quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014 em jeito de balanço, enquanto dá as últimas

Não sou de balanços, pelo menos públicos, mas enquanto espero os amigos que farão o favor de me encher a casa daqui a um par de horas, sem que me apeteça trabalhar - outros dias virão -, vou pensando brevemente no que de bom e de menos bom este ano, que hoje termina, me trouxe.


O mês de Abril, sem dúvida, destaca-se. Foi o mês da defesa académica de «Vítor Alves, o Revolucionário Tranquilo», dia 3, uma dissertação de mestrado que em 2015, revista e bastante aumentada, conhecerá os escaparates das livrarias. A 27 desse mês, na Fortaleza de Peniche, fizemos a apresentação de No Limite da Dor, já hoje uma obra fundamental para se conhecer o aparelho repressivo do Estado Novo. Vendo bem, talvez a publicação deste livro tenha sido o momento alto do ano para mim, pelo contributo que, tenho a consciência, demos (eu, a Ana Aranha e, essencialmente todos os antigos presos políticos que essa grande mulher da rádio portuguesa conseguiu entrevistar para o seu programa na Antena 1, de que resultou o livro) para a reconstituição da História recente deste País.
Em cima, na apresentação na RTP e, ao lado, na Fortaleza de Peniche, com Marcelo Teixeira, o grande editor da Parsifal, e Ana Aranha, a minha caríssima co-autora. Em baixo, o cartaz da peça de teatro concebida a partir do livro. 


Negativamente, de registar a crise, a incerteza em que vivemos, que, não obstante os discursos optimistas, que tresandam a eleições, não augura nada de bom. Uma das minhas filhas teve de ir para a Alemanha, porque não conseguia trabalhar na área de estudo (nem noutras) em Portugal. É triste, deprimente mesmo, face às enormes expectativas que à minha geração foram criadas. É triste verificar que os níveis de emigração dos últimos anos não andam muito longe dos números alcançados na segunda metade da década de 60 do século XX, o que dói. Habituámo-nos a pensar que isso era coisa do passado e que não voltaria; dói mais ainda porque, nesses tempos, as centenas de milhares que saiam eram portugueses iletrados, ou quase, e hoje os jovens que partem foram educados e formados para serem uma aposta de futuro para este País. País que depois de despender milhões na formação desta gente nova, dispensa-a, empurra-a para outras paragens, onde estão ou irão contribuir com as suas valências para o enriquecimento desses países, deixando o nosso cada vez mais pobre e, mais grave, ainda mais pobre de futuro.

Sem grandes esperanças, é preciso acreditar - como cantava Luís Goes -, que 2015 nos traga os primeiros sinais sérios, porque sustentados, que façam nascer o optimismo, de que tão necessitados estamos. É preciso acreditar!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O Chalet das Cotovias no Jornal de Sintra

O Chalet ainda mexe. Desta feita, um artigo bem assertivo publicado no Jornal de Sintra.


«Jornal de Sintra
31 de Outubro de 2014

Carlos Ademar - O Chalet das Cotovias

Um policial clássico passado em Sintra com força literária inusitada, publicado em 2013, O Chalet das Cotovias, de Carlos Ademar, antigo inspector da Polícia Judiciária e professor na Escola Superior de Polícia, resgata para a literatura portuguesa o romance policial clássico segundo o tradicional modelo de Georges Simenon e Agatha Christie (o policial como espelho das taras sociais e psicológicas da comunidade) e dos seus famosos inspectores da polícia Maigret e Poirot. Trata-se de uma narrativa de intriga mistério, de pendor realista que, extrapolando a ocorrência policial específica, intenta constituir-se como espelho histórico da sociedade, afirmando a fidelidade ao real e a veracidade escrupulosa da História, determinada a partir do ponto de vista dos documentos objectivos. No caso de O Chalet das Cotovias, aborda uma história real a partir de fontes reais, envolvendo-as numa trama narrativa exigente. Em O Chalet das Cotovias, trata-se de retratar os grupos sociais emergentes do Estado Novo ao longo das décadas de 1930 e 40, bem como a especial comunidade de habitantes femininos do Chalet das Cotovias em Sintra. Perfazendo as vezes de Maigret, desponta o chefe de polícia Manuel do Rosário, tão heterodoxo nas investigações quanto o seu homólogo francês.
Assim, por via das investigações em torno do desaparecimento do advogado Luís Lencastre e do aparecimento do seu corpo num descampado em Sintra, o autor, vocacionado por ofício e mestria para a escrita do romance policial, como a sua obra romanesca o prova e este romance o manifesta de um modo absoluto, explora tanto o universo de possibilidades de resolução do mistério policial, segundo metodologias de investigação próprias do período em questão, quanto a descrição de costumes sociais e de mentalidade psicológica do momento histórico, tendo em conta, sobretudo, a aversão moral na época ao lesbícimo, uma época puritana, fundada numa ética rural e católica fundamentalista, que intenta morigerar o liberalismo e o positivismo morais da I República.
No caso da investigação policial, o romance explora todas as possibilidades urdidas pela caracterização das personagens e pelo desenvolvimentos dos factos, desde a possibilidade de vingança política e de ciúme (Arnaldo Veiga, cuja mulher, Margarida, se tornara amante de Luís Lencastre, e os seus dois serventuários, descritos como autênticos “cães-polícia”) até à de ajuste de contas financeiro (o advogado Costa Valente), passando pela hipótese de roubo e assassinato (os mendigos “Matagatos” e “Zarolho”). A solução, só atingida no final do romance, constitui um verdadeiro achado e corre o risco (justo e legítimo) de ficar na história do policial português devido ao seu carácter insólito, ainda que perfeitamente lógico.
No caso da segunda vertente, o de se constituir como retrato da sociedade, João Céu e Silva escreveu no “QI” do “Diário de Notícias” de 3 de Agosto de 2013, que O Chalet das Cotovias opera a “perfeita reconstituição histórica de uma época fundacional do país que sobrevive até hoje”, isto é, evidencia com rigor a formação da polícia política (a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado) e a criação da Legião Militar, mostrando que o modo como ambas as instituições arregimentam os seus servidores têm mais a ver com interesses pessoais do que com a defesa de propósitos ideológicos.
No Chalet das Cotovias, em Sintra, sucedem-se reuniões de senhoras que não se limitam ao chá, à quermesse ou bazar ou ao jogo de distracção. Frequentado por Florbela Espanca e Fernanda de Castro, intelectual e mulher de António Ferro, o ideólogo de Oliveira Salazar, as reuniões são animadas por Ju, dona do Chalet, que mantém relações de sentimento carnal com Gabi, Zefa e Maria. A irmã de Luís Lencastre, Rosinha, participa nestas soirées, e o advogado sai de Lisboa e dirige-se para o chalet, em Sintra, onde desaparece.
Ju, avassalada por uma sociedade puritana, fundada nos bons costumes da família burguesa, e por uma ideologia salazarista nascente, baseada na tripla instituição moral purista de Deus, Pátria e Família, fecha o chalet de Sintra e parte para o estrangeiro.
Sob a repressão política, a censura intelectual e a pobreza social, Portugal dormirá o longo sono de 48 anos do Estado Novo, até ressuscitar no dia 25 de Abril de 1974 e as novas Jus não precisarem de exilar-se para darem livre curso à sua sexualidade.
                                                                                            Luís Martins/Filomena Oliveira



O Chalet das Cotovias, Parsifal, 332 pp., 14,94 euros.»

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Morreu Vítor Crespo - Um bravo, um democrata

Morreu mais um «capitão de Abril». Tudo tem um tempo, é bem verdade. Desta vez foi Vítor Crespo, o representante da Marinha no Posto de Comando na Pontinha, um homem lúcido, de bom senso, firme, que marcou a sua actuação no período revolucionário com um equilíbrio e uma determinação, que, com outros, designadamente Vítor Alves e Melo Antunes, muito contribuiu para que este povo não voltasse a conhecer os horrores da guerra civil. Descansará em paz, tenho para mim, porque cumpriu a sua missão. 
Os que ficam por cá que lhe sigam o exemplo, façam a sua parte. Pêsames à sua família e à vasta família que partilha Abril.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Zeca Afonso - Ao Vivo no Coliseu 1983



Há coisas que convém ter sempre à mão. Eu era um jovem chegado há pouco aos vinte, mas já tinha um enorme respeito por este senhor, pela sua obra artística e contributo na luta contra a ditadura. Por tudo isso, mas também pela sensação de que não teria muitas outras oportunidades para o ver ao vivo, fiz questão de marcar presença no Coliseu. No entanto, havia muitos a pensar como eu e os lugares não chegaram, para grande pena minha.
Nos dias seguintes desabafei com um amigo, mas a reacção que me chegou não me conformou, bem pelo contrário, já que ouvi algo como: «Ele também já não canta nada de jeito...». Era e é um bom amigo, mas com pouca sensibilidade musical e histórica. Eu sei o que perdi, esse meu amigo nunca o saberá. É assim a vida.
Em Fevereiro de 1987 viria a sua morte e o funeral em Setúbal, onde eu fazia questão de estar presente, sacrificando um dia de trabalho e de salário. Mas uma inesperada avaria no meu carro impossibilitou-me de estar presente naquela que foi uma enorme manifestação popular de reconhecimento ao grande artista e cidadão José Afonso. E, sem querer ser lamechas, direi que aquele dia foi por mim vivido de uma forma diferente, triste; tinha a consciência de que Portugal perdia um dos seus verdadeiramente grandes e eu não estava presente.
Duas despedidas ligadas a Zeca a que faltei e que, irremediavelmente, lamentarei para sempre.       

sábado, 29 de novembro de 2014

Alípio de Freitas, Edmundo Pedro e Ana Aranha na Sociedade da Língua Portuguesa

Foi no Hotel Açores, à Praça de Espanha, em Lisboa, a 28 de Novembro, que decorreu mais uma apresentação de No Limite da Dor, desta  vez a cargo de Ana Aranha e de Edmundo Pedro, um dos entrevistados, sessão organizada pela dinâmica Sociedade da Língua Portuguesa. Acontece que, para minha surpresa apareceu e sentou-se à minha mesa Alípio de Freitas, um homem com uma história de vida impressionante. Transmontano pobre chegou a padre no princípio dos anos 50. O padre, inconformado em Portugal, exilou-se no Brasil, onde se juntou à resistência armada contra a ditadura instaurada em 1964. Foi preso em 1970 e nas prisões da ditadura brasileira permaneceu 10 anos, onde sofreu as piores torturas. Acabou por regressar a Portugal em 1981. Está doente e quase cego, mas ouvi-lo a contar alguns episódios da sua vida faz-nos esquecer tudo isso, porque facilmente nos deixamos envolver pela emoção que põe nas palavras, dando-nos uma outra perspectiva do limite da dor.                                                                                                                        Terminou depressa a noite.  
  



Dois valentes representantes da resistência à ditadura, antigos presos políticos, um no Brasil outro em Portugal, estiveram juntos e eu com eles. É um privilégio estar com os protagonistas da História. 


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cante nas escolas em Beja



Podem procurar, mas não encontram melhor forma de assinalar a consagração
do Cante como Património Imaterial da Humanidade.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Outro Crepúsculo: ESTRANHA FORMA DE VIDA

Que andam a dizer os leitores?


O Outro Crepúsculo: ESTRANHA FORMA DE VIDA missão cumprida: Como prometido regresso ao romance policial de que vos falei em Julho: ESTRANHA FORMA DE VIDA, de Carlos Ademar, Oficina do Livro. 2007 . A...

Paulinho da Viola - Sinal Fechado (Acústico MTV)



Uma amiga, que anda lá por terras do Oriente, fez-me lembrar esta velha

canção, de que tanto gosto.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

sábado, 18 de outubro de 2014

À Mesa com Frida Kahlo, por Luz Martinez

Foi no dia 15, na Embaixada do México em Lisboa, que decorreu a apresentação do livro À Mesa com Frida Kahlo, da autoria de Luz Martinez. Foi uma bonita festa, com algumas das receitas que a famosa pintora mexicana tantas vezes experimentou, a serem testadas e, mais do que isso, apreciadas, pelos muitos que se quiseram juntar.    

Alguns dos membros da equipa Parsifal: Maria João Martins, Ana Aranha, António Lopes, um tipo com um copo na mão, a autora, Marcelo Teixeira e António Sarabia. Com a excepção do tipo do copo, uma equipa de luxo.  

 Aqui está a razão do encontro. Além das coisas boas que traz dentro, trata-se um belo livro na perspectiva do objecto. Como prenda, pode ser uma deliciosa alternativa.

Espaço é muito acolhedor, a autora uma simpatia, o livro gerara expectativa, os petiscos também e cumpriram, logo, a afluência não se fez rogada.

(As fotografias são do José Fiães)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Notícia triste do dia

A notícia do dia não são as novidades do novo orçamento de Estado; não são os 45%  que as sondagens atribuem a António Costa, sem surpresa de resto; a notícia do dia, o drama deste dia, deste tempo, de todos nós, foi a morte de uma menina de 13 anos que não resistiu às queimaduras que sofreu para salvar os 4 irmãos mais novos com quem vivia, aparentemente sem apoio dos pais ou de outro qualquer adulto - ou do Estado. A morte de uma pessoa é um drama, a morte de uma miúda nestas condições é ... Não sei dizer! Dói. 
Parece que é uma família que andava a ser acompanhada pelos serviços sociais, mas também parece que, em determinada altura, os pais, que então apareceram, não quiseram o «acompanhamento» e as técnicas foram-se embora, como bem-mandadas que devem ser. Para que servem os tribunais? 
Parece que agora vão voltar a acompanhar a família, os menores - menos a menina de 13 anos, essa que morreu para salvar os irmãos mais novos, com quem vivia e de quem cuidava, ao ponto de perder a vida por eles. Não há serviço de apoio social ou humano que lhe valha. Porra para isto...    

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Que andam a dizer os leitores sobre: «Memórias de um Assassino Romântico»

Sabe sempre muito bem receber prendas como esta. Foi hoje, através do site da Oficina do Livro:

«Sr. Carlos Ademar
 
Terminei, neste momento, de ler o seu romance "Memórias de um assassino romântico".
 Fiquei encantada e quero agradecer-lhe pelos momentos de agradável leitura que me proporcionou. Esta obra é genial!
Vou tentar adquirir os outros romances que devem ser igualmente maravilhosos.
Por favor não deixe de escrever.
 
Cumprimentos desta sua admiradora,



####### Manuela ######»









domingo, 12 de outubro de 2014

Carlos Ademar na Sociedade da Língua Portuguesa

Foi no último dia de Setembro, no Hotel Açores Lisboa e jogava o Sporting e eu não pude ver. O Sporting perdeu. A noite foi boa, podia ter sido óptima, se as coisas em Alvalade tivessem corrido melhor. 
Foi mais um jantar organizado pela Sociedade da Língua Portuguesa e desta vez o escritor convidado foi este Vosso amigo. Para apresentar o convidado, Miguel Real, que fez uma leitura de O Chalet das Cotovias muito inteligente, sem surpresa, e, diga-se, elogiosa. O seu texto já consta no Portal da Literatura - leiam que vale bem a pena. Quanto a mim, falei do Chalet, de No Limite da Dor, e, essencialmente, do Estado Novo e do seu aparelho repressivo. Muitas intervenções, noite animada, jantar gostoso em boa companhia. Muito bom! 


 Com o meu editor de sempre, primeiro na Oficina do Livro e desde 2013 na Parsifal, Marcelo Teixeira
 Aqui com José Zaluar, autor de todas as fotografias, menos desta, bem entendido. Obrigado José.


Já à mesa e sem casaco. Muito calor. Com Miguel Real e as respectivas caras metade, Minoca e Filomena.

Miguel Real em plena intervenção 

Benjamim Monteiro, a alma mater do evento

 A minha vez. Não me estava a apoiar, estava ainda na fase de me levantar. Para que conste


Marcelo, a mana Paula e a Minoca, que quiseram marcar presença






sábado, 11 de outubro de 2014

O Chalet das Cotovias no Portal da Literatura por Miguel Real

Deixo aqui o link para a crítica de Miguel Real ao meu Chalet das Cotovias no Portal da Literatura. Pode não parecer nada bem, mas quero lá saber, porque, na verdade, não posso estar mais de acordo.

http://www.portaldaliteratura.com/critica-literaria.php?id=20

Certifiquem-se.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala

Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala,Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, Malala, 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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Documentário RTP (1/5): Timor-Leste - 1975 - Ataúro, Dili, Atabai



Trata-se do primeiro episódio de uma série de reportagens efectuadas por uma equipa da RTP, liderada por Adelino Gomes, nos meses de brasa de 1975, em Timor, durante a guerra civil e antes da invasão indonésia. Aqui se vêem imagens de Nicolau Lobato, o primeiro organizador e comandante da resistência timorense contra os indonésios, que viria a ser assassinado em 1978; aqui se fala do tenente-coronel Magiolo Gouveia, o oficial português, comandante da PSP em Dili, que se colocou ao lado UDT, aquando da tentativa de golpe desferido por este partido, acabando por ser preso pela Fretilin e executado mais tarde por homens desta facção maioritária timorense. Um verdadeiro documento histórico.

sábado, 27 de setembro de 2014

Carta de despedida de um dos últimos sentenciados à morte na Espanha franquista

Dá uma óptima lição de história.


CARTA DE DESPEDIDA DE JOSÉ HUMBERTO BAENA ( uno de los 5 antifascistas fusilados por Franco el 27 de Septiembre de 1975) A SUS PADRES: 

Papá, mamá:
Me ejecutarán mañana de mañana.
Quiero daros ánimos. Pensad que yo muero pero que la vida sigue.

 Recuerdo que en tu última visita, papá, me habías dicho que fuese valiente, como un buen gallego. Lo he sido, te lo aseguro. Cuando me fusilen mañana ped…iré que no me tapen los ojos, para ver la muerte de frente.
 
Siento tener que dejaros. Lo siento por vosotros que sois viejos y sé que me queréis mucho, como yo os quiero. No por mí. Pero tenéis que consolaros pensando que tenéis muchos hijos, que todo el pueblo es vuestro hijo, al menos yo así os lo pido.

¿Recordáis lo que dije en el juicio? Que mi muerte sea la última que dicte un tribunal militar. Ese era mi deseo. Pero tengo la seguridad de que habrá muchos más. ¡Mala suerte!
 
¡Cuánto siento morir sin poder daros ni siquiera mi último abrazo! Pero no os preocupéis, cada vez que abracéis a Fernando, el niño de Mary, o a Manolo haceros a la idea de que yo continúo en ellos.
 
Además, yo estaré siempre con vosotros, os lo aseguro.
 
Una semana más y cumpliría 25 años. Muero joven pero estoy contento y convencido.

 Haced todo lo posible para llevarme a Vigo.
 Como los nichos de la familia están ocupados, enterradme, si podéis, en el cementerio civil, al lado de la tumba de Ricardo Mella. Nada más. Un abrazo muy fuerte, el último.
Adiós papá, adiós mamá.
Vuestro hijo:
José Humberto
CARTA DE DESPEDIDA DE JOSÉ HUMBERTO BAENA (uno de los 5 antifascistas fusilados por Franco el 27 de Septiembre de 1975) A SUS PADRES:

Papá, mamá:
Me ejecutarán mañana de mañana.
Quiero daros ánimos. Pensad que yo muero pero que la vida sigue.
Recuerdo que en tu última visita, papá, me habías dicho que fuese valiente, como un buen gallego. Lo he sido, te lo aseguro. Cuando me fusilen mañana pediré que no me tapen los ojos, para ver la muerte de frente.
Siento tener que dejaros. Lo siento por vosotros que sois viejos y sé que me queréis mucho, como yo os quiero. No por mí. Pero tenéis que consolaros pensando que tenéis muchos hijos, que todo el pueblo es vuestro hijo, al menos yo así os lo pido.
¿Recordáis lo que dije en el juicio? Que mi muerte sea la última que dicte un tribunal militar. Ese era mi deseo. Pero tengo la seguridad de que habrá muchos más. ¡Mala suerte!
¡Cuánto siento morir sin poder daros ni siquiera mi último abrazo! Pero no os preocupéis, cada vez que abracéis a Fernando, el niño de Mary, o a Manolo haceros a la idea de que yo continúo en ellos.
Además, yo estaré siempre con vosotros, os lo aseguro.
Una semana más y cumpliría 25 años. Muero joven pero estoy contento y convencido.
Haced todo lo posible para llevarme a Vigo.
Como los nichos de la familia están ocupados, enterradme, si podéis, en el cementerio civil, al lado de la tumba de Ricardo Mella. Nada más. Un abrazo muy fuerte, el último.
Adiós papá, adiós mamá.
Vuestro hijo:


José Humberto

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Exclusividade, mas pouco

Era uma vez um homem que era deputado em exclusividade de funções - ou talvez não estivesse em exclusividade de funções, mas deputado acho que era. Parece que havia uma empresa que lhe pagava 5000 euros mensais, o que, a confirmar-se a exclusividade, não podia acontecer. Pediram à Assembleia da República que se pronunciasse. Nada melhor, já que o homem em causa não tinha memória sobre tal situação. Há casos destes, não muitos, mas há. A AR esclareceu e... salve-se a honra: o homem não estava em exclusividade de funções, logo, não tinha mal algum receber os 5000 todos os meses. 
Acontece que deve ter havido algum equívoco, só pode, porque quando o homem deixou de ser deputado, assinou uma declaração assumindo o seu estatuto de deputado em exclusividade de funções para receber os cerca de 60 mil previstos para uma coisa que se chama «reintegração» - seja lá o que isso for. A chatice é que parece que encontraram o tal papelito com o pedido do homem e por ele assinado, com o despacho favorável do então presidente da AR. Chatice… estava tudo a correr tão bem.

Feitas as contas, o homem, apesar de não se lembrar, parece ter abichado os 5000 por mês, como se não estivesse em exclusividade de funções, e voltou a abichar, desta feita 60 mil, por ter estado em exclusividade de funções. Baralhados? Não há razão para isso, pode ser apenas uma nova figura estatutária do deputado da Nação, a «exclusividade, mas pouco», ou então é mais um artista português e, com este talento, ainda um dia chega a primeiro-ministro. O único problema que antevejo é a falta de memória, para estes cargos parece-me coisa importante… e daí, talvez nem seja.

sábado, 20 de setembro de 2014

Fábrica das Palavras - a nova Biblioteca de Vila Franca de Xira

Foi inaugurada hoje a nova biblioteca de Vila Franca de Xira, a que deram o simbólico nome de Fábrica das Palavras. Independentemente dos discursos, interessantes, mas extensos num contexto como aquele, com algumas centenas de pessoas em pé, a maioria com uma idade já considerável, o novo equipamento dedicado aos livros é magnífico. Um desenho belíssimo, muito bem enquadrado no espaço, permitindo um aproveitamento total da bela paisagem que o Tejo ali proporciona, uma vez que se situa entre a linha dos caminhos-de-ferro e o rio. Fiquei deveras impressionado com o edifício e quase tanto com a afluência que a cerimónia de inauguração mereceu por parte da população da cidade com nome de vila, que a partir de hoje passa a contar com um verdadeiro monumento à palavra escrita. Espero que os vilafranquenses, e não só, o saibam merecer, usufruindo-o, nas diversas valências que apresenta. Espero igualmente que quem o fica a dirigir, possa imprimir uma programação dinâmica com a qualidade que o espaço possibilita e merece.     

domingo, 14 de setembro de 2014

Uma questão de ego

Se um autor anda com o ego em baixo (e parece que vai acontecendo, mesmo aos mais famosos, sobretudo aos mais famosos) o que há a fazer é arranjar leitores com bom gosto, como é o caso do...



«Pronto, aí está outra moda... O João Nogueira Reis lançou-me um desafio e eu adoro desafios, especialmente este, que consiste em:

"Coloca no teu perfil uma lista de dez livros que, de alguma forma, ficaram contigo. Demora apenas alguns minutos e não penses demasiado. Não têm de ser os livros "certos" ou grandes obras literárias, apenas aqueles que te tocaram de algum modo. Em seguida nomeia 10 amigos a quem pretendes lançar o desafio."

1- O Caso da Rua Direita, Carlos Ademar
2- O Homem da Carbonária, Carlos Ademar
3- Estranha Forma de Vida, Carlos Ademar
4- Memórias de Um Assassino Romântico, Carlos Ademar
5- Primavera Adiada, Carlos Ademar
6- O Bairro, Carlos Ademar
7- O Chalet das Cotovias, Carlos Ademar
8- O Bairro da Estrela Polar, Francisco Moita Flores
9- O Alquimista, Paulo Coelho
10- 11 Minutos, Paulo Coelho

Pois, eu sei, sou viciado em livros do Carlos Ademar, mas o que posso fazer??? O tipo é mesmo bom!!!

Os nomeados para este «desafio» são:

Carlos AdemarJosé Manuel AnesPaulo Caldas (DSP/PSP), Rita Marrafa de Carvalho (RTP), Antonio Baldo IIIRicardo Moreira (Mano), Maria Do Céu GarciaVictor Manuel Varela MartinsJosé Lucas Cardoso e, por último, mas não o "último"... Paula Fialho (M80)»


(surripiado do Facebook)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Dois 11 de Setembro


Com o máximo de respeito por todas as vítimas de um e do outro 11 de Setembro, não posso deixar de lembrar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

«À mesa com Carlos Ademar» - Sociedade da Língua Portuguesa

Um convite irrecusável

«A Sociedade da Língua Portuguesa leva a efeito no próximo dia 30, terça-feira, pelas 20 horas, no Hotel Açores Lisboa, Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 3 (junto à Praça de Espanha), em Lisboa, um jantar temático "À Mesa com Carlos Ademar", licenciado em História e Mestre em História Contemporânea, pela Universidade Nova de Lisboa. É professor na Escola de Polícia Judiciária, tendo exercido nesta organização a atividade de investigador criminal. Autor de vários romances e coautor, com Ana Aranha, da obra "No Limite da Dor", publicado pela Parsifal, onde são relatadas as experiências de lutadores antifascistas torturados nas prisões do Estado Novo. O nosso convidado proferirá uma conferência subordinada ao tema "uns safanões dados a tempo num país de brandos costumes".

A sua obra será apresentada pelo escritor e crítico literário Miguel Real. 

O preço do jantar completo é de 22 euros.

Marcações prévias, indicando nome e contacto telefónico, parajantarestematicosslp@hotmail.com, ou para o telefone968099698

Com os meus cumprimentos

Benjamim Monteiro


PS: o estacionamento é gratuito e a entrada é por detrás do edifício»


É marcar, é marcar...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A redução dos custos de produção

O grande cavalo de batalha deste capitalismo cada vez mais selvagem que nos rege, baseia-se essencialmente na redução dos custos de produção. É difícil pôr em palavras o que espelha este magnífico desenho, cuja autoria desconheço - foi recolhido no Facebook: a redução crescente dos que produzem; o aumento continuo dos que mandam; o aumento das dificuldades de comunicação entre uns e outros e, por fim, o barco vai navegando cada vez mais devagar, até que um dia...   

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Uso da burka ou do chador proibido no Algarve


«Faço saber que pelo regulamento policial d’este Governo Civil, de 6 do corrente mes, com execução permanente, aprovado pelo governo, determino o seguinte:

Artigo 32º – É proibido nas ruas e templos de todas as povoações deste distrito o uso dos chamados rebuços ou biôcos de que as mulheres se servem escondendo o rosto.

Artigo 33º – As mulheres que, nesta cidade, forem encontradas transgredindo o disposto no precedente artigo serão, pelas vezes primeira e segunda, conduzidas ao comissário de polícia ou posto policial mais próximo, e nas outras povoações à presença das respectivas autoridades administrativas ou aonde estas designarem, a fim de serem reconhecidas; o que nunca terá lugar nas ruas ou fora dos locais determinados; e pela terceira ou mais vezes serão detidas e entregues ao poder judicial, por desobediência.
Parágrafo único – Esta última disposição será sempre aplicável a qualquer indivíduo do sexo masculino, quando for encontrado em disfarce com vestes próprias do outro sexo e como este cobrindo o rosto.

Artigo 34º – O estabelecido nos dois precedentes artigos não terá lugar para com pessoas mascaradas durante a época do Carnaval, que deverá contar-se de 20 de Janeiro ao Entrudo; subsistirão, porém, as mesmas disposições durante a referida época, em relação às pessoas que não trouxerem máscara usando biôco ou rebuço.

Artigo 41º – O presente regulamento começa a vigorar, conforme o disposto no artigo 403º do código administrativo, três dias depois da sua publicação por editais

Governo Civil de Faro, 28 de Setembro de 1892. – Júlio Lourenço Pinto.»

sábado, 16 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Facebook e os bons amigos

Sigo o seu trabalho e a sua obra. Parabéns.Entretanto um amigo francês perguntou-me se o livro Primavera Adiada está traduzido em francês. Não está,pois não?,Sou professora em Vila do Conde. Um abraço
  • Tu e Filomena Almeida gostam disto.
  • Carlos Ademar Olá Ana Campos. Obrigado por me adicionar e pelas suas palavras. Folgo sempre conhecer quem me lê. Sobre a sua questão, infelizmente (pelo menos para mim) os meus livros não foram ainda editados no estrangeiro - estes editores andam distraídos. Talvez um dia... Fique bem e receba um beijo.
  • Ana Campos Obrigada. Já me prontifiquei para ir traduzindo ao meu amigo .Desejo lhe o melhor.
  • Carlos Ademar Muita bondade a sua. Calculo que tenha sido a Ana a aconselhar A Primavera Adiada?
  • Ana Campos Acredite:não fui eu.!!Foi mesmo ele que me falou da sua obra .Pode procurá-lo :Gabriel Moinet. Entende mal o português .....mas já comprou um dicionário...
  • Carlos Ademar Deixa-me curioso... um francês a aconselhar-lhe a minha obra?... Muito bem, fico feliz e já tenho fortes razões para gostar do Gabriel Moinet. Vá dando novas. Um beijo Ana.
  • Ana Campos Ok. Bom trabalho. Continue a encantar-nos. Obrigada por esses momentos
  • Carlos Ademar Obrigado, mas eu também agradeço. Acredite, o dia ficou um pouco mais sorridente. Um beijo.
    há 20 horas · Gosto · 1
  • Ana Campos a minha mais recente amiga no Facebook e o nosso primeiro contacto. É um prazer ter amigos assim.