sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 em resumo artístico

Aqui vos deixo uma bela obra de Vasco Gargalo, que tão boa conta dá dos principais acontecimentos do ano que hoje termina.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

E agora, António? - Parte II

E agora, António?

«No primeiro dia do novo ano, António Guterres ocupará o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas. Fá-lo quando há muito se vai disseminando a ideia de que a ONU se encontra desajustada ao tempo que vivemos. Alguns analistas alertam mesmo para os riscos de implosão do organismo, e para os perigos inerentes a uma situação de vazio mundial no que toca ao palco onde se cuida do concerto das nações.» 

Assim começa a minha mais recente crónica para o Jornal Tornado e para o Lusitano de Zurique. 

É clicar, é clicar!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Mapa dos atentados do extremismo islâmico na Europa



Espero muito francamente que para o ano, por esta altura, o mapa que apresento se mantenha rigorosamente assim. Seria um óptimo sinal, mas reconheço que o desejo parte de um optimismo a roçar a fé.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Patti Smith - A Hard Rain's A-Gonna Fall (ceremonia Nobel 2016)


A superstar Patti Smith afinal é feita de carne, ossos, pele, nervos e muito, muito talento. Mas acima de tudo é um grande, grande ser humano. Apetece cantar com ela para nunca, mas nunca se sentir sozinha. Maravilhosa Patti, se todos fossem como tu, seres humanos maravilhosos…




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A técnica do escritor em treze teses


Que não seja por isso e venha de lá esse sempre adiado romance... aqui vai, via SIBILA - Revista de poesia e crítica literária

A técnica do escritor em treze teses


  1. Quem se propõe a escrever uma obra de grande envergadura deve ser indulgente consigo mesmo e, ao terminar sua tarefa diária, deve se conceder tudo aquilo que não prejudique a continuidade da mesma.
  2. Fale sobre o já realizado, de todas as maneiras, mas não leia nenhuma passagem a ninguém do trabalho em progresso. Qualquer gratificação que você obtenha dessa forma irá retardar o seu tempo. Se seguir o conselho, o desejo crescente de comunicação tornar-se-á, ao cabo, um motor para a conclusão do trabalho.
  3. Nas suas condições de trabalho, evite qualquer tipo de mediocridade cotidiana. O estado de semirrelaxamento, com o fundo de sons triviais, é algo degradante. Ao contrário, o acompanhamento de uma peça musical ou mesmo um murmúrio de vozes pode tornar-se tão importante para o trabalho como o silêncio da noite. Se este afia o ouvido interior, aquela age como pedra de toque para uma dicção ampla o suficiente para enterrar em si mesma qualquer ruído, mesmo o mais excêntrico.
  4. Evite utilizar materiais escolhidos ao acaso para escrever. O apego pedante a certo tipo de papel, caneta, tinta é benéfico. Sem luxos, certa abundância desses objetos é imprescindível.
  5. Não deixe nenhum pensamento passar desapercebido. Mantenha seu caderno de notas tão rigorosamente quanto as autoridades guardam seus registros de estrangeiros.
  6. Deixe sua pena longe da inspiração, que passará, então, a atrair com força magnética. Quanto mais circunspecto você for, ao anotar uma ideia, tanto mais madura e plenamente ela se entregará. A palavra conquista o pensamento, mas a escritura o domina.
  7. Nunca pare de escrever por esgotamento de ideias (quando nada mais lhe ocorre). A honra literária exige que se pare apenas quando se tenha que respeitar algum compromisso previamente marcado ou algum prazo (um jantar, um encontro), ou  o fim do trabalho.
  8. Preencha as lacunas da inspiração passando a limpo cuidadosamente o que já tiver sido escrito. A intuição despertará no processo.
  9. Nulla dies sine linea [Nenhum dia sem uma linha] – mas semanas, sim.
  10. Não considere acabado nenhum trabalho sobre o qual você não se tenha detido alguma vez da noite até a manhã seguinte.
  11. Não escreva a conclusão de sua obra no lugar em que habitualmente trabalha. Não encontrará lá a coragem para fazê-lo.
  12. As etapas da composição: ideias – estilo – escritura. A vantagem de passar a limpo é que, ao fazê-lo, você fixa a atenção apenas na forma da escritura. A ideia mata a inspiração, o estilo acorrenta a ideia, a escritura remunera o estilo.
  13. O trabalho é a máscara mortuária de sua concepção.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Fascismos e Estado Novo, pelo professor Fernando Rosas



Fascismos e Estado Novo, pelo professor Fernando Rosas - aula para alunos da Escola Secundária Camões, Fevereiro de 2016. Muito interessante, um óptimo contributo para o conhecimento da nossa História comum e um instrumento que nos ajuda a traçar o paralelismo entre os anos 30 do século XX e os nossos dias.

domingo, 4 de dezembro de 2016

As nuvens negras que se aproximam

Não me espanta os quase 54% de votos que um ecologista conseguiu obter na Áustria, preocupa-me que, nas mesmas eleições, um neofascista tenha conseguido quase 47%.
É preciso que os democratas conheçam as razões que o levaram a ascender a números de tal envergadura e combatê-las. Não sendo assim, nas próximas eleições ganha. Como alguém disse e com inteira razão, para que o mal triunfe, basta que o bem se aquiete.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Carlos Ademar apresenta VÍTOR ALVES: O Homem, o Militar, o Político na ...


Entrevista a Henrique Garcia para o TVI 24 em Setembro de 2015

Vítor Alves, o Homem, o Militar, o Político, vai a Gouveia


Vamos estar em Gouveia no próximo dia 10 de Dezembro a apresentar a biografia de Vitor Alves. Falaremos do homem, do seu tempo, mas principalmente da sua influência para alterar o tempo que permitiu, entre muitas outras coisas, o Poder Local Democrático cujos 40 anos sobre as primeiras Eleições Autárquicas se comemoram, evento que serve de pretexto para esta apresentação.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

"Humanos" - uma série magnífica sobre o Homem

Foi uma enorme e maravilhosa surpresa esta série que o Canal 1 da RTP passou durante três semanas. Uma delícia para os sentidos. Uma fotografia estupenda e declarações tão genuínas que nos tocam e chegam à molécula menos sensível. Quem somos? Donde vimos? Para onde vamos? É talvez o melhor espelho que vi sobre a Humanidade.

Quem estiver interessado, aqui está o link da página do blogue do nosso amigo Venerando Matos, onde se podem ver os três episódios da série. Um abraço ao Venerando pela gentiliza da partilha.

spref=fbhttp://venerandomatos.blogspot.pt/2016/11/yann-arthus-bertrand-o-fotografo-da.html?spref=fb

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Jorge Palma «Só» no CCB


E sobre o Palma no CCB, nada? «Só» é o título, mas o artista nunca esteve só, bem pelo contrário. A sala estava apinhada e até as paredes vibraram. Nunca o digo de ânimo leve, mas é hoje o dia: um só homem, apoiado em carradas de talento, boa disposição e num piano, proporcionou-me o maior momento musical a que pude assistir nos últimos anos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Mundo está perigoso

Aqui vos deixo o link para a minha crónica publicada hoje no Jornal Tornado.


O Mundo está perigoso

No Limite da Dor em Stª Iria da Azoia

Nestes tempos em que nuvens negras teimam em se aproximar, faz ainda mais sentido falar deste livro e dos testemunhos nele incluídos, num esforço persistente para dissipar o perigo. Desta feita é em Stª Iria da Azoia e estarão presentes, além dos autores, duas testemunhas da história, Domingos Abrantes e Conceição Matos, cujas entrevistas, efectuadas por Ana Aranha, constam no livro. Apareçam porque a entrada é livre, como livre desejamos que seja o futuro de todos, além de que juntos temos mais força.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O Juramento de Bandeira mais revolucionário da história das Forças Armadas


O Juramento de Bandeira mais revolucionário da história das Forças Armadas
Portuguesas ocorreu no Ralis faz hoje 41 anos. Quatro dias depois deu-se o 25
de Novembro de 1975, que punha fim ao PREC.

domingo, 20 de novembro de 2016

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Em noite de Super-Lua, fiquem com esta de Víctor Melo

Depois desta Super-Lua, com todo este detalhe, mais os detalhes que a circundam, que fazem a grande diferença, juro perante os meus leitores (a jura suprema para alguém que escreve - fujo da palavra escritor como o Diabo da cruz) que jamais voltarei a fotografar a Lua, e como gosto de o fazer. Grande Víctor Melo, parabéns - um artista que, não tenho dúvidas, ainda muito vamos ouvir falar.

1500 cantam HALLELUJAH!



Quem me conhece sabe que eu não embarco em aleluias, mas nesta, se fosse
convidado a embarcar, era de caras e sem olhar para trás.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Eleições americanas ou o falso vencedor


Nas últimas eleições americanas o candidato vencedor recebeu 59, 820 milhões de votos a que corresponderam 290 «grandes eleitores»; a candidata derrotada obteve 60, 120 milhões de votos a que corresponderam apenas 228 «grandes eleitores».

- Desculpe, importa-se de repetir?
- Com certeza:

Nas últimas eleições americanas o candidato vencedor recebeu 59, 820 milhões de votos a que corresponderam 290 «grandes eleitores»; a candidata derrotada obteve 60, 120 milhões de votos a que corresponderam apenas 228 «grandes eleitores».

- Desculpe, só mais uma vez.
- Com certeza: 


Nas últimas eleições americanas o candidato vencedor recebeu 59, 820 milhões de votos a que corresponderam 290 «grandes eleitores»; a candidata derrotada obteve 60, 120 milhões de votos a que corresponderam apenas 228 «grandes eleitores».

- Não percebo...
- É assim!
- Está bem.
  

Leonard Cohen (1934-2016)



Show me the place foi a última canção que me ensinaste. E que bela é. Não conheço o teu último disco, também saiu há pouco mais de um mês, tu não levas a mal. Depois de uma vida bem vivida, partiste deixando-nos mais ricos. Que todos partissem assim. Tu deixaste pelo caminho que fizeste muitas marcas boas da tua passagem. Acrescentaste humanidade à Humanidade. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A Lagoa está linda




A Lagoa de Albufeira está linda e pouco tem a ver com aquilo que conheci há muitos anos atrás, em que o clandestino dominava. A praia então, é do melhor que conheço.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A Ronda da Noite com Carlos Ademar - Vítor Alves, o Homem, o Militar, o Político

Descobri esta entrevista a Luís Caetano, da Antena 2, para o seu belo programa A Ronda Da Noite, concedida aquando da saída da biografia Vítor Alves, o Homem, o Militar, o Político.


É clicar, é clicar
A Ronda da Noite

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O Rato Cinéfilo: AS SALAS DE CINEMA DE LISBOA

Um magnífico trabalho sobre os cinemas de Lisboa - muitos dos quais eu ainda conheci. Aqui fica para que a memória perdure. Sim já tivemos salas de cinema belíssimas. Outros tempos, em que o cinema tinha pouca concorrência; para ver filmes só nos cinemas. Estranho, não é? Tudo mudou e vendo este trabalho, percebe-se bem a mudança que neste sector ocorreu. Agradeço ao blogue Rato Finéfilo.



O Rato Cinéfilo: AS SALAS DE CINEMA DE LISBOA: Cinema EDEN (Praça dos Restauradores) Aqui há alguns anos existia uma rúbrica no Cartaz do Jornal Expresso que eu tinha o hábito de ler...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

18 de Outubro de 1936 – Rumo ao Tarrafal

Neste dia em que se cumpre mais um aniversário sobre a partida de Lisboa da primeira leva de presos que iria inaugurar e construir o campo do Tarrafal, eis um pequeno excerto do único sobrevivente desse primeiros tarrafalistas involuntários - porque os voluntários não contam para esta história. Falo de Edmundo Pedro, claro.

É clicar, é clicar.

Entre as brumas da memória: 18 de Outubro de 1936 – Rumo ao Tarrafal: Foi nesse dia que os primeiros presos saíram de Lisboa, no paquete Luanda , com destino ao que viria a ser o «Campo da Morte Lenta» ...

domingo, 16 de outubro de 2016

O aumento da abstenção

Não vejo a classe política a querer discutir, com vontade séria de o fazer, o crescente número de abstencionistas nas eleições portuguesas. A democracia está paupérrima, com o afastamento do povo da vida política e social, tenderá a ficar cada vez mais pobre se nada for feito. A esta hora ouve-se que nas eleições dos Açores de hoje, apenas 40% dos eleitores foram votar. Se isto não assusta os democratas, que espécie de democratas somos?

Seria bom que quem de direito se preocupasse seriamente com esta mancha negra na democracia, que investigue e perceba o que tem corrido mal para chegarmos a este lamentável estado de coisas. Só assim se poderá emendar o caminho. Fechar os olhos é a pior das soluções, mas os entusiastas por regimes ditatoriais, em número crescente, rejubilam. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Clandestinas


Um Nobel chamado Blowing in the Wind - que bom!



No dia em que um dos grandes deste nosso tempo ganhou o Nobel.

É caso para dizer: tão grande a surpresa como a justiça.

Eis um dos seus belos poemas numa magnífica interpretação.

Um Nobel que cheira a estrada, a pacifismo, a solidariedade, a povo.

Finalmente e felizmente!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

1º Encontro Literário de Alenquer - fotos


Decorreu no passado Sábado, dia 1 de Outubro, no Museu João Mário em Alenquer, o 1º Encontro Literário de Alenquer. Este V. amigo foi convidado a integrar a 3ª mesa, subordinada ao tema «Percursos Literários», moderada por Maria João Cantinho e que integrou igualmente a romancista Ana Cristina Silva e o poeta Paulo Anes. Em conjunto, permitiram e potenciaram duas horas de muito boa disposição, em que a descontracção e o humor nunca deixaram de marcar presença, ainda que tivessem sido abordados assuntos candentes para o mundo das letras e para o quotidiano e futuro de todos nós – mas nada foi resolvido, é bom que se diga, só nos divertimos e penso que a plateia também. Foi uma óptima iniciativa da CMA que se quer replicada muitos e muitos anos. Parabéns.  

Com Maria João Cantinho, Ana Cristina Silva e Paulo Anes










quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Rotunda «Capitão de Abril Vítor Alves» em Oeiras

A Câmara Municipal de Oeiras, que recusou financiar a biografia do principal «capitão de Abril», que naquele Concelho passou a viver em meados dos anos 60 e na mesma casa vivia quando morreu; que ali organizou algumas das mais importantes reuniões clandestinas do MFA, de preparação do 25 de Abril, resolveu e ainda bem que o fez, dar o seu nome a uma rotunda. Fico muito feliz com essa decisão. Os democratas deste país, em dívida para com homens como Vítor Alves, honestamente agradecem.
A lápide será inaugurada a 5 de Outubro, certamente com a pompa que o próprio Vítor Alves dispensaria, mas é assim...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

domingo, 18 de setembro de 2016

Comícios anti-comunistas no Portugal de 1936 - filme do SNP

Um belo documento vos deixo. Dá ele conta das preocupações do Estado Novo face ao medo que «os roxos» espanhóis incutiam em 1936. Vários comícios foram organizados pelo Secretariado Nacional de Propaganda, liderado por António Ferro, nas principais cidades do país, com enorme participação das «forças vivas». Lamento a falta de som, mas neste caso, apenas as imagens dizem muito. Por esta altura deu-se a revolta dos marinheiros no estuário do Tejo, foi criado o campo do Tarrafal, a Legião Portuguesa e a Mocidade Portuguesa. A preocupação era muita. 

É clicar, é clicar...
http://www.cinemateca.pt/Cinemateca-Digital/Ficha.aspx?obraid=3126&type=Video

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

LITERAL - 1º Encontro Literário de Alenquer

 
Aqui deixo o programa e a ficha de inscrição para participantes no 1º Encontro Literário de Alenquer, que terá lugar no dia 1 de Outubro, no Museu João Mário, em Alenquer, onde este Vosso amigo, em muito boa companhia, integrará uma mesa de debate. Serão muito bem-vindos. 


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Núcleo de Estudos 25 de Abril - Vitor Alves, o Homem, o Militar, o Político


Leituras em dia com..."Vitor Alves - O Homem, o Militar, o Político"

«Sobre um dos maiores símbolos do MFA e do 25 de Abril de 1974, com todo o processo que daí se seguiu, a Parsifal lançou "Vitor Alves - O Homem, o Militar, o Político".
Esta obra, da autoria de Carlos Ademar, é o resultado de incontáveis entrevistas ao mais discreto dos Capitães de Abril, a familiares e antigos camaradas e de profunda e rigorosa investigação em inúmeros arquivos; este livro é não só a biografia de um incessante defensor dos valores humanistas, como constitui, sobretudo, o retrato de uma personalidade singular, cujo percurso se confunde com a História de Portugal das últimas décadas.

Uma obra a não perder!»

Doc "Caravelas e Naus um Choque Tecnológico no século XVI"

domingo, 11 de setembro de 2016

sábado, 20 de agosto de 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Rui Pimentel em Estremoz, com grande pinta

Comecei a comprar o velhinho O Jornal bem jovem e continuei a comprá-lo até ao seu desaparecimento. Nos últimos tempos de vida, o semanário andava pelas ruas da amargura, ainda assim todas as sextas-feiras, lá ia beber café e comprar o jornal. Era um vício, uma questão de fidelidade, seria tudo isso, mas em termos de conteúdos havia algo que continuava a levar-me a alimentar o vício, a caricatura que a cada semana decorava meia página do jornal, da autoria de Rui Pimentel. O seu traço mordaz sempre me cativou e sempre achei que era uma lufada de ar fresco naquele jornal, já então com os pés para a cova, enquanto o caricaturista era para mim uma referência a nível nacional nesta área. 

Depois claro passou para a Visão e ainda o acompanhei durante uns meses, mas a revista não conseguiu substituir O Jornal, apesar de tudo, e desisti. Deixei de ouvir falar de Rui Pimentel até que, uns anos depois, bastantes, em conversa com um amigo de trabalho (reparem que não escrevi colega) fiquei a saber que ele era amigo, de há muitos anos, do Rui Pimentel e da sua irmã, a historiadora Irene Pimentel, que acabaria por, simpática e competentemente (aqui sem surpressa) escrever um magnífico prefácio para o livro No Limite da Dor, de que sou co-autor com Ana Aranha.

Foi este meu amigo, já agora, o actor Jorge Gonçalves, que me deu a conhecer a existência de uma exposição de trabalhos do Rui Pimentel, patente em Estremoz. Lá calhou, foi ontem. O local é um magnífico palácio adquirido pela Câmara Municipal, que fez obras de restauro, trabalho magnífico de resto, porque o resultado é no mínimo deslumbrante. Dá prazer entrar ali, estar ali em contacto com aquelas paredes, aquelas pinturas, aquelas escadarias - tudo aquilo nos faz sentir privilegiados por estar ali. Acreditem. Ainda não disse o nome, mas vai já de seguida, trata-se do Palácio dos Marqueses da Praia e de Monforte, e fica na Rua Luís de Camões, não longe do tribunal da cidade. 
Foi ali que fui brindado com a exposição do Rui Pimentel, de que aqui dou conta, modestamente, com as fotografias que o meu telemóvel é capaz de registar (qualquer defeito a ele deve ser imputado).

Mas deixem-me dizer que fiquei maravilhado com o que vi. São painéis temáticos, Literatura, História, Cinema, Artes (outras), repletos com caricaturas de autores, artistas, cineastas, actores, políticos, com um pormenor e tão explícito, que qualquer pessoa minimamente informada, não terá dificuldade em identificar cada uma das figuras representadas. 

Não é despiciendo, nada mesmo, o facto de todas aquelas obras, que eu não faço ideia de quantos meses - talvez anos - de trabalho levou a concretizar, mas são em número significativo, tem já destino marcado, decorar a futura biblioteca de Extremoz, cuja maqueta também consta na exposição. E que bela vai ficar.

Aqui deixo as fotografias possíveis e o convite para que não percam a exposição - patente até meados de Setembro. Vale bem uma viagem a Extremoz.    

PS: Esqueci-me, mas sempre a tempo (enquanto por cá andarmos ele é nosso) para se verem melhor as fotografias é clicar - muito melhor.

















segunda-feira, 18 de julho de 2016

Ella Fitzgerald - Summertime (High Quality - Remastered)



Para mais tarde recordar, no Inverno pois claro, os dias como os de hoje, em que os 40º não andam longe. Viva a eterna Ella.

domingo, 17 de julho de 2016

A palavra ao leitor - «Memórias de um Assassino Romântico»



Adoro invejosos como o
António Nogueira Ramos 
(correio electrónico)

«Ola Carlos,
Sou um invejoso. Invejo todos aqueles que tem a capacidade de escrever um livro assim. Tenho a sua idade (um pouco mais velho) e sou da area das engenharias.
Gasto algum tempo a ler, e de vez em quando sou surpreendido com um livro que da vontade de ler.
Parabéns, continue a escrever e a ganhar dinheiro, espero eu.
Abraço
António Nogueira Ramos»


Resposta: 

«Olá António

É uma inveja boa. Também eu sofro disso.
Obrigado pelas suas palavras, que são a melhor paga que um escritor pode receber, acredite.

Muitas felicidades e continue em óptimas leituras.
Um abraço
Carlos Ademar»

É assim a vida...

Salgueiro Maia, o capitão que quase enganou a tristeza

Um belo trabalho documental sobre o eterno «capitão» Salgueiro Maia.

http://expresso.sapo.pt/multimedia/2016-07-06-O-capitao-que-quase-enganou-a-tristeza-1


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sérgio Godinho - Na Rua António Maria – Ao Vivo (Áudio)





Conceição, Conceição, Conceição Matos - uma grande senhora de quem o grande Zeca não se esqueceu e o grande Sérgio fez questão de nos lembrar.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

O Brexit e o futuro da União Europeia

O amigo Rui Breda convidou-me para redigir um texto sobre a União Europeia, tendo como pano de fundo o brexit e suas implicações no futuro do projecto europeu. Foram ainda solicitados textos a Aurora Rodrigues, procuradora do MP, e Irene Pimentel, historiadora, que podem ser consultados na página do Facebook de Rui Breda. Aqui deixo o meu escrito. 

O Brexit e o futuro da União Europeia
A CEE representou uma evolução civilizacional sem precedentes na história do mundo – pôs fim a um ciclo contínuo de séculos de guerra e contribuiu para o desenvolvimento humano dos povos. Estive com os passos que entretanto foram dados no sentido da criação de uma moeda única, da livre circulação de pessoas, entre outros, sempre no sentido da criação de uma efectiva União Europeia. Contudo, a queda do muro de Berlim, que representou a libertação dos povos do leste europeu do jugo ditatorial, veio introduzir alguns elementos que acabaram por ser perniciosos para o projecto europeu. A saber:
- com a unificação da Alemanha, gradualmente a situação foi-se agravando. O espírito de solidariedade entre os Estados, princípio basilar da criação da CEE, foi perdendo significado até desaparecer – não se sente há anos, bem pelo contrário;
- o tradicional eixo Paris-Berlim (primeiro Paris-Bona), desapareceu com a emergência de Berlim, como verdadeiro centro de decisão, aonde acorrem os vários chefes dos Estados para se consultarem com o poder alemão;
- a Alemanha foi assumindo a liderança do processo de desenvolvimento do projecto europeu, claramente, e como dizem os números, privilegiando os seus interesses;
- a Alemanha dividida foi um elemento agregador e positivo; unificada, tornou-se um elemento centralizador, controlador, dominador, desestabilizador. A Alemanha unida é poderosa de mais para integrar num projecto como o da UE;
- com a queda do muro de Berlim, ou melhor com a falência do mundo comunista, a esquerda ressentiu-se, retraiu-se e a direita ocupou o espaço sob a forma de um neoliberalismo sem limites, porque tudo lhe tem sido permitido;
- os partidos que ajudaram a erguer o projecto europeu perderam espaço. Enquanto os representantes da democracia cristã desapareceram, os da social democracia renderam-se ao neoliberalismo, contribuindo para que os direitos dos trabalhadores, conquistados ao longo de décadas, desaparecessem ou se vissem duramente reduzidos;
- também este aspecto terá contribuído para o desacreditar do projecto europeu, porque deixou de ser o garante dos valores da solidariedade entre os Estados membros, em prejuízo das economias mais débeis, mas que gradualmente tocou e toca economias de maior dimensão;
- também por força da queda do Muro de Berlim, surgiram dezenas de novos países, resultantes do desmoronamento principalmente da URSS, mas também da Jugoslávia e Checoslováquia, enquanto outros se libertaram do colete de forças controlado pela URSS;
- na ânsia de retirar estes países da esfera de influência da Rússia, em poucos anos, deram-se adesões em massa à UE, mais que duplicando o número existente, tornando o projecto europeu bem mais difícil de gerir, devido a esse crescimento brusco.
***
Como vimos, a saída do Reino Unido pode ser apenas mais uma acha para a fogueira que já consumia a União Europeia em lume nem sempre brando. Se é verdade que o Reino Unido nunca esteve com os dois pés na União - juntou-se tardiamente à CEE, nunca chegou a aderir ao Euro nem ao Acordo de Schengen, além de ter exigido tratamento especial face aos restantes países -, a sua saída acaba por ter um peso enorme no projecto porque se trata da segunda economia da UE e a sua ausência dará ainda mais peso à Alemanha no contexto da União, com todos os aspectos negativos que isso implica.
Nem vale a pena entrarmos em considerações sobre as razões para a saída, que pautaram em grande parte pelo populismo nacionalista, muito na base do chamado «perigo estrangeiro». Face às incertezas que reinam por força do brexit, acredito que muitos dos que votaram a favor da saída, em caso de novo referendo, votariam pela permanência, mas isso é agora irrelevante.
Dito isto, e lamentando-o, é muito incerto o futuro da UE:
- com o crescendo da extrema-direita na Europa, inclusivamente, em países fundadores, marcada aquela por um pendor fortemente nacionalista, não disposta a ceder à UE a decisão de questões que digam respeito ao respectivo país – situação indispensável para tornar viável qualquer comunidade de homens ou de países – a situação será explorada demagogicamente, como o foi no Reino Unido, minando a credibilidade da União junto das populações;
- a diferença de tratamento dos países ricos relativamente aos mais pobres, que, se sempre existiu, notava-se algum pudor, pudor que claramente deixou de existir, minará a UE noutros segmentos das populações europeias, debilitando, por esta via, a sua credibilidade;
- o sistemático aperto aos países mais débeis economicamente, feito de forma inapelável, cruel mesmo, em claro desfavor dessas economias para que outras se fortaleçam, designadamente a alemã, despertará junto dos povos destes países o sentimento de que estar na UE é, afinal, pior do estar fora e o número dos eurocépticos tenderá a aumentar;
À parte do que fica dito, o reflexo na UE do brexit, além de despertar no imediato muitos europeus para essa possibilidade, muito dependerá da situação que se verificar no próprio Reino Unido nos tempos mais próximos:
- sabemos que no Reino Unido, a questão está longe de ser pacifica. Aliás, os resultados do referendo, quase um empate em matéria tão sensível, falam por si;
- se as convulsões internas forem de monta, relacionadas com os possíveis separatismos (Escócia e possivelmente Irlanda do Norte), mas também com o ajustamento da economia à nova realidade, que não se prevê fácil, talvez isso jogue a favor da UE, porque tenderá a arrefecer os ânimos dos eurocépticos;
- se, pelo contrário, a saída do Reino Unido se der sem grandes impactos negativos, talvez isso encoraje os cépticos, independentemente das suas motivações, e faça aumentar o seu número, podendo levar à debandada e à implosão da UE, tal como a conhecemos.
***
Uma última palavra, em jeito de resumo, para dizer que, independentemente do brexit, tal como a UE tem vindo a funcionar, com uma forte centralização, quase apropriação do projecto europeu por parte da Alemanha, num contexto de enorme precariedade económica de grande parte dos seus membros e, aparentemente com um único beneficiário, a própria Alemanha, de pouco serve esta UE. Não se estranha assim que os diversos povos europeus, segundo uma sondagem recente, tenham manifestado muitas dúvidas quanto à actual relevância da UE, atingindo o grau de satisfação índices baixíssimos, face ao papel que o projecto teve no desenvolvimento humano do continente, e mesmo no mundo, abrindo portas a que noutras regiões do planeta projectos similares fossem incentivados e concretizados com maior ou menor sucesso.
Carlos Ademar

terça-feira, 14 de junho de 2016

A Noite não é Eterna ou as certezas absolutas

A Noite não é Eterna,
é o título do mais recente romance de Ana Cristina Silva. É, desde logo, um título que induz esperança, que tanta falta faz aos homens que vivem estes dias de incerteza.
Tudo se passa nos últimos anos da ditadura de Ceausescu, na Roménia – um dos regimes mais sanguinárias do antigo Bloco de Leste. Pelas temáticas abordadas, inevitavelmente, à medida que a leitura avançava, emergiam títulos que fazem parte da história da literatura: A Insustentável Leveza do Ser, pela contextualização social e até pelo triângulo amoroso que se forma; 1984, pelo sentimento de vigilância do cidadão por parte do Estado, tecnológico no livro de George Orwell ou com olhos humanos, mas pouco ou nada e não menos eficazes, no caso da obra de Ana Cristina Silva; e até Teresa Raquin, de Zola, quando é pensado e repensado o assassínio de um dos vértices do triângulo.
Paul, marido de Nadia, a protagonista, é um dedicado e ambicioso dirigente do partido no poder, disponível para fazer o que for preciso para ascender na hierarquia, incluindo entregar Drago, o filho de três anos do casal, ao Estado. O objectivo era que crescesse com outros meninos longe das influências familiares e com os valores que ao regime interessavam, para que viessem a ser a essência do futuro e verdadeiro exército revolucionário, vanguarda na defesa da revolução. Apenas mais uma tentativa da criação laboratorial do homem novo, falhada como as restantes, já se vê. Nadia, que nunca viu com bons olhos o regime, mas que se resignava face à ambição e mais do que isso, à prepotência do marido, ia escondendo as suas opiniões até que soube do destino que Paul quis dar ao filho de ambos, em prol da sua carreira.
A trama desenvolve-se em torno das tentativas que a mulher faz para resgatar o filho e depois, o que continua a fazer para que a outras crianças não suceda o mesmo que a Drago. É nestas deambulações que surge Vasile, um revisor da rede ferroviária internacional da Roménia, que por via disso tem acesso a outros países e contactos com outras realidades sociais. Ele integra uma organização internacional clandestina que visava não só denunciar as atrocidades cometidas pelo regime de Ceausescu, como também salvar o maior número possível de crianças dos internatos estatais da Roménia, onde só não faltava a fome, a doença e a morte.
Subjacente à história de Nadia, Paul e Vasile, A Noite não é Eterna dá-nos uma visão crua da realidade da Roménia durante este período, que termina na sequência da queda do Muro de Berlim, com uma revolta popular. Seguiu-se-lhe o julgamento, condenação e execução do casal presidencial, de que a obra nos dá conta sob o olhar de Nadia, que desde logo ficou céptica relativamente ao novo regime que se procurava instalar, tendo em conta a forma cruel e populista como ajustou contas com o passado.
Um belo livro, também porque a autora conseguiu imprimir um ritmo de escrita que nos envolve no enredo de tal forma, levando-nos a continuar a sua leitura sem darmos pelo esvoaçar do tempo. Além da trama e dos preciosos apontamentos históricos que nos traz, acima de tudo, levanta-nos em cada página a velha, mas sempre presente questão das certezas absolutas, agudas, irracionais; daquelas com que o poeta Reinaldo Ferreira dizia que se faziam os heróis de que alguém se há-de servir, em contraponto à dúvida que deve prevalecer, como diria o velho Descartes, até que a questão se apresente ao nosso espírito tão clara e tão distintamente, esgotando todas as possibilidades de a pôr em dúvida. Mas, bem o sabemos, tal só é possível com a liberdade que permite pôr questões sem medo, procurar as respostas sem medo e tirar conclusões sem medo, tudo quanto um regime totalitário não permite. Como bem o documenta a obra, o medo é o cão de guarda que afugenta os menos afoitos, prolongando assim o prazo de validade à ditadura.

Pelo que fica escrito, não posso deixar de recomendar vivamente a leitura deste A Noite não é Eterna, certo de que os leitores ficarão mais ricos enquanto cidadãos - para isso serve um livro digno desse nome como este, porque eleva a literatura; certo de que, quem escreve porque não encontra nada satisfatório, se ler este livro talvez deixe de escrever; certo ainda e para terminar, de que se isso acontecesse, o mundo não perderia absolutamente nada, a floresta agradeceria e com ela todos nós. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Lista dos militares portugueses mortos na Guerra Colonial

Chegou-nos esta interessante (no ponto de vista da História) lista dos militares mortos nas antigas colónias entre 1954 e 1975. Foi o senhor coronel Manuel Lopes, antigo adjunto de Vítor Alves em N`Riquinha, que a postou no Facebook.

http://ultramar.terraweb.biz/index_MortosGuerraUltramar_Portugal.htm#.VVPmXM7GDjM.facebook

Fotos pós-morte para memória futura


Na época vitoriana, a fotografia como forma de preservação da memória dos que morriam, bem como alguns artícios necessários para o conseguir.

http://observador.pt/2016/06/06/esta-mulher-esta-morta-33-fotografias-post-mortem-uma-moda-morbida-do-seculo-xix/

quarta-feira, 25 de maio de 2016

A besta a ganhar força

Saiu na Visão de hoje e deve fazer atentar os homens de bem. Todos sabemos dos tempos em que senhores que assim pensavam mandavam, e das feridas profundas que isso causou, que ainda hoje deviam estar bem vivas na cabeça dos europeus. Mas parece que não. Todos os traumas então causados expiraram o prazo de validade e eles aí estão, certamente disponíveis para varrer o mundo de todos os supranumerários. Ficam apenas os louros com olhos azuis e pele clara - claro, se não forem judeus, comunistas, árabes, sírios, pretos albinos, ciganos...etc. Uns serão varridos do campo dos vivos, os outros, transformados em mão-de-obra escrava para os senhores que tudo podem. Exagero? Talvez não. 
Não constam aqui as últimas sondagens para as eleições presidenciais nos EUA, que dão um, até há bem pouco tempo impensável, empate técnico entre o despenteado mental milionário e a Hillary Clinton.
Isto está bonito...  


A 86ª Feira do Livro e a edição em Portugal


sábado, 21 de maio de 2016

A voz aos leitores - Maria José Carvalho, da Covilhã

Fui encontrar este texto na minha página do Facebook. Gostei, claro. Obrigado Maria José Carvalho. Anexo igualmente a fotografia que a leitora juntou às amáveis palavras.


«Ler Carlos Ademar é entrar num mundo único no qual somos parte do elenco. Nós somos a descrição. Nós os leitores, passamos a personagens que se deleitam com o tempo que é marcado pela história como, o "Chalet das Cotovias" ou o "Homem da Carbonária". Somos marcados pelos excessos da época, pelos conflitos sociopolíticos, que se não fossem os nomes e outras referências,pensaríamos que estávamos naactualidade e não nos anos vintes do século passado. Nada mas nada mudou. "Memórias de um Assassino Romântico" que foi o primeiro que li marcou-me pela pujança da Justiça Natural. Quem não quer? "O caso da rua direita", uma trama muito bem urdida. Magistral. Percebemos ao longo destes livros porque é que a justiça não é célere, porque é que por vezes se arquivam casos e finalmente como nem tudo é límpido.
A contrastar, este escritor escreve muito, mas muito bem. Um português escorreito, claro e sucinto. As descrições não são enfadonhas e aliás, somos nós que acabamos por as fantasiar.
Para terminar, o roteiro gastronómico deixa-nos a salivar. Os carapaus de escabeche, os mexilhões cozidos ao natural, carapaus alimados, o pão saloio, o sargo a assar, entre outros, espraiam-se nos nossos sentidos, e o que mais nos apetece é ir a todos aqueles lugares: às tascas da velha mas sempre nova Lisboa, Praia Grande e Sintra, vivenciarmos tudo e claro, sempre bem regado.
Os nomes dos personagens são outro factor que rima sempre bem com as histórias. Um polícia Manuel Rosário fica sempre bem. Não imagino um polícia Teixeira Vasconcelos por exemplo.
Leiam Carlos Ademar

sexta-feira, 6 de maio de 2016

No Limite da Dor em Estremoz

Na próxima 2ª feira estaremos na biblioteca da Escola Secundária Rainha Santa Isabel em Estremoz, para mais uma conversa com os alunos sobre outros tempos, tempo doridos que eles felizmente não conheceram, mas que convém que saibam da sua existência. É o nosso modesto contributo para a formação da cidadania. Que todos cumpram a sua parte.