quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Fera Amansada tem Lêndeas





Ontem um filme, hoje o anúncio de uma estreia teatral, amanhã... a estreia.
É no Alentejo, mais propriamente em Beja, no seu belo Pax Julia, pelas 22h00. É mais um trabalho de um pequeno grupo de teatro Lendias D`Encantar, que, acreditem, se fartam de trabalhar para conseguirem fazer o que gostam e ainda por cima enriquecem quem os vê e dão um bocadinho de cor a um certo cinzentismo que invadiu os espíritos. Desta feita é uma adaptação de A Fera Amansada de Shakespeare, encenada por um nome grande do teatro cubano, Júlio César Ramires, que denominaram... deixa ver no cartaz... O JANTAR DAS FERAS.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O mundo está ao contrário

Foi hoje aprovada em Espanha a lei que retarda as reformas para os 67 anos.
Exemplos recentes levam-nos a concluir que Portugal seguirá essa via a breve prazo.
Se calhar tem mesmo de ser assim, mas tinha que ser agora? Maldição!
Quanto mais avanço na idade mais me afasto da reforma.

domingo, 26 de junho de 2011

A propósito de quase tudo encontramos Zeca

Antes morrer sem tal saber do que viver sem dar por nada
porque nos dias de hoje, A Mulher da Erva é outra coisa.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Loreena Mc Kennitt - Tango to Evora



Já não é  novo este tema, longe disso, mas quando descobri a autora, há uns longos 15 anos, foi uma paixão.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fortaleza Real de São Filipe, Cabo Verde, Património Histórico da Humanidade

 A fachada da Fortaleza Real de São Filipe, construída no final do Séc. XVI para proteger a Cidade Velha de ataques dos piratas. Foi classificada como Património Mundial em 2009.

Os canhões vigias, que procuravam afugentar os intrusos. «Alcançam 3km», disse-me o guia, que parecia saber tudo sobre a construção.

 O que resta das prisões - buracos, sem mais. Estão um pouco aterradas e falta-lhes as grades de ferro. Vida dificil a dos presos.

 Lá em baixo a Cidade Velha, vendo-se as ruinas da antiga catedral que, após 30 anos de construção, teve uma vida efémera de 12. Os canhões da Fortaleza não foram suficientemente eficazes para conseguirem manter à distância os piratas, naquela altura franceses. Segundo o homem que tudo sabia, foi nas primeiras décadas do Séc. XVIII.



O interior da Fortaleza, onde não subsistiu qualquer das acomodações dos militares. Ficaram apenas os vestigios.  

Um plano geral, com a cisterna em maior evidência  

 A porta e o caminho que os escravos e os presos muitas vezes palmilharam serra abaixo, serra acima, para irem buscar água em tempo de seca.

 Canhões guardiões para o perigo que vinha do mar

Canhões guardiões para os perigos que chegavam por terra

domingo, 19 de junho de 2011

Cabo Verde - Bulimundo - Partida


A propósito do post anterior...
E se repente, no momento da despedida, uma aluna se erguer e começar a entoar esta bela morna à sua frente, ainda que cante menos bem, ainda que não saiba a letra correctamente, será sempre um momento único. Para mim foi. O coração apertou, apertou e foi muito difícil agradecer com palavras. Não podiam faltar, contudo, o olhar brilhante e um beijo. Bastou.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Despedida - fim de curso

Há cursos que queremos que acabem depressa, outros não. Este pertence seguramente ao segundo grupo e a culpa é toda deles.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Voz das Vítimas no Aljube

A exposição “A Voz das Vítimas”, na antiga cadeia do Aljube, ao lado da Sé de Lisboa, iniciativa do IHC Universidade Nova de Lisboa, Fundação Mário Soares e Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM), aberta ao público desde 14 de Abril e até 5 de Outubro, todos os dias, das 10 às 18h, excepto às 2ªs feiras. Tem visitas guiadas às 15h de todas as 3ª f e debates, apresentações de filmes ou outros eventos, às 17h de todas as 5ª feiras, com a participação de historiadores, investigadores, sociólogos ou participantes da luta anti-fascista.
Amanhã, 16 de Junho, às 17h na sala de debates da Expo do Aljube, o historiador Luís Farinha fará uma dissertação sobre o tema “Tribunais políticos”, seguido de debate.
A 18 de Junho, às 15 h, será apresentado o filme “Tarrafal - Memórias do Campo da Morte Lenta” de Diana Andringa, com a sua presença.
Para estar informado sobre as iniciativas ir a http://www.avozdasvitimas.net/ e procurar em “Iniciativas”

Cidade Velha - Santiago, Cabo Verde

A «praia» da Cidade Velha 
 O remanso, o colorido e as crianças, muitas

 O sol ia a pino e tocava forte

A Fortaleza de São Filipe, património mundial, vista da cidade. 

     O jogo começou

A Cidade Velha, a primeira capital de Cabo Verde, vista da Fortaleza



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Aquilino, a última entrevista

Há poucos semanas - o tempo passa depressa - tomei conhecimento do site casaldasletras, da responsabilidade de Pedro Foyos e de Maria Augusta Silva. Trata-se de dois jornalistas na reforma, felizmente para eles - digo eu - que resolveram disponibilizar parte do seu espólio profissional e isto, só por si, que poderia não ter grande importância, tem e muita. Entre outros artigos com interesse, podemos ali encontrar largas dezenas de entrevistas efectuadas ao longo dos últimos quase cinquenta anos a homens e mulheres das artes e das letras nacionais.
Li com muito gosto algumas delas, mas não resisto a fazer aqui um destaque àquela que foi a última entrevista concedida pelo mestre Aquilino Ribeiro, dois meses antes de falecer, ao jovem Pedro Foyos. Com permissão do autor e dada a sua intemporalidade, fiz copy paste das últimas duas perguntas/respostas, que se referem à juventude portuguesa. Ainda assim, não se fiquem por este pedaço, vão até ao casaldasletras.

P: Também disse numa outra ocasião que lhe custava ver a «corajosa juventude portuguesa» com «medo de viver». [Nota: alusão sibilina de Aquilino à guerra colonial iniciada dois anos antes desta entrevista].

R: A juventude portuguesa é como todas as demais europeias: generosa, cheia de seiva, inteligente, votada aos grandes destinos. Tenho porém muito medo dos mestres e dos mentores. A cada passo surge o diabo ao caminho. Um diabo de rabo pelado para que os jovens lhes hipotequem a alma. Quem os adverte do perigo? De modo geral este demónio vem embuçado, com todo o recato, em pés de lã, comedido e prudente, e fala como os antigos lentes de Coimbra: – Moço, teus pais eram assim, eram assado. Eram felizes. Fizeram esta nação grande. Amavam a Deus, etc., etc., etc. – Quais pais?, pergunto eu. Os nossos pais navegavam por debaixo das ondas? Atravessavam para o Rio, por exemplo, em nove horas? Viajavam na estratosfera? Ouviam Londres em Lisboa? Ressuscitavam duas e três vezes na mesa operatória? Para estes progressos da física e da fisiologia humana forçoso é que haja outra mentalidade. Ou que se invente. Nisto está a grande obra da pedagogia. É para essa inovação transcendental do psíquico que eu dirijo o meu convite à juventude portuguesa.

De que forma, exatamente?

[Acordaram o escritor e o jornalista que a resposta a esta pergunta, sob a forma de mensagem, seria do próprio punho de Aquilino Ribeiro. O texto, um dos últimos por si escritos, foi entregue dias depois. A extensão da mensagem era no mínimo o dobro da que se reproduz em consequência dos cortes feitos pela Censura. As chamadas “provas de granel” devolvidas ao jornal pela Censura foram confiadas a Aquilino na antevéspera da publicação e poucas semanas antes da sua morte].
Não tendo medo de viver. Tapando os ouvidos às vozes dos velhos do Restelo, todavia sem que esse repúdio provoque o desequilíbrio da sua pessoa moral, que é um edifício mais bem interessante do que os construídos pelos arquitetos à beira das ruas. Que os jovens, repito, não tenham medo de viver. Que não tenham relutância em estudar. É uma questão de persistência de princípio, como já disse, porque depois torna-se agradável singrar pelas esferas novas do saber como viajar pelas terras desconhecidas ou singrar em canoa a motor nas águas mansas de um lago. Que a juventude não tenha medo da afronta dos maus, dos medos do espírito e fuja das cocas [ardis] que todos os inimigos do progresso lhes hão de querer pôr nos olhos, que, no fundo, são hediondas como caraças de carnaval. Que amem a vida pela vida e pela beleza que encerra, nada mais que no facto de o homem se sentir um ser útil à sociedade e, porventura, ao mundo, a despeito das paredes que delimitam o nosso Portugal da Europa. E mais uma vez: estudem. Compenetrem-se de que a vida somos nós que a fazemos como um padeiro amassa o pão às mãos ambas ou um escultor à greda em que modela a estátua. Só assim a vida se saboreia no que tem de saborosos tesouros íntimos reservados.

© PEDRO FOYOS

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Homem morto trabalha durante uma semana (Notícia do New York Times, garantem-me)

Os gerentes de uma editora estão a tentar descobrir (e nós também) porque é que ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua secretária havia cinco dias.
George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como revisor de texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no open space onde trabalhava com outros 23 funcionários. Morreu tranquilamente (só pode, demais até) na segunda-feira, mas ninguém notou até que no sábado seguinte pela manhã, um funcionário da limpeza o questionou, porque estava a trabalhar sendo fim-de-semana (a falta de resposta fê-lo desconfiar).
O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse:
- O George era sempre o primeiro a chegar e o último a sair (mas ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição e não dissesse nada?). Ele estava sempre envolvido no trabalho e fazia-o muito sozinho (muito mesmo).
Uma questão:
- que raio de trabalho seria o dele que ninguém o solicitava?
... e um desabafo interrogado:
- que porra de vida triste seria aquela?!
Possivel resposta ao desabafo interrogado:
- Era só mais uma.

SUGESTÃO:
De vez em quando acene aos seus colegas de trabalho.
Certifique-se de que eles estão vivos e mostre que você também está, sorrindo, sei lá!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mais uma corrida, mais uma viagem...

Quando acordar na manha de domingo a paisagem será esta


Aproximando um pouco pode ser assim

A caminho do trabalho esta é quase obrigatória

A caminho do restaurante não anda longe disto 

Ao fim da tarde o encontro com o gin obriga a coisas destas...


PS: Inveja? Não! Cidade da Praia.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Apresentação de Primavera Adiada em Tavira

Optei por postar aqui alguns excertos do texto de apresentação de Primavera Adiada, efectuada pela Dra. Ana Matias, no passado dia 18 de Maio, em Tavira. Só a extensão do texto me leva a não colocá-lo na integra, mas não quis privar os leitores destes segmentos se não pela simpatia que expressam relativamente à obra, pela profundidade de análise que a apresentadora quis atingir e atingiu que, perdoem-me, não abunda por aí.  

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De aparente singelo romance de amor entre jovens adultos, como à primeira vista poderemos julgar, Primavera Adiada paulatinamente vai-se impondo aos olhos do leitor como uma narrativa ficcional que se desenrola num contexto histórico que, com rigor e precisão, enquadra e condiciona a vida das personagens. Mais do que a história de uma menina/mulher, a Marta, que ao fim de vários anos e peripécias consegue superar a sua primeira paixão amorosa, esta é uma obra que nos conta a história de um momento político de um país: os duros anos sessenta do salazarismo, a ilusão do abrandamento da repressão e a alteração das opções políticas, como o slogan de Marcello Caetano prometia ao defender a “evolução na continuidade” e a sua acção política a ser caracterizada como a “primavera marcelista”, até aos alvores da democracia em Portugal, no ano de 1974.
.../...
            George Lukács (1885-1971), crítico literário húngaro de renome, defende que um romance histórico exige “ uma estratégia narrativa capaz de reconstituir com minúcia os componentes sociais, axiológicos, jurídicos e culturais que caracterizam essas épocas”. Ora, esta obra de Carlos Ademar evidencia a adopção de uma estratégia narrativa que habilmente põe em interacção personagens inteiramente ficcionais com personagens históricas e personalidades públicas, algumas delas ainda hoje vivas e no activo.

.../...

...não se julgue que este romance se assemelha mais a um documento histórico do que a uma obra literária onde as personagens são surpreendidas por peripécias e vivenciam emoções de alegria e de angústia, tal qual o comum dos seres humanos de carne e osso com os seus amores, paixões, medos, raiva ou indiferença.
                                                                    .../...
Qual voyeurs indiscretos, podemos aqui ler momentos da vida amorosa e sexual de Marta narrados com acutilante realismo, visualizar, mentalmente, os sonhos tornados pesadelos do agente Gilberto da Polícia Judiciária, também ele a procurar ultrapassar as memórias de episódios traumáticos vividos na guerra colonial. Qual testemunhas de momentos de acção repressiva, podemos aqui nos impressionar com o cruel assassínio do estudante universitário Serafim Santos ou arrepiarmo-nos com os sofisticados métodos de tortura prolongada a que os presos pela DGS eram submetidos ou, ainda, e por oposição aos exemplos anteriores, esboçarmos um sorriso de candura perante outros episódios.
                                                                                          .../...

Tavira, 18 de Maio de 2011
                 Ana Cristina Matias

domingo, 5 de junho de 2011

Amor a Portugal - Dulce Pontes


Acima de tudo, que se esqueçam dos interesses individuais ou dos grupos
a que pertencem. Amem Portugal, é tudo quanto os portugueses precisam.

sábado, 4 de junho de 2011

Perfume de Mulher - italiano e americano

Entre as revisões de um livro, faz-me falta arejar com histórias escritas por outros. Desta vez foi filme, filmes, porque foram dois de uma assentada, embora com o mesmo título, Perfume de Mulher. Só há pouco tempo tive oportunidade de conhecer a versão italiana, dos primeiros anos da década de setenta, e aproveitei para ver o americano, de 1992, que saiu recentemente com um jornal. São dois bons filmes que se vêem muito bem, com cenas de grande intensidade emocional, como convém ao bom cinema. Contudo, o italiano sendo mais antigo que o americano quase vinte anos, é muito mais moderno. Tudo porque não houve cedências ao facilitismo, ao moralmente correcto exigido pelos mercados. 
O americano parece ter sido muito pensado em função do papel que cabia a Al Pacino, que o protagonizou e que acabaria por vencer o Óscar para melhor actor por esse desempenho. Aliás, também Vittorio Gassman, o grande actor italiano, cumpriu com grande arte o papel que lhe coube. Mas penso que a obra americana perdeu no seu todo, no intuito de alimentar a árvore gigante que é Al Pacino. Comparativamente com a italiana, é mais desequilibrada, já que cruza cenas antológicas, como é o caso do tango «Por una Cabeza» de Gardel, dançado por Pacino e uma bela actriz, mas tem momentos francamente fracos, como por exemplo a parte final do filme, ao nível de uma simples americanada, que o resto do filme não merecia de todo. 
Boas reflexões para amanhã e bons filmes. 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Eduardo Galeano - um sábio uruguaio, um cidadão do mundo


Mão amiga deu-me a conhecer este uruguaio que é um verdadeiro sábio já que, de forma simples, sintetiza algumas das grandes questões da Humanidade. Muitos dos que nos governam e não só (todos os que confudem a grandeza das coisas com as coisas grandes), deviam ser obrigados por lei a ver este filme todos os dias, como quem toma um remédio. É só clicar e saborear.


http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fyoutu.be%2Fw8rOUoc_xKc&h=6be88

quinta-feira, 2 de junho de 2011

5ª feira de espiga

Encontrei-a perdida - à fotografia - no Facebook, na página do Vasco Horta e não resisti a transportá-la para aqui - à fotografia. Acho interessante mantermos as tradições, particularmente aquelas que não prejudicam ninguém, como seja apanhar umas simples espigas e, já agora, uma papoila pela beleza do colorido e prender tudo em molho na traseira da porta. Dá sorte, afasta o mau-olhado e dizem os mais crentes que até o FMI. Há que saber renovar as tradições, para que não se percam e assim, estou certo, não se perdem. Vamos à espiga? Bora!

O pós 5 de Junho

Os sinais que nos chegam indicam que estamos condenados a ter um governo ultra-neo-liberal. Até as pedras da calçada da Rua Augusta vão querer privatizar. Pensando bem, uma portagem ali... à porta da Tendinha...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

I Jornadas Internacionais de Ciencias Forenses e Criminais

I Jornadas Internacionais de Ciências Forenses e Criminais do ISCSEM

Ciências Forenses: Perspectivas Futuras

Com a presença de:
Prof. Doutor Francisco Côrte-Real-Director da Delegação Centro do INML
Dr. Carlos Farinha-Director do LPC da PJ
Dra. Carla Falua-Directora da EPJ
Prof. Doutora Cristina Soeiro, EPJ e ISCSEM
Dr. António Carvalho-Coordenador de Investigação Criminal da PJ
Prof. Dorothy Gennard-University of Lincoln, UK (Cientista Forense)
Prof. Jose Gonzalez Rodriguez-University of Lincoln, UK (Cientista Forense)
Dr. Kevin Pritchard-University Central of Lancashire, UK (Ex-CSI)
Dr. Nicholas Smith-University Central of Lancashire, UK (Cientista Forense)

3 de Junho de 2011 - Instituo Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

Comissão Científica
Professor Doutor Manuel Jorge de Queiroz Medeiros
Prof. Doutor Alexandre Quintas
Prof. Doutora Ana Paula Ferreira
Prof. Doutora Mafalda Faria
Prof. Doutor Manuel Anes
Mestre Nathalie Ferreira

Comissão Executiva
Inês Fontes
Inês Lopes
Inês Morgado
Joana Véstia
Samir Ahmad