sábado, 31 de março de 2012

Antonio Zambujo & Bulgarian Voices Angelite - Chamateia


Globalização cultural: um alentejano e um belíssimo coral búlgaro cantam,
de forma sublime, uma das mais belas jóias da música açoriana, no caso da autoria de
José Alberto Bettencourt e letra de António Melo e Sousa

Rigorosamente a não perder.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Bairro na Sábado, por E. Pitta


Na Sábado desta semana, está inserto um texto da autoria de Eduardo Pitta sobre O Bairro. No blogue Da Literatura, do conhecido crítico literário, retirei o excerto que segue:

«Escrevo ainda sobre O Bairro, o novo livro de Carlos Ademar (n. 1960). Lembra-se dos acontecimentos de Fevereiro de 2005 na Cova da Moura? O ponto de partida é esse, mas o romance faz bom uso da quota ficcional.»

The Ball ou, nada se perde tudo se transforma


Uma curta muita curta, mas cheia de simbolismo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

O Bairro À Volta dos Livros

A propósito de O Bairro, aqui deixo o link para a pequena entrevista que dei a Ana Daniela Soares, apresentadora de, talvez, o único programa diário português dedicado exclusivamente à literatura: À Volta dos Livros, da Antena 1.

RTP - À VOLTA DOS LIVROS

Morreu Millôr... Viva Millôr

O REI DOS ANIMAIS

Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua
realeza, mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco - quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!".
Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?".
Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, - disse em voz de estentor - eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais mal humorado e já arrependido, quando o leão se afastou.
Três quilómetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensangüentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".

M O R A L: CADA UM TIRA DOS ACONTECIMENTOS A CONCLUSÃO QUE BEM ENTENDE.


Este texto foi extraído da página do Facebook de
Jose Carlos Saenger  e pertence a um dos mais geniais livros de Millôr: "Fábulas Fabulosas", editado por José Álvaro - Rio de Janeiro, 1964, pág. 23.

terça-feira, 27 de março de 2012

10 mil cantam o Hino à Alegria de Beethoven

Uma homenagem à grande música; uma homenagem à arte, ao Homem.
Juntaram 10 mil em coro num pavilhão e fizeram uma festa, uma verdadeira e enorme festa.
Esplêndido

http://www.youtube.com/watch?v=paH0V6JLxSI

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Exótico Hotel Marigold

O visionamento em antestreia foi hoje à noite, no Centro Comercial Amoreiras, sala VIP 2. Parti para ele como quem vai disposto a abandonar o filme ao fim de 5 minutos, porque todas as suspeitas eram legítimas. Por outras palavras, entrei como quem está de passagem e fiquei guardando marcas evidentes e boas do que parecia uma experiência cinéfila falhada. A história é estranha, ou talvez não: os ingleses, fartos dos idosos, enviam-nos para a Índia, para o dito Exótico Hotel Marigold. Ali, podiam viver mais confortáveis com as reformas e, o mais importante, ficavam longe dos filhos, noras e genros... um alívio para estes. Cada um dos idosos tinha as suas razões para embarcar e o contacto com aquela civilização acabou por fazer renascer quem estava já condenado a esperar pela morte. É nesta interacção com aquelas paisagens, cores, cheiros e gentes, quase todas humildes, de uma humildade que não julgavam possível, que se reencontram com os outros e com eles.
Nenhuma obra artística merece o nome de obra artística se não puxar pelas emoções de quem a vê e esta puxa, e de que forma... O que se passou naquelas quase duas horas foi um turbilhão de emoções cruzadas, porque o drama alterna com a comédia, qualquer uma delas atingindo níveis pouco frequentes. Não há cedência a facilitismos. Diálogos, história e as magníficas interpretações, tudo assenta numa coerência inteligente e resistente a qualquer prova. Parece que o filme só estreia daqui a umas semanas, mas se puderem não o percam. Voaram aquelas duas horas. Guardo muito boas imagens, expressões faciais, olhares e diálogos daquele filme, mas termino com uma frase que muito dá que pensar. A frase foi proferida por um destes velhos ingleses, que regressou à Índia 40 anos depois para reencontrar o amor da sua vida e, referindo-se ao povo mais humilde disse, tentando justificar os sorrisos contagiantes que via nas ruas, sorrisos nascidos em quem, à luz da visão ocidental, poucas razões tinha para sorrir: «Eles acham a vida um privilégio e não um direito».  Não percam.

sábado, 24 de março de 2012

O Bairro no Alvinex - link

Deixo aqui o link para o podcast do programa de Fernando Alvim, da Antena 3. Passa amanhã, domingo, às 10h00.
http://mp3.rtp.pt/mp3/wavrss/at3/1838516_109836-1203231608.mp3

Tem cerca de 1 hora de duração, mas é muito engraçado, embora a culpa não seja minha, infelizmente.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Lêndias d`Encantar na Casa das Histórias

A Lêndias d`Encantar, grupo teatral de Beja, sobe à capital, mais propriamente a Cascais, a fim de apresentar um trabalho baseado num texto composto a partir de poemas de Adília Lopes, na Casa das Histórias, o belo abrigo para a obra de Paula Rego. É amanhã, às 16h00 e a entrada é livre.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O Bairro no Jornal de Letras

Um Policial Sociológico

Foi este o título dado ao excerto da entrevista telefónica a Leonor Nunes,  do Jornal de Letras, a propósito do meu mais recente livro.

terça-feira, 20 de março de 2012

Carlos Ademar no Alvinex - o programa semanal de Fernando Alvim

  • Hoje à tarde, iremos gravar mais uma emissão do Alvinex. Os convidados: António Pedro Ribeiro, poeta, diseur, agitador, que acabou de publicar um novo livro, CAFÉ PARAÍSO (edição Culture Print); Pedro Lucas, director da revista Men's Health; e por fim, mas não menos importante, teremos à conversa Carlos Ademar, inspector da PJ que acaba de publicar «O Bairro»sa a ficção» (edição Oficina do Livro) que «baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome. Mais do que um romance, O Bairro é a metáfora de tantos vulcões existentes em redor das grandes cidades contemporâneas, cuja eventual erupção todos temos o dever de evitar». Gravação esta tarde, por isso, se quiserem deixar perguntas a algum dos convidados, têm à disposição a caixa de comentários aqui do facebook.
Foi ontem, entre depilações genitais masculinas e poetas de tertúlias que há muito não se usam. Já com o microfone desligado, disse ao Alvim: «Posso não ter conseguido passar a mensagem, mas que me diverti à brava, lá isso...» E foi mesmo.

domingo, 18 de março de 2012

O festim da queima de livros

Que a História não volte a produzir imagens como esta. Que não voltem os festins pela queima de livros «perigosos», «nocivos» e «perniciosos»; que não voltem os «Index», as comissões de censura e os lápis azuis.
Como escreveu Sebastião da Gama, «Pelo sonho é que vamos» e assim se tem cumprido a História do Homem desde que um nosso ancestral, há alguns milhões de anos, concebeu e executou um recipiente para guardar alimentos, até às viagens mais fantásticas que vão desbravando o Universo. Pelo sonho é que sempre fomos e pelo sonho nos devemos continuar a deixar conduzir, é forçoso, porque mesmo com um ou outro passo transviado, estamos condenados a encontrar sempre o caminho certo. Se tivermos a sabedoria para aprender com História, os erros, os passos transviados serão minimizados. Basta isso - aprender com a História.
Apesar do vento e do ar fresco, o céu está azul, o sol mostra-se e tudo isto aquece por dentro. Em dias assim, até a aparentemente eterna crise e os festins pela queima de livros, não passam de meros passos ínvios do Homem que logo serão corrigidos e não se repetirão no futuro. Em dias assim, até apetece ser optimista - e agora não sei se leva p ou não.
  

FaceBook e a política de privacidade - é bom que se saiba...

Falar Global - FaceBook é pior do que CIA - GLOBAL NET - Rubricas

É sempre bom saber... é mesmo bom que se saiba.

sábado, 17 de março de 2012

A «Investigação Criminal» já está no Facebook

Enquanto o Nº 3 está em fase de revisão, foi aberta uma página no Facebook para receber todas as sugestões que queiram fazer chegar, no sentido de melhorar a única revista portuguesa inteiramente dedicada a investigação criminal. Consultem, colaborem e divulguem.



quarta-feira, 14 de março de 2012

Na ressaca de O Bairro - Pedro Moutinho & Mayra Andrade - Alfama



Na ressaca do lançamento de O Bairro, apetece-me mergulhar algures entre o fado e a morna, com predomínio das ruelas de Alfama, mas sem nunca me afastar das cores e cheiros do Plateau da cidade da Praia. Nada disto interessa, é apenas bonito.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Lançamento de O Bairro


José Manuel Anes tomou a palavra




Na mesa à esquerda Gonçalo Bulhosa, o meu actual editor. Na minha interveção não podia faltar uma referência e um abraço ao Marcelo Teixera, meu editor desde o princípio desta aventura da escrita, e que se encontrava na sala onde nunca o vira.
Os amigos que fizeram questão de encher a sala

O escritor e a obra


Sessão de autógrafos... muitos


terça-feira, 6 de março de 2012

Gabriel García Márquez - 85 anos

 
«Aprendi que um homem só tem o direito de olhar
um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.»
Gabriel García Márquez

domingo, 4 de março de 2012

O Bairro na Antena 1 - À Volta dos Livros

Na próxima terça-feira, dia 6, véspera da apresentação de O Bairro, será gravada nas instalações da RTP mais um À Volta dos Livros, desta feita e pela primeira vez com Ana Daniela Soares. Estive lá por duas vezes, ainda com Ana Aranha, a propósito de Memórias de um Assassino Romântico em 2008, e Primavera Adiada em 2010. Com Ana Daniela Soares estive em 2006 e o pretexto foi O Homem da Carbonária, para o muito interessante Viagem Secreta, que então passava na Antena 2.
Quando for para o ar darei notícia.

sábado, 3 de março de 2012

Novos Livros - Revista de Leitores para Leitores: Carlos Ademar | O Bairro

Aqui deixo as minhas respostas ao pequeno questionário lançado pelo «Novos Livros», a propósito do meu mais recente romance, O Bairro. Cliquem...

Novos Livros - Revista de Leitores para Leitores: Carlos Ademar O Bairro: 1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Bairro»? R- «O Bairro» é, de todos os meus livros, o que mais se aproxima do conce...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Apresentação de O Bairro

Enquanto o livro se vai disseminando pelo país, ocupando as montras e os expositores das livrarias (veremos por quanto tempo) aproxima-se a data do lançamento oficial, que terá lugar no El Corte Inglés, na próxima 4ª feira, dia 7, pelas 18h30. A apresentação estará a cargo do professor doutor José Manuel Anes.
Se é verdade que todas as alturas são boas para reencontrar os amigos, esta é francamente especial.