Vou fundar um jornal para promover os meus livros...

Sabemos que a vida custa a todos e as coisas não estão fáceis, mas um jornal como o Expresso, talvez a maior referência na imprensa portuguesa, não se pode dar ao luxo de agir desta forma. Na edição desta semana, reservou uma página do seu destacável cultural  – que esta semana é dedicado a sugestões para prendas de Natal – para promover a «Prata da Casa», como chamaram à iniciativa. Desde a equipa directiva ao mais alto nível, a alguns dos seus mais reputados colaboradores, ali estão apostos oito livros com o respectivo texto promocional, onde não falta o preço. Não discuto a qualidade das obras, que não conheço, mas o critério de auto oferecimento, pedinchão. Como leitor, não me parece bem, choca-me, mesmo. O dever de isenção de uma quase instituição manda falar mais alto.    

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