Bichos, Bichinhos e Bicharocos ou a sabedoria de Mestre Pomar

Decorreu esta tarde no Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira, a apresentação da reedição de um livro mítico do Neo-Realismo, Bichos, Bichinhos e Bicharocos. É um livro dito para crianças (será?) cuja 1ª edição saiu em 1949, com poemas de Sidónio Muralha, pinturas de Júlio Pomar e pautas musicais (também as tem) de Francine Benoit.
Assisti a uma bela sessão com a presença de mestre Pomar, Vítor de Sousa e Maria Barroso, que disseram alguns dos poemas insertos no livro. Registo aqui uma tirada digna do verdadeiro sábio que é o pintor. Vítor de Sousa foi dizendo que, ainda no átrio do Museu, Júlio Pomar não conseguiu explicar a uma senhora porque razão o sapo (um dos desenhos que decoram o livro) não era verde. Quando o actor ia dar continuidade à sessão, mestre Pomar interrompeu-o para dizer e cito de cor, que uma das grandes virtudes do Homem é não ter resposta para tudo, acrescentando que aqueles que as têm ou dizem ter, ou são tolos ou não são homens.

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