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A mostrar mensagens de Setembro, 2011

VERGONHOSO mas pedagógico.

·Concordo absolutamente com o que o Ministério da Educação fez com o Prémio de Mérito para os melhores alunos do Secundário. Os miúdos têm de perceber bem cedo que não se pode confiar nesta classe política. VERGONHOSO, mas pedagógico.

Caetano Veloso - Sozinho (Ao Vivo)

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Esta música é tão bonitinha

Putin e Medvedev, a cara e coroa da moeda que manda

Ora agora mandas tu, ora agora mando eu, depois mandas tu, depois mando eu, depois mandas tu e... quem não concordar que se demita. Viva esta democracia e a nomenclatura que a erigiu.

Merkel sugere perda de soberania para quem não cumprir critérios de estabilidade - Economia - PUBLICO.PT

Merkel sugere perda de soberania para quem não cumprir critérios de estabilidade - Economia - PUBLICO.PT

Hitler deve dar voltas lá onde estiver, seja onde for. Tantos sacrificios que fez, coitado, e apenas conseguiu a morte de milhões e milhões de europeus. Tristeza de gajo.

«Les feuilles mortes» só mais uma vez - desta vez

Postei apenas quatro versões de «Les Feuilles Mortes» para comemorar a entrada do Outono que ontem chegou, deixando de fora várias centenas de outras e muitas bem bonitas. Não encontrei, porém, aquela que para mim é das melhores. Não sei o nome do cantor, sei que é (era?) francês de origem argelina e a versão que ouvi – no programa de António Macedo, na Antena 1, «Canções da Minha Vida» - foi gravada ao vivo e após uma interpretação magistral, transbordante de emoção, fez-se um silêncio sepulcral, respeitoso, só possivel em momentos bem especiais, e antes que irrompessem as palmas, do fundo da sala surgiu uma voz feminina: «Merci».
É  também destes pequenos episódios que se fazem as coisas boas desta vida.

les feuilles mortes -Jacques Prévert

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Françoise Hardy - Les feuilles mortes

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Juliette Greco - Les Feuilles Mortes

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YVES MONTAND - Les Feuilles Mortes

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Morreu José Niza

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No dia em que se completam 38 anos sobre a morte de Pablo Neruda, morreu José Niza, um homem que aprendi a respeitar desde que me conheço, sempre ligado à cultura e à cidadania. Quantos temas musicais de sua autoria não trauteamos, muitos em parceria com Gedeão. Recordo Lágrima de Preta, Fala do Homem Nascido, Calçada de Carriche e tantos outros. Ah, E Depois do Adeus, de que foi autor da letra, a primeira senha do 25 de Abril. Mas tudo isto sabe a pouco, Niza foi essencialmente um cidadão solidário, interventivo, que sempre acompanhei de perto e morreu.

Neruda morreu há 38 anos

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Apesar de já estar doente, é minha convicção que Neruda viu precipitada a morte devido ao 11 de Setembro, o 1º. E digo-o porque ele soube do muito que se estava a passar com os seus companheiros e reflectiu-o de forma clara na última crónica - angustiante crónica - de Confesso que Vivi, escrita na semana que se seguiu ao golpe de Pinochet. Confesso que Vivi é um livro de luz, de felicidade, que dá conta do que foi a sua magnífica vida, os contactos que foi mantendo com as pessoas mais ilustres das letras e das artes do tempo que lhe coube viver. E sendo um livro cheio de luz, carregado de bom humor, com essa derradeira crónica, termina com as trevas, as trevas que o autor adivinhava e de que felizmente, digo eu, não teve que ser testemunha por muito tempo. Morreu triste, infeliz. Mas que viva Neruda. Viverá para sempre estou certo, porque ele é grande de mais para morrer.

DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO

Jean Baptiste Colbert – ministro de estado de Luis XIV (Reims, 29 de Agosto de 1619 – Paris, 06 de Setembro de 1683)
Jules Mazarino – nascido na Itália, foi cardeal e primeiro ministro da França. Notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris. (Pescina, 14 de julho de 1602 – 9 de março de 1661)

Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...
Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo…

Legitima defesa ou quando o jardim se transforma em pântano

Se o Governo não fosse forte para os fracos e fraco para os fortes, aplicava a «Regra Buffet» em legitima defesa.

A independência da Madeira II

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No dia 29 de Agosto último, coloquei aqui um post sobre as constantes ameaças de independência da região autónoma, proferidas por várias vozes do dono, mas principalmente pelo dono. Defendi então as alterações legais necessárias para se levar a cabo um referendo local, visando exactamente saber até que ponto o povo madeirense está de acordo com essas constantes ameaças, chantagens mesmo. As notícias que ontem viram a luz do dia, podem pôr em causa o esforço que todo o povo português tem sido chamado a fazer, e está a fazer, para além de não nos livrarmos, nós portugueses, da imagem de burlões, charlatães, com que foram brindados os gregos, tornando mais periclitante a nossa posição face aos famosos mercados, que infelizmente tudo comandam. A situação fica ainda mais complicada e tem responsáveis directos, responsável directo, e a verdade é que a arrogância e a demagogia dos líderes madeirenses, do líder madeirense, não abranda.

Tony Bennett & Amy Winehouse - Body And Soul

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Apenas por sim. As coisas belas não precisam de qualquer explicação,
existem apenas para nossa felicidade.

Açores, São Miguel - Ponta Delgada

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A sala de visitas da capital dos Açores

























A cidade onde nasceu o primeiro presidente do Conselho de Ministros do regime republicano e segundo presidente da República
Homenagem aos militares portugueses mortos na Primeira Grande Guerra
na fachada da fortaleza
 A cidade onde nasceu e se suicidou o grande Antero de Quental, poeta, filósofo,
considerado o lider da Geração de 70 Armazém de revenda magnificamente decorado
A praça mais conhecida da cidade, com as famosas Portas do Mar e a marina ao fundo  Uma bela rua na zona baixa da cidade
 A magnífica marginal, com a marina e a montanha onde se localiza a Lagoa do Fogo, que não se deixou ver devido ao permanente chapéu de nuvens  A bela paisagem dos Açores, aqui sobre as velas e os mastros das embarcações na marina

Vista do porto de pesca
Nos Açores, até os prédios assentam no verde, aqui na Praça de São Francisco

Dois 11 de Setembro para lembrar, sempre

Há 10 anos, enquanto as torres ardiam e já se adivinhava elevada mortandade, juntámo-nos todos em frente da única televisão que havia no trabalho e, a dada altura, alguém com memória disse qualquer coisa como: «Lamento o sofrimento e a morte daquela gente, mas parece ironia do destino. Completam-se precisamente hoje 28 anos sobre o golpe de Pinochet, que levou à morte dezenas de milhares de chilenos nos dias, semanas, meses, anos que se seguiram. Só que então, foram os EUA que estiveram por detrás da hecatombe.»
Isto deve ser dito, há pelo menos dois 11 de Setembro para lembrar, sempre.

Asia Bibi - está tudo doido!

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Asia Bibi é uma camponesa de 40 anos que nasceu no lugar errado, pois pertence a uma minoria religiosa, é católica, num país de 170 milhões de muçulmanos, o Paquistão. Só por isso, esta mãe de 5 filhos está no corredor da morte há cerca de 2 anos, por ter sido acusada de blasfémia. Podemos ter alguma dificuldade em enquadrar este crime e por isso serei mais preciso nos factos que lhe imputam: Asia mergulhou o seu copo no balde de água comunitário para matar a sede quando trabalhava no campo, num dia em que a temperatura atingiu os 40 graus. A «impura» teve o atrevimento de «conspurcar» a água das suas colegas muçulmanas e por isso o seu caso seria tratado superiormente. E foi. Chamada ao líder religioso local, este deu-lhe a possibilidade de ela se converter para que o seu «crime» pudesse contar com o beneplácito do Profeta. Porque, atrevida e arrogante, não quis aproveitar a oportunidade que lhe deram, foi julgada e condenada à morte por blasfémia e, desde então, aguarda num curro ma…

Alguém falou em gastronomia portuguesa? E o alentejano cozido de grão?...

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Estou escandalizado e sejamos completamente francos. Como é que o país pode avançar com este tipo de opções? Está a decorrer algo que visa eleger algo como as melhores especialidades gastronómicas portuguesas. De 21 pré-seleccionadas sairão hoje as 7 vencedoras - espero não estar a subverter as regras da coisa. Como é que alguém com o tino na medida certa, pela mínima até, pode conceber que entre as 21 especialidades em concurso não conste o cozido de grão à alentejana? É que só de escrever isto e olhar para a fotografia anexa, já lhe sinto o cheiro e quase o gosto. Salivo, meus senhores. Inconsolável, mas salivo.

Açores, São Miguel - Sete Cidades

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Pedimos desculpa pela beleza inebriante que segue, que pode até perturbar algo do
negro que perpassa os dias que vivemos, mas a culpa não é minha.









Dizem que as Sete Cidades é um lugar mágico e eu acredito. Sente-se.

kris kristopherson,Me and Bobby McGee''

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O bom som dos anos sessenta numa vesão sentida e tocante, a que nem faltou uma homenagem à Janis.

«Não há festa como esta!»

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Dizem, e eu acredito, que não há festa como esta independentemente da idelogia de cada um. Desde que o preconceito não ganhe aos pontos, é para comunistas e para não comunistas, como eu. A riqueza da diverversidade nacional e internacional mora ali e é ela que faz a diferença e me atrai todos os anos.   
Pormenor da decoração do pavilhão de Braga
Não há cidade como esta
Fotografia de fotografia - a sopa dos pobres em Moura
Pormenor de um mural
O eléctrico da utopia
Um dos locais mais bonitos da Atalaia
O cante alentejano tratado com pinças e muito, muito intimista - magnífico. O projecto é de Paulo Ribeiro e chama-se «Mosto». Sairá um disco brevemente. Espero.
Os galegos nunca faltam com a «queimada», a gaita e muita alegria
Os Trovante, 11 anos depois de «Uma Noite Só» no Pavilhão Atlântico. Foi só uma noite, mas inesquecível. Ontem repetiu.
Todas as festas devem terminar em festa.
Outro pormenor, este do pavilhão dedicado às mulheres - a arte sempre presente