segunda-feira, 29 de maio de 2017

Revolucionário Improvável

Amanhã à tarde ocorrerá a apresentação de Revolucionário Improvável, da autoria de Pedro Cabrita, com prefácio de minha autoria. Trata-se da história de vida de João Martins, mais conhecido por Cristina, que pelos anos 60 e 70, integrou o grupo de Palma Inácio em algumas das operações armadas por este levadas a cabo contra o regime. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Na Vertigem da Traição V


Para já, registem estas fotografias. Vão fazer história, digo eu, que sou modesto.

Um espião ou agente da polícia política, ou será um militante clandestino? Certo é que está nos Restauradores a ver como param as modas, digo eu, que gosto de dizer coisas.


Uma perseguição de carochas, algures em Monsanto. Digo eu, que acho que conheço as estradas.

Ambas têm que ser trabalhadas, claro, e serão. Depois logo se vê. Talvez a de cima dê capa e a de baixo contracapa. Não sei. É só uma ideia. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Na Vertigem da Traição IV

Tenho o Manuel Domingues (MD) como um homem de honra. Na minha opinião morreu por isso mesmo, pelo sentido do dever que esteve sempre presente, no caso, ao defender os seus camaradas mais humildes, mesmo indo contra a cúpula do partido. Foi aí que ele se perdeu. Por Fevereiro/Março de 1949, numa reunião do Comité Central, bateu-se contra a expulsão de camaradas seus da Marinha Grande, que acabaram expulsos, entre eles Joaquim Gregório, irmão do José Gregório, que pertencia ao mesmo Comité Central e foi figura grada até certa altura (outro assunto interessante). Nessa reunião, Manuel Domingos ficou sozinho, o que lhe foi fatal. Depois foi sempre a piorar, com o partido a definhar devido a muitas cedências à PIDE, mas também em razão dos olhos do regime, disseminados um pouco por todo o lado. Muito disto jogou contra MD, que, pela sua posição em 1949, passou a ser um alvo preferencial. Por estes anos o partido entrou em enorme desorientação e surgiu a vertigem da traição. Na verdade, a PIDE nunca esteve tão perto de ganhar a guerra. Foram cometidos alguns erros graves, fruto dessa vertigem da traição, erros que depois foi preciso justificar. Aí surgiu, publicado pelo PC, claro, o «Lutemos Contra os Espiões e Provocadores», que é, assim o entendo, a principal peça de acusação contra o PC, no que ao crime de MD respeita. Manuel Domingues tinha defeitos, era um homem, e eu desconfio dos homens que não os têm, mas ser traidor não me parece que fosse um deles, longe disso, até por tudo quanto sabemos dele. Estou a gostar muito da personagem. Falta um trabalho académico sobre o homem e o seu tempo. Fica o desafio. A sua história de vida bem o merece, bem como a história da sua morte - e nós também.



                                                                    Manuel Domingues - Pouco antes de ser assassinado



(voltarei em breve)

domingo, 14 de maio de 2017

Vertigem da Traição III

Vertigem, s. f. estado mórbido, durante o qual se tem a sensação de falta de equilíbrio e em que todos os objectos parecem girar à nossa volta; tontura; estonteamento; delíquio; vágado; desmaio; (fig.) acto impetuoso e irreflectido; tentação súbita; desvario. 







Traição, s.f. acção ou efeito de trair, intriga; deslealdade; aleivosia; perfidia; cilada; infidelidade.

Na Vertigem da Traição II - Provas


As primeiras provas: o gin estava óptimo; o texto não sei.  

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Na Vertigem da Traição I


Na Vertigem da Traição está por aí não tarda. 
Eis algumas fotos de páginas do processo-crime que inspirou a obra de ficção.






Antigo SS funda a Frente Nacional com Le Pen

Para que não haja dúvidas, porque este video as dissipa.
Não acredito que nazis se convertam em democratas.
Eis a prova.

https://vimeo.com/189604726