A independência da Madeira

Mais uma vez o fantasma da independência da Madeira surgiu, agora a propósito da possível extinção da Zona Franca. Parece-me excessivo que este fantasma nos visite tão frequentemente, particularmente tendo em conta o quanto nos custa - a cada um dos pagantes de impostos deste país -, manter a despesa do arquipélago. Acho chocante o nível de endividamento a que chegaram – e lhes permitiram - e acho escandaloso o desvio brutal nas contas dos festejos do aniversário do Funchal. Vergonhoso mesmo, neste mísero contexto em que vivemos. Como se tudo isto não bastasse, temos a «ameaça» da independência sempre a pairar. Acho demais.
Acho mesmo que é tempo de acabarmos com este papão, fazendo o que for necessário para dar voz ao povo da Madeira e de Porto Santo. Se ele entender que é melhor viver separado da nação portuguesa que o assuma definitivamente, para que esse machado não penda permanentemente sobre Portugal que, diga-se, com receio e de cedência em cedência, permitiu este nível de endividamento ao longo dos anos.
Além do mais, um referendo ajudava a aclarar as águas. Como, acredito, os madeirenses votariam contra o corte deste cordão que nos liga há quase 600 anos, este discurso viscoso e quem sistematicamente o produz, tentando sempre semear a discórdia com Portugal para colher proventos, seriam erradicados da vida política para sempre.
Basta de cedências a chantagens. É tempo de dar voz aos madeirenses para que definitivamente decidam o seu futuro.



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