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A mostrar mensagens de Março, 2010

República dos Otários?

Jornal i de hoje, página 21:


«Combustíveis - Portugal foi o segundo país da UE onde os preços subiram mais em 2010.»

Recupero aqui um post de há um mês atrás, em que se alertava para um facto inexplicável: em Julho de 2008, o barril de petróleo chegou aos 150 dólares, levando o gasóleo a 1,14 euros por cada litro; nos dias de hoje, o barril está abaixo dos 80 dólares e o gasóleo atingiu 1,17 euros. Explicações aceitam-se, desde que razoáveis. Não me venham com os custos de produção porque tenho cieiro nos lábios.

Domingo de Ramos

Hoje é Domingo de Ramos. Há muito, muito tempo, parece que Jesus entrou em Jerusalém ao som de hossanas, com ramos de oliveira e tudo. Não sei se o sabia, mas aproximava-se da morte.
Hoje… com ramos, Jesus, o outro, em grande, hossanas e tudo, o PEC é o que é; Cavaco, Sócrates e Passos não inspiram; o Benfica ganhou, o Sporting perdeu; o camarão já não sabe ao que sabia dantes...
A Páscoa aproxima-se, é verdade. Que sabor terão as amêndoas? E quem não gosta… Ah, tem de comer… pronto está bem, eu calo-me.

Livraria Ideal - TVI 24 - Primavera Adiada

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Só agora consegui aceder à entrevista que dei a João Paulo Sacadura da Livraria Ideal. Aqui fica para quem quiser espreitar.

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Rodrigo Leão no Museu do Oriente

É sempre um prazer estar numa sala cheia quando a razão é nobre. A sala foi a do Museu do Oriente em Lisboa; a razão, a música de Rodrigo Leão. Foi uma hora e meia de cativantes ondas melodiosas a inundar-nos o espírito, produzidas pelos instrumentos de cordas, pelo acordeão e pela magnífica voz de Ana Vieira. É bom ver uma sala cheia quando a razão é nobre, e é melhor ainda quando constatamos que há muitos amigos a comungarem deste prazer. O concerto de hoje era para ser o último de uma série de cinco, no entanto, a elevada adesão entusiasmou os músicos e a organização e, vai daí, foram marcados mais dois para o próximo fim-de-semana. Se gostam de alguma da melhor música que se tem feito nos últimos anos em Portugal, não percam.

... e ninguém vê isto?

Em 2008, o preço do petróleo atingia o valor mais alto de sempre: 150 dólares. Nessa altura o preço do gásóleo em Portugal tocou os 1,14 euros por cada litro. Hoje, ao regressar a casa, ouvi que o barril chegou aos 81 dólares, pouco mais de metade do que há ano e meio. Entretanto tive de abastecer e paguei o gasóleo a...... 1,14 euros, o mesmo de há um ano e meio. Haverá alguma explicação para isto?

Pessoa, sempre

Levantei-me cedo para estudar... Direito. É isso. Necessidade a quanto obrigas. Estive a ler algo relacionado com os princípios do Direito Penal e, passada meia hora, entendi que devia descansar. Já merecia.
Fui então navegar e encalhei em algo que me sequestrou por dentro, inapelavelmente. Era um blogue que começava assim:

«A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é. E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra, e quanto isso me basta. Basta existir para se ser completo.»

Fernando Pessoa através do seu íntimo, Alberto Caeiro

Cirandei por este e por outros poemas e quando dei por mim, haviam decorrido três horas. Contrariado, voltei ao Direito. É a dura, mas ainda assim, espantosa realidade das coisas.

Por vezes, um raio de sol faz toda a diferença

A chuva tem sido muita e persistente; o frio, de arrepanhar os beiços. Não estamos habituados e pelos vistos não nos queremos habituar. Hoje pela manhã, o frio rondava os 3 graus. Sair da cama… adiar, adiar, para evitar o inevitável, o choque. Mas o dever chama e ainda que macambúzio, temos de responder ao apelo. Banho, essas coisas, vestir, umas festas no «Neruda», que não se queixa, e rua.
A primeira impressão foi a luz branca e brilhante que há muitos dias não via e, logo depois, a estrada e os passeios secos. Apesar do frio, logo ali, o macambúzio deu lugar ao condescendente. Alguma coisa por dentro impeliu o inopinado sorriso.

JL - Entrevista

Aqui se deixa a curta entrevista, a propósito de Primavera Adiada, dada a Rita Silva Freire e impressa na última edição do Jornal de Letras.

"Carlos Ademar - A História como antidepressivo
Não é um romance policial, nem há um grande mistério por resolver. Desta feita, Carlos Ademar quis escrever um romance histórico. Sem nenhum pretexto criminoso. Primavera Adiada (Oficina do Livro, 292 pp) desenrola-se durante o Estado Novo, nomeadamente durante o período marcelista. «Quis dar a conhecer o Portugal de então, com as suas dificuldades e problemas: a censura, as lutas estudantis, os presos políticos, a Guerra Colonial..», conta o autor. Primavera Adiada é, também, a história de Marta, uma estudante de Evora, educada num meio extremamente conservador que, em 1968 vai para Lisboa, onde participa nas lutas estudantis e conhece os meios contestatários. Nascido em Vinhais, em 1960, Carlos Ademar licenciou-se em História e entrou para a Policia Judiciária onde, durante cerca de 20 anos, f…