Congresso Manuel da Fonseca

Talvez Manuel da Fonseca se risse a bandeiras despregadas se lhe dissessem que um dia alguém se lembraria de lhe dedicar um congresso.
A verdade é que 2011, é o ano do centenário do nascimento de dois dos mais emblemáticos escritores do Neo-Realismo português: Alves Redol e Manuel da Fonseca. E se durante muito tempo as obras e autores ligados a este movimento foram, por muitos, minimizados e ignorados, naturalmente por razões que escapavam às próprias obras e à qualidade dos seus autores, a verdade é que os tempos mudam e com eles as vontades, e aquilo que parecia morto ressuscita.
Iniciou-se hoje na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o Congresso Manuel da Fonseca, com, entre outros, Eduardo Lourenço. Prosseguirá amanhã em Vila Franca de Xira, no Museu do Neo-Realismo e terminará no domingo na terra alentejana que em 1911 o viu nascer, Santiago do Cacém.
Na impossibilidade de estar em todas as frentes, penso marcar presença no Museu do Neo-Realismo, onde, aliás, está patente uma exposição sobre o autor alentejano, que recomendo.

 

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