínio das três irmãs Maribal, Pátria, Minerva e Antónia Maria, conhecidas como Las Mariposas. Foi a 25 de Novembro de 1960, na República Dominicana, devido à sua persistente oposição ao ditador Trujillo.
Quando Trujillo chegou ao poder, a família Maribal perdeu a casa e todos os bens. As três mulheres acreditavam que Trujillo levaria o país ao caos e formaram um grupo de oposição ao regime, que passou à História como Las Mariposas. As três foram presas e torturadas várias vezes, não obstante, continuaram a luta contra a ditadura. Trujillo decidiu acabar com elas, enviando homens para as intercetar quando iam visitar os seus maridos, que se encontravam detidos. Las Mariposas foram levadas para uma plantação de cana-de-açúcar, onde foram apunhaladas e estranguladas.
Trujillo acreditou que havia eliminado um dos seus grandes problemas, mas o triplo assassínio provocou ondas de choque enormes. A morte de Las Mariposas causou grande comoção em todo o país e levou o povo dominicano a apoiar os ideais de Las Mariposas. Esta reação foi em crescendo e culminou com o assassínio de Trujillo, em Maio de 1961.

Em 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que hoje é o DIA INTERNACIONAL DA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, em homenagem ao sacrifício de Las Mariposas. 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PINN - Portuguese Independent News


Os meus amigos que têm o bom hábito de frequentar esta página, poucos mas bons, aperceberam-se que ela tem andado um pouco abandonada nos últimos tempos. Responsabilidade minha e só minha, claro. Mas, na verdade, o tempo tem aquela particularidade que o coloca paralelamente ao dinheiro, recusa-se a esticar. Porém, se com este, poupando, podemos fazer mais coisas, com o tempo, não há solução, inapelavelmente ele desaparece, deixando apenas aquilo que conseguirmos fazer com ele. 
Tudo para dizer que além de andar arredado da ficção, porque me envolvi num mestrado em História Contemporânea, há cerca de dois meses aceitei o convite para passar a escrever num sítio noticioso da Internet: o PINN, ou Portuguese Independent News. O meu compromisso é escrever umas crónicas de opinião sobre o que me der na real gana, como acontecia, e vai continuar a acontecer, neste A-de-Mar, que completou 4 anos de existência no passado mês de Outubro e nem direito a champanhola teve. O que faz o tempo escoar-se sem quase deixar rasto. Dizem que o tempo passa tanto mais depressa quanto mais idade temos. O futuro não augura nada de bom.

  

Uma lamparina com um toque de samba


Uma amiga brasileira, Fátima Dantas, artista plástica e leitora dos meus livros, numa recente viagem que fez ao nosso país, quis brindar-me com uma prenda... e que prenda.

Obrigado, Fátima

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Camus' Death & Lovers (Rare BBC Documentary)

Um pequeno filme, pouco mais de 6 minutos sobre a morte de Camus, hoje, 7.11.2013, dia em que se comemora o centenário do seu nascimento. 
Temos algo em comum: ele morreu na madrugada do dia 4 de Janeiro de 1960 e, exactamente por essas horas, numa aldeia transmontana, que fica num vale encantado do concelho de Vinhais, uma mulher sofria as dores do parto e nascia um puto. Era a minha mãe e eu. Não, infelizmente não houve transmissão de talento, pelo menos na quantidade que eu queria. Albert Camus é um dos grandes escritores que o mundo pariu e um meus favoritos desde que, há muitos anos, descobri O Estrangeiro, cuja leitura devia ser obrigatória por lei.  

http://www.youtube.com/v/gkOCJp0m7b8?version=3&autohide=1&autoplay=1&showinfo=1&attribution_tag=FVDwvHKsfyH4qpAWXnb-QA&feature=share&autohide=1

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Por uma república séria in Chalet das Cotovias


Recupero esta passagem do «Chalet das Cotovias» que o amigo Miguel Borges postou na minha página do Facebook.


Tempos de outro tempo. Cada vez mais o nosso tempo...

«...como bom republicano que se considerava, acreditava na justiça social, na criação de riqueza por parte do Estado através dos impostos, e na redistribuição desses fundos por quem mais deles precisava. (...) na justiça social a igualdade impera. Todos contribuem em função dos seus rendimentos e recebe quem mais precisa. Tudo a funcionar em plena harmonia social fomentada pelo espírito de cidadania que a todos tocaria. Mas só uma república séria seria capaz de pôr em prática uma política dessas.» 

Carlos Ademar in O Chalet das Cotovias.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

ESPALHA A CONSCIÊNCIA! ...DUM ROUBO DE PROPORÇÕES INIMAGINÁVEIS!



Há 60 anos, acreditava-se que, por estes tempos que vivemos, bastaria que o pai de cada família trabalhasse 10 horas por semana para que nada faltasse ao agregado. A produtividade aumentaria exponencialmente. A produtividade aumentou exponencialmente, mas em vez de um membro da família, têm que trabalhar os dois progenitores e a exploração e as dificuldades são tremendas. Para onde vai o muito dinheiro que cada um de nós produz a mais? É uma boa questão e este filme ajuda a encontrar a resposta.   

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O Judeu e a caridade da Igreja Católica



  A 18 de Outubro de 1739, com 34 anos, morreu (porque foi assassinado), em Lisboa, no auto-de-fé levado a cabo pela Inquisição, António José da Silva, dramaturgo e escritor português, nascido no Brasil. Embora fosse judeu, teve de se afirmar como Cristão-Novo, devido à perseguição que a Igreja Católica fazia, na época, a todas as pessoas da religião judaica. Apesar da idade com que morreu, foi o maior dramaturgo do seu tempo, mas a sua coragem, teimosia e rebeldia; a sua incapacidade de conter o verbo, mesmo face ao martelo pesado da lei injusta, porque sectária e, acima de tudo, a sociedade sectária, o fundamentalismo da Igreja Católica, então todo-poderosa, levou a que a sua vida fosse, infelizmente, tão breve. 
Ao longo do tempo, têm-se procurado aliviar a carga da Igreja, imputando responsabilidades à Inquisição. Só se fala da Inquisição como se a Igreja Católica nada tivesse a ver com ela. Percebo a ideia, mas não gosto e não aceito. É a Igreja Católica que está em causa, sempre. A Inquisição, que se procura isolar e responsabilizar pelos crimes cometidos, ao longo de séculos, contra a Humanidade, era apenas um «departamento» da Igreja. É preciso lembrar.
Pela sua obra, pela coragem que sempre demonstrou, e por ter sido mártir de um tempo negro, em que uma instituição que se afirma represente de Deus na Terra, torturava e matava horrivelmente quem se lhe opusesse, ou apenas não cumprisse escrupulosamente os seus ditames, a memória de António José da Silva, o Judeu, merece uma maior atenção da sociedade atual, talvez até um romance, quem sabe...   

sábado, 12 de outubro de 2013

Blue Jasmine de Woody Allen, Billie Holiday e «Blue Moon»

Estou na sala da minha casa a ouvir uma coletânea antiga de jazz e, de repente, surge Billie Holiday, a Lady Day, a cantar «Blue Moon» como só ela o podia fazer. Subitamente lembrei-me da tarde de ontem, na Sala 2 do Monumental, sessão das 16H30, quatro pessoas no «escurinho do cinema» (tão bom!) para verem o último do Woody Allen: Blue Jasmine. De há muitos anos sou um incondicional admirador do realizador e dos primeiros a concordar com quem disse que por muito mau que seja um seu filme, estará sempre dentro dos 5% do melhor que se faz na América. Este é um belo filme, talvez dos mais interessantes dos últimos anos deste grande representante da 7ª Arte. Aliás, sendo a obra de Allen inconfundível, pelas marcas pessoais que o artista lhe empresta, diria que este Blue Jasmine foge um tanto ao universo woodyalleano (acabei de inventar). Só a espaços, e de forma mais subtil, se notam as marcas da comédia que o caracteriza. É um drama, arrisco, o que vindo de quem vem é de registar. A principal personagem, Jasmine, precisamente, como de resto as restantes personagens como maior visibilidade, estão muito bem enquadradas, como seria de esperar, em termos psicológicos. Mas a Jasmine, interpretada por uma brilhante Cate Blanchett, está magnífica na mulher perturbada, que vive em conflito interno permanente, entre aquilo que foi e o que é, e o que fez e muito contribuiu para a sua tão precária situação. Pela brilhante interpretação da protagonista, muito me admiraria se na noite da atribuição dos Óscares, Cate Blanchett não estivesse integrada no grupo restrito de atrizes que ansiosamente aguardam ouvir o seu nome para subirem ao palco. Grande filme e por isso a não perder. 
Billie Holiday, «Blue Moon» e o último filme de Woody Allen?…, vejam que depois entendem. 

O Nobel não mereceu Malala


Este texto do grande Ferreira Fernandes, saído na edição de hoje do DN, é a prova provada que há coisas que ganham o direito de ser partilhadas.
  

domingo, 8 de setembro de 2013

O «Chalet das Cotovias» no blogue Acrítico de António Ganhão

O Chalet das Cotovias, de Carlos Ademar

Tudo o que tem de ser feito. Eis a moral indispensável ao bem da nação, a que ditou os comportamentos privados, públicos e policiais. Em plena sedimentação do Estado Novo, nos anos 30, acontece um crime perpetrado na figura de um advogado da praça Lisboeta. Fosse um mendigo, um marçano ou um empregado do comércio e os alicerces do regime não estariam ameaçados.
Os vícios privados das figuras regradas do regime não estariam em causa.
Mas este advogado desapareceu quando se dirigia ao Chalet das Cotovias. Um palacete onde a polícia de investigação criminal é recebida pela porta de serviço (a porta destinada às entregas e aos serviçais da casa), e a PIDE, a polícia de segurança do Estado, usa a porta da frente.
Os estratos sociais, os vícios privados e o que tinha de ser feito, surgem aqui numa narrativa que nos prende à sua leitura. Um registo sóbrio sem ideias pré-concebidas, sem endeusamentos dos que não alinhavam com o regime e uma versão torpe dos que o serviam. Quem servia, também se servia. A investigação criminal, a relação entre a polícia de investigação e a PIDE têm o traço
de quem sabe do que fala. Carlos Ademar aplica toda a sua experiência adquirida na Polícia Judiciária.
Existem pequenas histórias que surgem no livro e dão corpo à história principal, ajudam-nos a compreender a época e o seu ambiente. Tudo na medida certa. Talvez um excesso de rigor, de quem profissionalmente sempre lidou com ele, nas notas de rodapé atestando o quanto se documentou. (Eu sei que em Portugal, mesmo num romance, referir um acontecimento que à época ainda não se tenha dado é pecado mortal.)
Os personagens estão bem delineados, na forma como falam, na sua fisionomia e nas suas peculiaridades. Ganham densidade e personalidade própria. Talvez sobressaia um excessivo cuidado quanto à caraterização da sua fisionomia; mesmo naqueles que passam fugazmente pela história.
A prova de fogo surge com o final a dar ao livro. A história é suficientemente desconhecida para que se adivinhe o desenlace: não deu em nada, nada se apurou e ninguém foi levado a julgamento. O regime tinha uma imagem de seriedade a manter. Como terminar um livro assim? Carlos Ademar soube como e, no fim, apenas se arrepende de não ter poupado uma jarra.
Quando vivemos tempos em que as classe ociosas se reúnem para brincar aos pobrezinhos, a leitura deste livro torna-se indispensável. Tudo isto aconteceu. Não estamos muito longe de que volte a acontecer.
António Ganhão

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

III Encontro de Escritores Transmontanos



Amanhã já é o III Encontro. Força Virgínia, da livraria Poética, o grande motor
da dinâmica literária em Macedo de Cavaleiros, com iniciativas que aproximam
os escritores dos leitores.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O altar à santa administração em «O Chalet das Cotovias»

Seleçção de Antonio Ganhão na página «Direito, Justiça e Literatura» do Facebook

«…conduziu-os por um corredor a um escuro gabinete, onde atrás da secretária preta se escondia uma senhora idosa, vestida de preto da cabeça aos pés. No meio daquela penumbra, só o seu rosto de cera se destacava. Para o chefe, faltavam dois castiçais com velas acesas a ladear a mulher para que o espaço se confundisse com um altar, no caso dedicado à santa administração. A funcionária envelhecera a cumprir a sua árdua tarefa e acabara por morrer no seu posto de trabalho. Como santa que era, o seu corpo não se corrompeu e, para homenagear a administração portuguesa, deixaram-na ficar.»

O Chalet das Cotovias, de Carlos Ademar

sábado, 17 de agosto de 2013

Passos Coelho e o Estado de Direito

Mais uma vez o PS não tem razão – foi tiro ao lado. Passos não está a pressionar o Tribunal Constitucional. Mal seria que o TC se deixasse pressionar com discursos partidários em festas caducas. O que Passos Coelho ontem tentou fazer foi uma vergonhosa passagem do ónus pernicioso das suas políticas para o TC, apenas para português ver. Ou seja, quem sistematicamente não cumpre a lei basilar deste país veste agora a pele de cordeiro fazendo crer ao povo que o lobo mau é o organismo que existe apenas com um objetivo: zelar pelo cumprimento da Constituição da República, que o atual Governo já desrespeitou várias vezes e mais uma vez insiste em desrespeitar com este novo pacote de leis.

    

domingo, 4 de agosto de 2013

4.8.1578 - morreu o Portugal que deixou marcas


Faz hoje anos, muitos, que acabou um certo Portugal, aquele que durante cerca de cem anos deu cartas ao mundo. Não devemos ter vergonha de o dizer. Vinha a definhar desde que a Inquisição aqui deu entrada, 40 anos antes, mas a 4 de Agosto de 1578 morreu de vez. 
Depois de um período de casulo, nasceu outra coisa, outro Portugal, medroso, rico em bufaria, que se habitou a obedecer e a não ousar e por isso, sem rasgos. Mais tarde foi-se a Inquisição, que tudo condicionou, mas ficaram os herdeiros inquisidores, que se vão sucedendo geração atrás de geração e nos mantém tolhidos, amedrontados, inócuos e entretidos. E assim passamos os dias, talvez à espera de um qualquer Dom Sebastião. Mas, porque hoje se assinala a morte do Portugal de que todos temos razões para nos orgulhar, permito-me deixar um aviso: foi assim, à espera, tolhidos, amedrontados, inócuos e entretidos, que nos lixámos.    

sábado, 3 de agosto de 2013

João Céu e Silva do DN e «O Chalet das Cotovias»

Na edição de hoje de «Q - Quociente de Inteligência», do DN, talvez o melhor destacável cultural da actualidade, João Céu e Silva escreve o que pensa sobre o Chalet das Cotovias. 






sexta-feira, 2 de agosto de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Spínola e Passos Coelho ou a repetição da história

Esta remodelação governamental faz-me lembrar os tempos que se seguiram ao 25 de Abril e a «guerra» entre Spínola e a Comissão Coordenadora do MFA. O governo Palma Carlos, alinhado com Spínola, caiu porque o MFA lhe fez frente, pressionou e não permitiu que passassem as exigências do PM, que afinal eram também de Spínola, no Conselho de Estado.
Depois, o PR quis nomear Firmino Miguel como PM, mas o MFA não o aceitou e assim, Spínola tentou entalar o MFA, chamando-o para o governo. Grande parte da CC foi para o Governo, ocupando os lugares de topo, com Vasco Gonçalves como PM, Melo Antunes, Vítor Alves, Costa Martins, entre outros. A história é conhecida, passados dois meses Spínola caiu.
Desta vez, Portas, Pires de Lima e Rui Machete eram claros opositores à política económica do governo, com críticas públicas, ameaças constantes de rutura da coligação, chegando, no caso de Portas, a concretizar a saída com a famosa demissão irrefutável.
Passos para manter o lugar, porque o perderia se aceitasse eleições, tenta entalar o CDS e assim, Portas sobe a vice-primeiro-ministro com a responsabilidade pela política económica, Pires de Lima vai ocupar a pasta da Economia e Manchete (um histórico do PSD e próximo da matriz social-democrata) para os Negócios Estrangeiros.
Tenho para mim que Portas e o CDS vão ganhar muito face ao PSD, como, arrisco, nunca ganharam na história da democracia. Falta saber se, não obstante as condições serem diferentes, a História se repete e acontece a Passos o que aconteceu a Spínola.
É o mais certo - saída pela porta pequena.   

sábado, 20 de julho de 2013

A comunicação do PR ao País

Já se sabia que Cavaco não queria eleições, porém, nas Selvagens foi mais longe ao dar a conhecer, sabe-se lá com que intenção, que não avançaria com qualquer governo de iniciativa presidencial. Desde então, todos ficámos a saber o que vai acontecer.

Se até aí o empenho dos partidos para chegarem a acordo não terá sido muito, acredito, com esta novidade PSD e CDS, sabendo que se manteriam em exclusividade no poder, ficaram em melhores condições de mandar o PS e as suas sugestões às urtigas. E assim, lá tem Cavaco de fazer o frete e dizer aos portugueses que vai dar posse a Portas como vice-primeiro-ministro.  

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O «Chalet das Cotovias» na SIC

Aqui deixo o link para visionarem a minha participação no programa da manhã da SIC com a Júlia Pinheiro,   onde falámos de várias coisas, entre elas - com grande destaque, diga-se -,  «O Chalet das Cotovias», que, aliás, originou uma viagem de comboio a Sintra, em busca do Luís Lencastre, da Ju e do Chalet.

http://sic.sapo.pt/Programas/Queridajulia/2013/07/10/chalet-das-cotovias


O «Chalet das Cotovias» no Jornal de Letras


Uma leitura muito atenta e certeira da jornalista Leonor Nunes.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O Chalet das Cotovias a as rádios

Ontem gravámos para a Antena 1, com Ana Daniela Soares, para o «À Volta dos Livros», que passa todos os dias depois das 5.
Hoje, ao fim da tarde, vamos gravar para a Rádio Universidade do Minho.
É o Chalet das Cotovias que nos faz falar. Quando as entrevistas forem emitidas, das respectivas datas aqui darei conta.
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Chalet das Cotovias na SIC

Amanhã, depois das 11H30, o Chalet das Cotovias bem como o seu autor, estarão no programa da manhã da SIC com Júlia Pinheiro. Ate lá.

domingo, 7 de julho de 2013

As crises, a nossa e a dos outros

«Gosto de olhar a cara dos clientes quando provam a minha comida», disse a cozinheira angolana à reportagem da RTP, acrescentando que conhecia muito bem a verdadeira crise: «comi arroz e feijão com peixe frito anos a fio. Era a guerra e isso é crise a sério.»

O episódio fez-me lembrar quando, em miúdo, ia para casa da minha avó. Ela devia ter um prato favorito que estava longe das minhas preferências: chicharro frito cortado às postas, com feijão-frade cozido. Não havia guerra, a não ser em África, mas ainda hoje não consigo pensar no cheiro da cozinha, quanto mais voltar àquela dieta.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O «Chalet das Cotovias» na SIC

Hoje à tarde fui encontrar-me com uma equipa da SIC, liderada pela Júlia Pinheiro, junto à Estação do Rossio, a fim de fazermos a recriação da última viagem de Luís Lencastre desde o café Gelo, no Rossio, até Sintra. Fizemos gravações na esplanada do café, nos acessos à gare, depois no comboio, já em plena viagem, e finalmente em Sintra, onde fomos falando do livro e traçando o paralelo com os factos reais em que se baseia. 

O documentário irá para o ar na próxima 3ª feira, dia 9, no programa da manhã da SIC, apresentado pela Júlia Pinheiro. Na ocasião estarei em estúdio para responder a outras questões não abordadas no decurso da gravação.

 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Portas abandona o Governo


Portas abandona o Governo, mas o Governo não se deixa abandonar


  «Se me perguntarem se bati com a porta, direi que sim.
Se me perguntarem se a porta se fechou, direi que não.»

Festival ao Largo 2013

Festival ao Largo 2013, uma das coisas boas que vão acontecendo na nossa capital.
Por mim, não perco, até porque é à borla.

sábado, 29 de junho de 2013

O HOMEM DA CARBONÁRIA NO BLOGUE EUROPA



REVISTA DE ESTUDOS JUDITHIANOS
O Homem da Carbonária no blogue Europa
THURSDAY, DECEMBER 21, 2006
Judith Teixeira em "O homem da Carbonária" de Carlos Ademar



O romance de Carlos Ademar O homem da Carbonária, editado em Maio de 2006 pela Oficina do Livro, é um interessante caso de maturidade narrativa. Recuperando informação histórica dispersa sobre o primeiro quartel do século XX, realizada a transmigração literária, o resultado é, adentro da estratégia policial e investigativa, um interessante fresco lisboeta.
Este segundo romance do Autor, para além de fornecer importantes pistas paraliterárias, não permite nunca que o leitor abrande na sua perquirição. Não é pois esta voracidade qualidade despicienda. Foi já tomado pela vertigem da leitura que encontrei, na página 247, uma ressalvável menção a Judith Teixeira, que cito de um excurso sobre a "diferença" entre homens e mulheres: "Por exemplo, a escritora Fernanda de Castro, a pintora de cavalete Sarah Afonso, a poetisa Judith Teixeira, não ficam atrás de qualquer homem, nas suas áreas." Tal inclusão no romance é ainda complementada por uma nota informativa breve sobre a vida e a obra da escritora.
Judith Teixeira vai assim iluminando os novos tempos com uma capacidade que ninguém mais poderá reprimir.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Greve Geral

Em dia de GREVE GERAL NACIONAL,esta pequena homenagem aos trabalhadores, com a reprodução de «A Greve» de Robert KOEHLER (1886) Mário de Carvalho

Fiz greve não apenas pelos dias tristes que hoje vivemos, mas também e sempre, em homenagem aos homens e mulheres de ontem, que, com as suas lutas, greves e sacrifícios, por vezes das próprias vidas, fizeram com que eu hoje tenha 8 horas de trabalho, férias, reforma, seguro no trabalho, segurança social, salário condigno, subsídio de desemprego, etc. etc.. Ao fazermos greve hoje, não estamos apenas a lutar contra o retrocesso civilizacional que nos estão a querer impor, estamos também a lutar pelos homens de amanhã. Sem demagogias, esta é a minha única linha orientadora nesta matéria.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Песня. Голос - Пелагея и Эльмира Калимуллина


http://www.youtube.com/watch?v=0-pVjqnYmKc


O título deve querer dizer "Canção do Mar" num português quase russo. 
De facto, são duas russas vestidas à mulheres de Atenas, a cantarem muito 
bem a famosa canção portuguesa, acompanhadas por uma orquestra de peso. 
Bonito de ver e ouvir.   

sábado, 15 de junho de 2013

Salgueiro Maia a «O Jornal» -1988







25 anos depois, voltei a lê-la e já não me recordava que havia sido feita pelo Fernando Assis Pacheco. Guardei a revista (do velhinho O Jornal), não nas melhores condições, como facilmente se perceberá, mas voltei a emocionar-me com certas passagens do discurso daquele que, por ter cumprido a missão que achou ser sua, ter abdicado de todas as honras, recusado todos os convites, até para integrar o Conselho da Revolução e, também, há que dizê-lo, por ter morrido cedo de mais, é por muitos considerado o símbolo da pureza do 25 de Abril. Trata-se de um documento histórico, sem dúvida.   

quarta-feira, 12 de junho de 2013

As primeiras linhas do «Chalet das Cotovias»

«O que restava do advogado foi descoberto cerca de um mês depois daquela viagem inusitada a Sintra. Aconteceu no dia que se seguiu a uma tromba de água e o alerta foi dado por um caçador ocasional, residente na vila, paredes-meias com o Hotel Central. O homem caminhava na vasta zona de pinhal do Ninho das Cotovias e, apesar da abundância de caruma seca, as marcas das botas iam ficando bem vincadas na terra ainda mole, gerando um trilho que denunciava o percurso seguido. Um pouco por todo o lado, pequenos pedaços de ramos serviam como prova da força bruta com que foram esgalhados das árvores, devido à tempestade estival que assolou toda a região.
Seguia com a arma apoiada no ombro e uma lebre pendurada à cinta, que baloiçava a cada passo, quando foi desperto para a inquietude dos seus dois perdigueiros. Ainda se colocou em posição de atirador, suspeitando estar iminente a saída de nova presa, mas rápido se apercebeu de que os animais andavam como loucos, mas de volta de um pedaço de tecido escuro que parecia sair das entranhas da terra, como qualquer arbusto rasteiro. Aproximou-se e mexeu-lhe com a ponta do cano comprido da caçadeira. Era parte da aba de um casaco de homem. Estranhou o achado e acocorou-se para ver melhor. O único botão visível pareceu-lhe dos caros. Cuspiu-lhe e limpou-o com o lenço, ficando a vê-lo mais em pormenor. Tinha bom aspecto, era preto cortado por delicadas linhas de tons mais claros e apresentava gravado um trevo de quatro folhas. Os cães não paravam de ladrar e tentar fossar junto do tecido, procurando abocanhá-lo. Nem pouparam o dono a encontrões na ânsia de lhe chegar, levando-o a gritar-lhes mais do que era costume para que sossegassem. Olhou à sua volta e, como suspeitava, sentiu-se o único humano por aquelas bandas. Só na sua dianteira não havia pinheiros, pois um acidentado declive, com alguns arbustos e vegetação mais rasteira, começava ali, terminando duas dezenas de metros acima, no planalto onde fora edificado o Chalet das Cotovias, de que conseguia ver a parte superior do telhado.

Pensou que seria um desperdício deixar ficar aqueles botões, bem como no quanto a sua mulher lhe agradeceria se lhos levasse. Com a mão disponível, começou a puxar a aba suja do casaco tentando libertá-lo da terra. Porém, a tarefa não se mostrou tão fácil quanto a pensara. Pousou a arma e usou toda a força que conseguiu encontrar, mas pouco mais avançou. Ganhou ânimo ao ver um segundo botão e não soçobrou mesmo quando um odor desagradável se desprendeu, a que, de resto, nem ligou, tão empenhado estava em puxar. Foi ao procurar uma posição mais favorável para levar de vencido o peso da terra, que viu por debaixo do casaco escuro o tecido branco e fino de uma camisa e, assustado, parou de súbito. Só então e num ápice, associou a reacção dos cães e o cheiro que passou a sentir às peças de vestuário presas na terra. Uma certeza preencheu-o como um arrepio: o casaco não saía porque estava vestido num cadáver que jazia enterrado sob os seus pés.»

                                   (Aviso: isto é para acabar de vez com a 1ª edição)

sábado, 8 de junho de 2013

Micro conto policial

Era uma vez um gajo que gostava tanto, tanto, tanto de gajas, que um dia comeu uma. 
Era uma vez um detective que gostava tanto, tanto, tanto do que fazia, que um dia fez o gajo.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

O «Públicio» entrou no Chalet das Cotovias e conta o que viu

Um texto de São José Almeida
«Portugal, 1935. Um homem aparece morto em Sintra. Consta que foi àquela vila atrás de uma irmã, participante em encontros culturais que, segundo alguns, eram também encontros lésbicos. É esta a história real na origem de O Chalet das Cotovias, de Carlos Ademar.
Um retrato do que foi a construção do Estado moderno em Portugal, já na face da ditadura do Estado Novo, através da tensão existente entre as forças de segurança que concretizaram a imposição da nova autoridade central - é isto que resulta do novo romance de Carlos Ademar, O Chalet das Cotovias, lançado pelas Edições Parsifal.
Recorrendo a um caso real que lhe foi relatado, em 2005, pela jornalista Isabel Braga - "Ela contou-me a história que tinha já investigado e disse-me que eu devia agarrá-la" -, Carlos Ademar constrói O Chalet das Cotoviasrecriando a tensão existente entre a Polícia de Investigação Criminal (PIC), criada em 1917 (em 1945 daria lugar à Polícia Judiciária), e a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), criada em 1933 e substituída, também em 1945, pela Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE).
O autor parte assim da história oral que foi transmitida entre gerações desde a época em que o caso decorreu, em 1935: um homem dado como desaparecido é depois encontrado morto num terreno perto de uma estrada em Sintra, depois de ter ido àquela vila no encalço de uma sua irmã, sobre a qual ouvira dizer que frequentava uma tertúlia cultural de mulheres - das quais se dizia em Lisboa serem lésbicas. Um grupo da elite social portuguesa do qual, conforme a história oral, faziam parte mulheres como Fernanda de Castro e uma filha do então Presidente da República Óscar Carmona.
Num misto de romance de costumes, romance policial e romance histórico, Carlos Ademar cria uma teia em que apresenta a relação tensa entre a PIC e a PVDE numa acção ficcional mas que retrata o que foi a construção de uma nova normatividade social, quer política, quer de costumes. Ou seja, uma sociedade em que qualquer espécie de afirmação política contra o regime era enquadrada pela violência repressiva da PVDE, que agia de forma brutal e arbitrária. Mas em que a imposição da heteronormatividade - iniciada pela aprovação da Lei da Mendicidade em 1912 - vai sendo feita em crescendo e é ampliada com a ditadura.
O Chalet das Cotovias ilustra assim a transformação da autoridade institucional na sequência da instalação do Estado central moderno em Portugal, mas já no início da sua fase mais repressiva. "Foi um processo que foi sendo construído, até porque a mentalidade não se muda por decreto - é uma evolução lenta, mas a construção do Estado moderno vai atacando o liberalismo de costumes", sublinha Carlos Ademar, que acrescenta: "As pessoas que não se encaixavam no modelo estavam entregues a si próprias ou tiveram de sair do país. Os que tiveram possibilidade saíram, como terá sido o caso de Judith Teixeira, de António Botto e de Raul Leal, os "poetas de Sodoma"."
Ficção, realidade
É assim o Portugal dos anos 30 do século XX que é recriado por este autor de romances de cariz policial e histórico que no passado foi investigador da Polícia Judiciária na secção de Homicídios e que hoje em dia é professor na Escola de Polícia Judiciária. O Portugal classista e fortemente estratificado, em que uma cidade como Lisboa estava ainda povoada pelos tipos sociais do Antigo Regime, mas em que já são visíveis os primeiros passos da industrialização. Um Portugal com miseráveis e famélicos, com pobres de pedir e remediados, com assistencialismo católico e revolucionários que acreditam num mundo novo.
Mas mesmo partindo de uma história real, O Chalet das Cotovias é uma ficção, explica o autor, que confessa mesmo que foi "trabalhando nela, tentando encontrar pistas", até que "um dia, em viagem por Moçambique, ao ler um livro", se deparou com "um capítulo feito pela Isabel Braga, O crime das cotovias, onde ela já precisava as datas do crime".
Com as datas, Carlos Ademar conseguiu encontrar e consultar o processo original no arquivo da PIC, depositado no Museu da Polícia. "Na altura, já começara o romance e tinha até já cerca de cem páginas escritas", conta o autor, confessando: "Depois de ler o processo fiquei decepcionado, porque não há uma única referência ao Chalet das Cotovias, nem aos nomes sonantes que a história oral reproduz." O homem realmente assassinado em 1935 em Sintra, continua, vivia com uma mulher, mas esta não foi assassinada. "No romance, a personagem da Margarida [amante de Luís Albuquerque e casada com o inspector da polícia política] é ficção, ela era necessária à trama ficcional que eu quis construir e foi necessária para poder dar a vertente da PVDE."

Ainda fazendo o paralelo com o processo original, Carlos Ademar revela que adaptou as datas do caso real para a ficção. "Adiantei seis meses a acção", explica: "No caso real, o homem desapareceu em Dezembro de 1935 e o corpo foi encontrado a 23 ou 24 de Fevereiro de 1936; eu centrei a acção antes para poder ter um enquadramento de época que me permitisse falar da PIC e da PVDE no contexto histórico do início da Guerra Civil de Espanha, da fundação da Legião Portuguesa e da criação do Campo do Tarrafal."»

Carlos Ademar na 83ª Feira do Livro de Lisboa



Sábado, dia 8, pelas 16H30, estarei no pavilhão do Clube do Autor/Parsifal para duas de 

conversa, beijos e abraços. Façam da Feira uma festa, apareçam.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Fins de Tarde na Biblioteca da Academia Militar

Apesar da falta de excelência das fotografias (não faltou boa vontade) não quis deixar de partilhar alguns instantes da cerca de uma hora que durou a minha apresentação de hoje à tarde na magnífica biblioteca da Academia Militar. Tinham expostos (as fotos não mostram) três dos meus livros: O Homem da Carbonária; O Bairro e o Chalet das Cotovias. Foi sobre eles que falei, dando ênfase ao triângulo que sempre me moveu na escrita: a política a investigação criminal e a História. 
   




sábado, 25 de maio de 2013

83ª Feira do Livro de Lisboa

Antes ou depois do café, vamos à festa que é sempre a Feira do Livro. Por mim lá estarei amanhã às 18h00, no pavilhão do Clube do Autor/Parsifal. Apareçam.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Feira do Livro de 2013


No próximo domingo, dia 26, pelas 18h00, e no sábado, dia 8 de Junho, pelas 16h30, estarei no pavilhão do Clube do Autor/Parsifal, da Feira do Livro de Lisboa, para cumprimentar os amigos que quiseram dar-me o prazer da sua presença e assinar o meu mais recente livro, O Chalet das Cotovias.  

quinta-feira, 16 de maio de 2013

No Café Literário de Maio de 2013 - Covilhã

 A convite de Manuel da Silva Ramos, no dia 14 de Maio fui até à cidade da Covilhã, a fim de participar no Café Literário de Maio de 2013.
 Tudo começou com três jovens que interpretaram algumas peças para flauta
 Seguiu-se a apresentação do autor e a crítica, magnífica de resto, a O Chalet das Cotovias pelo anfitrião
 Era tempo de eu fazer uma abordagem à minha obra, o que fiz, contextualizando-a no tempo, no espaço e nas circunstâncias
 Depois foi dada voz às três ou quatro dezenas de assistentes, que colocaram algumas questões pertinentes, levando a que a sessão se prolongasse por quase duas horas, muito vivas e interessantes, penso que para todos, a julgar pela insistência em querer interrogar o autor.



 Seguiu-se a sessão de autógrafos
 A pose para fixar a oferta  ao autor, pela Câmara Municipal da Covilhã, de um magnífico álbum alusivo à cidade, com textos de Manuel da Silva Ramos e fotografias de Homem Cardoso
 Missão cumprida e o regresso ao hotel - foto do meu editor, Marcelo Teixeira